Brasil está entre os países que mais usam IA

A pesquisa quantificou um total de 2,4 bilhões de acessos globais no primeiro mês de 2024, na OpenIA. Desse número, correspondente a um aumento de quase 180% em relação ao mesmo período de 2023, 5,16% vieram do Brasil. O país, portanto, ficou na quarta posição, perdendo apenas para Estados Unidos (19,78%), Índia (11,62%) e Indonésia (6,17%), nesta ordem. 

O estudo feito pela empresa Semrush, de gerenciamento de dados de visibilidade on-line, trouxe os seus outros seis colocados presente no TOP-10: Filipinas (4,72%), Alemanha (2,85%), Canadá (2,7%), Reino Unido (2,67%), França (2,35%) e Espanha (2,01%), respectivamente. Os homens, com 67,5% foram os usuários que mais acessaram a plataforma, e a faixa etária mais incidente percebido inclui pessoas entre 25 e 34 anos.


Seis meses após o lançamento do ChatGPT, já havia 170 milhões de usuários na plataforma (Foto: reprodução/InvestNews)

Nova era da web

A inteligência artificial simplesmente está revolucionando a vida no século XXI. Hoje, sistemas computacionais conseguem realizar um atendimento ao cliente, analisar informações pessoais para a concessão de empréstimos bancários, recomendar conteúdos em plataformas de streaming, direcionar adequadamente uma propaganda, entre outras atividades “humanas”. As empresas, cientes desse potencial de produzir mais, com um menor custo, estão em uma corrida pela liderança nessa área, como os assistentes de chatbot.

Em novembro de 2022, o ChatGPT foi inaugurado. Após três meses, veio o Bing Chat, o agora Microsoft Copilot. Depois, a Google lançou a Bard, contemporânea da Grok, da companhia xIA, do bilionário Elon Musk. Até 2040, o Fundo Econômico Mundial acredita que as IAs impactarão economicamente em 4,4 trilhões de dólares no mundo. No Brasil, conforme o Mapa do Ecossistema dos Bots, em setembro do ano passado, já haviam mais de 144 mil chatbots ativos. 

Movimentação no Palácio do Planalto

Inclusive, nesta quinta-feira (07), o presidente Lula pediu aos membros do Conselho nacional de Ciência e Tecnologia para elaborar um plano nacional de inteligência artificial. A ideia é que a nação não se torne apenas uma espectadora do que acontece na Europa, EUA ou China, e se estabeleça competitivamente neste mercado.

Lei implementada na União Europeia sinaliza risco para WhatsApp

O aplicativo de mensagem de texto e chamadas de voz de Mark Zuckerberg sofrerá algumas mudanças drásticas em breve. Uma nova lei regularizada pela União Europeia pretende possibilitar que aplicativos como WhatsApp interajam com aplicativos terceiros. 

Segundo Dick Brouwer, diretor de engenharia da rede social, é imprescindível que o usuário tenha em mente se quer possibilitar ou não a troca de mensagens com terceiros.

De início, esta nova lei propõe que outras plataformas enviem mensagem pelo WhatsApp. Entretanto, nem o Telegram, Google ou até mesmo a Apple, fizeram movimento para cumprir com o novo regimