Novo Presidente da República deverá organizar melhor a área da saúde

Segundo dados divulgados de uma pesquisa do Instituto Datafolha, o próximo Presidente da República, que deverá ser eleito no próximo dia 30 deste mês, terá um grande desafio que é: reorganizar a área da saúde, pois ela está sofrendo com uma alta queda no número de crianças vacinadas, proposta de orçamento do ano que vem com valor abaixo do ideal e alta troca de ministros nos últimos quatro anos.

A BBC News Brasil conversou com especialistas desta área e apurou que apenas 26% da população brasileira possui plano de saúde, o restante depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Estes dados foram revelados por uma pesquisa feita em julho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).


Pessoas esperando por consulta em fila de hospital/ (Foto Reprodução: Senado Federal)


Um dos principais problemas é a alta queda na vacinação de crianças. Instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), já alertaram o atual Presidente sobre este problema e que graves consequências poderão acometer os brasileiros.

A gente sempre teve um Programa Nacional de Imunização (PNI) muito forte. Contudo, esta queda de vacinação de contra qualquer doença, é grave, porque a vacina é a principal intervenção que mais salva vidas”, afirma o infectologista da Fiocruz de Mato Grosso do Sul, Julio Croda. Ele ainda pontua que desde 2015 já era notada uma queda nas vacinações e que durante a pandemia de Covid-19, a situação piorou e o Governo Federal ainda não expôs um plano de solução para este grave problema.


Fila de pessoas esperando atendimento em um posto de saúde/ (Foto Reprodução: Senado Federal)


Croda ainda pontua que as quatro trocas de Ministros da Saúde nos últimos quatro anos, deixa todo este importante setor em situação problemática. Já que para ele, cada governante pensa e age de uma maneira, o SUS acaba por ter propostas não acabadas e isso acarreta em deficiências para a população brasileira.

Já para a médica psicanalista e presidente da Associação Brasileira deSaúde Coletiva (Abrasco), Rosana Onocko Campos, a desorganização do Minsitério da Saúde no mandato atual é muito problemática. “O próximo governo terá de tomar medidas extraordinárias, mais por conta desse descontrole do governo. Qualquer item como: cobertura de vacinas, internações evitáveis devida à atenção primária, fila de cirurgias, só demonstram uma piora. Tem partes do Ministério da Saúde que ninguém coordena mais”, comenta a médica.

Em resposta, o Ministério da Saúde, afirmou em nota que o enfrentamento do país sobre a Covid-19 teve resultados existosos e que cerca de R$ 106 bilhões foram destinados para o combate da pandemia. Sobre as demais vacinas, um dos objetivos do atual ministro Marcelo Queiroga é alcançar a marca de pelo menos 95% de vacinados e reduzir o número dos não vacinados. E que para conscientizar a população, estão sendo feitas campanhas de divulgação sobre a vacinação e que os Estados e municípios precisam de articulação para almejar o sucesso e o alto número de vacinas aplicadas.

Foto Destaque: Pessoas esperando por atendimento em hospital/ Reprodução: OCP News

Nutricionista afirma que dietas muito restritivas são difíceis de cumprir e não são efetivas

Muitas pessoas que estão buscando perder peso de maneira rápida, acabam recorrendo ao cumprimento de uma dieta restritiva. O problema é que este tipo de prática leva a pessoa a ganhar peso novamente, além de desregular todo o organismo, causando diversos outros problemas, como: cansaço, dificuldade em cumprir as tarefas diárias, irritabilidade e até distensão abdominal.

Quando a restrição alimentar é severa, as pessoas vão acabar tendo uma alimentação desbalanceada e efeitos do tipo: memória falhada, unhas fracas, queda intensa de cabelo e uma forte vontade de consumir doces e mais carboidratos, como massas, pães e farinha aumentam e prejudicam todo o organismo.


Representação de uma alimentação saudável/ (Foto Reprodução: Dra. Monica Cabral)


Para a nutricionista do Hospital Sírio-Libanês, Caroline Martins Machado, esse tipo de reação corporal é causada pelo estresse da falta de nutrientes circulando pelo organismo. “Esse tipo de manifestação são consequências de um estresse proveniente da restrição alimentar. Contudo, não só o paciente adepto desse tipo de dieta é quem sofre, as pessoas que não fazem uma alimentação balanceada e saudável também podem sofrer”, afirma.

A nutricionista explica que comer bem ajuda no funcionamento correto de todas as funções do corpo e principalmente pode evitar o desenvolvimento de doenças. Caroline pontua que o ponto inicial de analisar a restrição de nutrientes essenciais para o corpo, pois sem eles, todo o organismo terá carências e assim problemas como dificuldade para dormir, ressecamento na pele e dores de cabeça passam a ser recorrentes.


Mulher fazendo dieta alimentar/ (Foto Reprodução: Carrefour)


Dietas muito restritivas são difíceis de seguir e não são efetivas, pois num primeiro momento ela até pode ser efetiva, contudo o organismo diminui o gasto energético e aí ocorre o ‘efeito platô’, quando a perda de peso para. Aí a pessoa volta a comer e reganha o peso, porque o organismo vai armazenar mais nutrientes”, revela a médica.

A indicação de Caroline para quem deseja perder peso, é procurar por orientação de profissionais de saúde, como endocrinologistas, nutricionistas e nutrólogos. Os nutricionistas farão o plano alimentar de forma correta e os outros dois especialistas cuidarão da parte de indicar os medicamentos precisos para determinados casos. 

Foto Destaque: Mulher fazendo dieta/ Reprodução: Fortíssima

Para psicólogos, o sonho pode ser um treinamento e podem estar ligados com experiências vividas

Como nós passamos cerca de um terço das nossas vidas dormindo, é natural que os sonhos causem certa curiosidade, já que eles trazem experiências tanto sensoriais, emocionais quanto mentais. Mesmo que muitas pessoas afirmem que não se recordam dos sonhos, mais de 75% das pessoas adultas, já afirmaram ter tido sonhos recorrentes, aqueles em que o mesmo conteúdo se repetem, durante boa parte da sua vida.

Mesmo que eles possam ser desenvolvidos em qualquer momento do sono, os sonhos são mais frequentes durante o “Rápido Movimento dos Olhos” (traduzido do inglês REM-“Rapid Eye Movement”). Neste período, há um alto nível de movimentos oculares e eles são bem rápidos.


Mulher dormindo e sonhando/ (Foto Reprodução: Educação Um Como)


Ainda não há uma explicação científica sobre tanto a origem quanto a função dos sonhos, contudo eles têm ligação principalmente cm as vivências que ficam na parte das memórias. Para especialistas, o sonho nasce de um resultado da consolidação das lembranças, que são feitas pelas áreas do cérebro que trabalham com a memória e por isso existe um “roteiro”, que quando ativado, produz a ilusão.

Segundo especialistas desta área, é necessário haver uma divisão entre: os sonhos recorrentes e aqueles em que a causa é desconhecida, mas que não são ligados com problemas de saúde. No Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), feito e publicado pela Associação Norte-Americana de Psiquiatria, os dois transtornos são sintomas do transtorno de pesadelo e do estresse pós-traumático.


Homem dormindo e sonhando/ (Foto Reprodução: Tudo Ela)


O estresse pós-traumático acomete quem sente a repetição do mesmo evento traumático. Já a visão recorrente idiopática, ainda não tem causa conhecida, tem uma relação com temas mais gerais, que vão desde a morte de alguém próximo ou não até o fim de qualquer tipo de relacionamento. A ilusão que se repete com frequência está relacionada com fatores psicológicos.

Uma das principais recomendações de especialistas é que os sonhos repetitivos estão indicando alguma preocupação ou conflito não resolvido, então a pessoa precisa enfrentar a situação, pois o sonho pode servir como um treinamento. Outra ideia é que se a pessoa quer reduzir esse tipo de visão, ela pode tentar buscar por ajudas psicológicas, que auxiliará de forma correta no tratamento.

Foto Destaque: Homem dormindo e sonhando/ Reprodução: SACI

Educadora física afirma que a creatina pode trazer benefícios ao corpo todo

Atualmente, um dos suplementos mais indicados pelos especialistas para quem busca ganhar massa muscular, além de aperfeiçoar sua performance durante os treinos de atividade física, é a creatina. Ela pode proporcionar diversos benefícios para o corpo todo, como: pode auxiliar no tratamento de doenças musculares, pode prevenir doenças crônicas e também o desenvolvimento do mal de Parkinson.

Segundo a educadora física e nutricionista, Dani Borges, este suplemento é uma indicação recorrente. “Ela é um dos suplementos mais testados e estudados do mundo. Ingerindo de forma correta, haverá um auxílio no ganho de massa, de forma direta ou indireta, além de aumentar a força e a resistência dos músculos”, conta.


Creatina em pó e em cápsulas/ (Foto Reprodução: Agora RN)


Outro ponto levantado por Dani, é que devido ao alto número de pesquisas sobre este produto, diversos especialistas puderam entender que a creatina não é tão nociva para os rins. “Se o paciente fizer o uso contínuo da creatina durante cinco anos, ele não terá obrigatoriamente algum problema nos rins. Tanto que obstetras liberam o uso quando uma mulher está grávida”, revela.

Um dos problemas mais comentados sobre esse complemento alimentar é que ele causa retenção de líquido. A educadora afirma ser um mito esta ideia. “A creatina proporciona um inchaço intramuscular, ou seja, na parte interna do músculo. O problema é quando a pessoa não está ingerindo a quantidade necessária de água ou não seguindo a dieta corretamente, aí ela pode sentir o corpo ficar estranho, mas não tem haver com o suplemento em si”, afirmou.


Pó de creatina e pesos de academia/ (Foto Reprodução: Burpee)


Para adicionar o complemento alimentar na dieta, a nutricionista conta que existem duas formas. A primeira é com a saturação, ou seja, o paciente toma cinco gramas de creatina quatro vezes ao dia por sete dias e no oitavo dia toma cinco gramas uma vez ao dia. Nisso, o efeito já começa aparecer no sétimo dia.

A outra forma é sem a saturação, então o paciente toma cinco gramas uma vez ao dia. Contudo, o efeito começa a surgir dentro de 20 dias. Dani explica que: “A creatina fica 95% nos músculos e 5% vão para o cérebro. Só quando o corpo atinge a saturação é que há a melhora nos músculos”, explicou. Para ela, este suplemento deve ser ingerido diariamente, por ser de efeito acumulativo. Então mesmo nos dias sem atividade física, ela precisa ser consumida.

Foto Destaque: Medidor de quantidade com creatina e pesos de academia/ Reprodução: Atletis

O combo de treinamento intenso e jejum intermitente para emagrecer mais rápido

A nova estratégia para emagrecer mais rapidamente agora é corroborada por estudo científico norueguês.

O estudo foi publicado nessa terça-feira (04) na revista Cell Metabolism, e confirmou que ao combinarem um treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) com uma dieta de jejum intermitente os pacientes tiveram seus resultados de perda de peso potencializados em um período muito mais curto que uma rotina de treinos e alimentação convencionais.

Os pesquisadores responsáveis pela pesquisa são da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), acompanharam 131 mulheres com excesso de peso na faixa etária de 19 a 45 anos durante sete semanas, as quais metade das participantes aderiu a uma rotina de treinos de alta intensidade combinado com o jejum intermitente. A outra parcela das analisadas foram divididas em dois grupos iguais, em que uma parte aderiu somente o HIIT como treinamento diário, e a outra apenas o jejum intermitente. Outras 33 mulheres que anteriormente já praticavam exercícios normais, junto a uma dieta balanceada também foram acompanhadas no estudo, servindo como um grupo de controle para atestar os resultados a mais que o treinamento pode trazer.

A conciliação do jejum com o treinamento intensivo proporcionou uma perda de 3,6 quilos em cada uma do grupo, enquanto as que fizeram somente dieta perderam 2,1 quilos, seguidos das que se encaixaram apenas no grupo praticante de HIIT e perderam 1,7 quilos ao final das sete semanas em que foram acompanhadas pela autora da pesquisa, Trine Moholdt.


Tabela explicando os tipos de jejuns intermitentes que podem ser aderidos a uma rotina (Foto: Reprodução/Br da Nutrição)


“A alimentação com restrição de tempo (TRE) é um método menos tedioso e mais eficiente em termos de tempo para perder peso em comparação com a contagem diária de calorias. Já o HIIT é tolerável e seguro para indivíduos anteriormente sedentários e pode ser concluído em 30 a 40 minutos “, disse Trine.

Em relação ao grupo de controle que não alterou sua rotina durante o estudo, as voluntárias adeptas a dieta intermitente acompanhada do HIIT, tiveram quase o dobro de resultados, evidenciando a eficácia na rápida perda de peso do treinamento.  

“Recomendamos esse tipo de programa para pessoas que desejam ter uma maneira relativamente simples de mudar a dieta e os hábitos de exercícios e melhorar sua saúde”, finalizou a autora.

Foto destaque: Mulher praticando exercicios aérobicos na esteira Reprodução/Pacefit

Brasileiros desenvolvem objeto para ajudar pacientes com osteossarcoma

O câncer nos ossos é um dos que tem um tratamento mais agressivo e muitas das vezes, o tratamento de remoção do tumor podem de certa forma fazer com que a qualidade de vida do paciente seja diminuída, devido a todo processo de combate da doença.

O tratamento desse tipo de câncer consiste na remoção do tumor do local afetado, seguido de tratamentos intensivos de quimioterapia e radioterapia, para que possa ter a diminuição nas células que estão doentes da região operada que tinha o tumor. Entretanto esse tratamento é algo bem extremo e envolve muitos efeitos colaterais muitas vezes desgastantes e cansativos para os pacientes com o câncer nos ossos, e isso diminui bastante a qualidade de vida deles.


Corpo humano(Foto:Reprodução/Pixabay)


E, devido a isso, alguns cientistas tem procurado desenvolver métodos mais eficazes e menos agressivos para o combate da doença, um desses métodos se chama: Hipertermia magnética, que tem como intuito aquecer as células com tumor até a temperatura aproximada de 43° C e isso faz com que as células tumorais percam as proteínas e já que elas são menos resistentes que as células saudáveis a alta temperatura leva célula cancerígena a morte.

Na Universidade Federal de São Carlos, os cientistas desenvolveram um material feito de vidro bioativo, uma espécie de matriz, com partículas magnéticas. O trabalho foi feito por uma equipe de desenvolvimento de matérias funcionais (CDMF) e do centro de pesquisa educação e inovação.  A matriz tem uma capacidade de regenerar o tecido ósseo quando entra em contato com os fluidos biológicos, formado um mineral presente nos ossos, permitindo a fácil cicatrização.

As pesquisas vêm trazendo resultados promissores nas descobertas desses novos matérias e graças a isso em breve será possível o tratamento dessa doença de uma maneira menos desgastante e como menos efeitos colaterais, deixando a qualidade de vida dos pacientes melhor.

 

Foto destaque: (ReproduçãoVeja)

Saiba como vai funcionar as novas regras de rotulagem dos alimentos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), aprovou uma nova lei que deve entrar em vigor a partir do dia 9 de outubro, onde determina algumas mudanças nos rótulos dos alimentos. Dentre as novidades estão: uma nova rotulagem nutricional frontal, as mudanças nas informações e alegações nutricionais.

A partir do dia 9, os alimentos produzidos vão precisar se adequar as novas regras determinadas pela Anvisa. Segundo eles, a nova mudança tem como objetivo principal facilitar a leitura dos consumidores, deixando as informações mais claras para que todos possam saber que tipo de alimento está sendo consumido.

Saiba como quais serão as mudanças nos rótulos e quais os intuitos da escolha do novo formato:

  • Umas das primeiras mudanças será feita na tabela de informações, onde vai ser aplicado uma fonte com letras pretas num fundo branco com o intuito de melhorar a capacidade do consumidor de conseguir ler as informações de maneira clara e consciente.
  • Passa a ser obrigatório a informação dos açucares totais que tem o produto e não somente as informações de quanto tem por porção consumida.
  • Além disso a Anvisa determinou que a tabela nutricional esteja localizada em um lugar acessível próximo a lista de ingredientes, não podendo ser localizada em áreas encobertas ou deformadas, onde dificultaria o acesso e a leitura do consumidor.
  • A nova rotulagem determinada pela Anvisa, exige que as informações sejam apresentadas para os consumidores de maneira simples e clara, a fim de facilitar o entendimento das informações.
  • Pensando nisso foi desenvolvido um novo design de lupa, onde mostra os alimentos que tem alto teor de sódio, açucares adicionados ou gorduras saturadas, a Anvisa torna obrigatório o uso da lupa em embalagens que contem essas informações nutricionais.
  • As alegações nutricionais permanecem apenas de maneira voluntaria não sendo obrigatória.

Novo rótulo (Foto:Reprodução/CNN Brasil) 


Segundo a Anvisa, os prazos de adequações dos produtos que se encontram no mercado podem variar de acordo com as situações:

  •    até 09 de outubro de 2023 (12 meses da data de vigência da norma) para os alimentos em geral
  • até 09 de outubro de 2024 (24 meses da data de vigência da norma) para os alimentos fabricados por agricultor familiar ou empreendedor familiar rural, empreendimento econômico solidário, microempreendedor individual, agroindústria de pequeno porte, agroindústria artesanal e alimentos produzidos de forma artesanal.

 

Foto em destaque: mulher fazendo compras. (ReproduçãoCNN Brasil)

Adesão a exame de mamografia cai nos últimos 5 anos

Nessa sexta-feira (7) mês do outubro Rosa, campanha de conscientização para o risco de contrair câncer de mama, o Instituto de Saúde Suplementar (less) divulgou dados sobre a periodicidade dos exames de mamografias feitas pelas pacientes de planos de saúde de 2016 a 2021.

Segundo os dados publicados, em 2016, o Brasil fechou com 5.120.133 de exames de mamografias realizadas em planos de saúde. Os dados analisados foram fornecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e revelaram que ainda em 2017 o número já apresentava queda para 5.080.622, o próximo ano seguiu a mesma tendência com 4.999.935, caindo 0,4% em 2018.

Em 2019 os números tiveram um leve aumento para 5.089.151, mas a grande mudança veio no ano seguinte com o impacto que a pandemia de coronavírus trouxe em 2020, quando o número de exames desceu para 3.647.957. Segundo o less, tamanho déficit que surgiu nos últimos cinco anos gera um alerta para a sociedade e instituições de saúde.

Houve, em 2021, uma melhora para 4.575.624, mas segundo José Cechin, o superintendente do less, o resultado mesmo que positivo por conta do melhor enfrentamento da pandemia na sociedade, ainda é muito abaixo dos números registrados anteriormente, visto que o exame é a forma mais eficiente para identificação e tratamento precoce de tumores mamários.


Mamógrafo, aparelho de raios x que pode ser digital ou analógico e é utilizado para identificção de câncer de mama (Reprodução/Dr. Silvio Bromberg)


O recomendado pelo Ministério da Saúde é que pessoas de 50 a 59 façam exames periódicos a cada dois anos, porque essas estão numa faixa etária de maior incidência do câncer.

O Inca divulga métodos de identificar previamente caroços e tumores nas mamas, e quando descobertos o paciente deve procurar ajuda médica o mais cedo possível, para que tratamento tenha maior eficácia no combate à doença. “caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas)”, disse o Inca.

Depois do câncer de pele o de mama é o mais incidente em mulheres no Brasil, e o que mais leva a mortes segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). Cerca de 61 mulheres a cada 100 mil podem contrair tumores mamários, e a previsão do inca é que 66.280 novos casos sejam identificados entre 2020 e 2022.

Foto destaque: Paciente posicionada em um mamógrafo enquanto médica analisa dados coletados pelo aparelho Reprodução/Minha Vida

Brasil detecta primeiro caso de poliomielite após 33 anos

Segue sob investigação o caso suspeito de poliomielite em uma criança de três anos. Registrado nesta quarta feira (6), pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará, seria o primeiro caso da doença no país desde 1989, quando as campanhas de vacinação diminuíram a paralisia infantil no Brasil. Doença erradicada desde 1994, a poliomielite, habitualmente chamada de pólio, é uma doença altamente contagiosa causada pelo poliovírus selvagem.


Criança sendo vacinada contra a poliomielite. (Foto: Reprodução/Fotógrafos PMJ)


No último dia 30 de setembro, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde. Segundo dados da plataforma LocalizaSUS, a cobertura vacinal de crianças está em 61,9%. Ou seja, os resultados apresentados desde 2016, estão abaixo da meta que seria a de imunizar 95% do público-alvo (14,3 milhões de crianças menores de cinco anos.

Um menino de três anos, que reside no município de Santo Antônio do Tauá, em Belém, testou positivo para a doença. A Secretaria da Saúde do Pará notificou o Ministério da Saúde. No relatório clínico enviado à pasta federal, a criança tem registro apenas de duas doses da vacina da pólio oral (VOP), não constando registro de vacina da pólio inativada. Ou seja, o esquema vacinal dela encontrava+se incompleto. Ainda segundo o relatório, o vírus foi identificado através de exames de fezes da criança. A mesma foi atendida no ambulatório e não chegou a ser internada, mas segue em observação.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que não há registro de circulação viral da poliomielite no Brasil e que uma equipe foi enviada ao Pará nesta quinta para investigar o caso. De acordo com informações enviadas pela Secretaria Estadual de Saúde, o caso pode estar relacionado a um evento adverso ocasionado por vacinação inadequada.

O Ministério da Saúde reforça que pais e responsáveis vacinem suas crianças com todas as doses indicadas para manter o país protegido da poliomielite. 

Foto destaque: Criança tomando a vacina da poliomielite. Reprodução/Sajjad/Xinhua

Estudos apontam que fatores genéticos podem proteger contra covid-19

Desde 2020, pesquisadores de vários países, incluindo o Brasil, buscam identificar genes que conferem proteção contra o novo coronavírus, tanto impedindo a infecção quanto favorecendo uma doença leve, na expectativa de que esse conhecimento permita o desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos contra essa doença e outras provocadas por vírus.


Paciente fazendo o teste de Covid-19. (Foto: Reprodução/ICTQ)


Recentemente, foram publicados dois estudos realizados por pesquisadores brasileiros que ajudam a entender que fatores genéticos protegem algumas pessoas da infecção ou até mesmo de desenvolver a forma mais grave da doença. Os estudos buscam genes que permitam o desenvolvimento de novas vacinas e novos tratamentos.

Um dos estudos foi realizado com um grupo de idosos acima de 90 anos resistentes ao SARS-CoV-2 e o outro descreve o caso de gêmeos idênticos com desfecho diferente para a chamada covid longa.

Os cientistas trabalharam com um grupo de 87 indivíduos chamados de “superidosos”, ou seja, com mais de 90 anos que se recuperaram da Covid-19 com sintomas leves ou que permaneceram assintomáticos após teste positivo para o coronavírus. Os dados foram comparados com os de 55 pessoas com menos de 60 anos e que contraíram a forma grave ou morreram, além de uma base da população idosa geral da cidade de São Paulo, obtida por meio de banco genético.

Os testes realizados buscavam possíveis genes de resistência ao SARS-CoV-2 e queriam entender os mecanismos envolvidos em idosos resilientes à doença, mesmo podendo ter comorbidades, em contraponto a pessoas mais jovens sem comorbidades que tiveram formas muito graves, algumas letais.

Os pesquisadores analisaram a região do cromossomo 6, conhecida como Complexo principal de Histocompatibilidade (MHC, na sigla em inglês). Essa área tem dezenas de genes que controlam o sistema imunológico, de diferentes formas. Um ponto encontrado a ser investigado é a ligação das variantes de MUC22 com o aumento de expressão do microRNA miR-6891. Este último se associa ao genoma do vírus e consegue quebrá-lo. Por isso, a maior produção dessas moléculas de alguma forma poderia diminuir a reprodução do vírus dentro da célula, o que estaria relacionado à Covid leve. Outros dois achados da pesquisa estão ligados a variantes de genes mais frequentes em indivíduos africanos e sul-americanos, sendo o gene HLA-DOB. Eles perceberam que o HLA-DOB pode interferir no trânsito de alguns antígenos (pedaços do vírus) para a superfície celular.

Os pesquisadores detectaram que o trânsito pode estar modificado nessas proteínas de dentro da célula para a superfície, agravando a infecção. Ao comparar casos leves e graves de Covid-19, a frequência desse gene foi três vezes maior no segundo grupo.

Depois de avaliar o perfil de células imunes e das respostas específicas ao SARS-COV-2, os cientistas apontaram que a evolução clínica diferente entre ambos reforça o papel da resposta imune e da genética no desenvolvimento da doença.

Foto destaque: Cientistas do Albert Einstein. Reprodução/Nelson Almeida/AFP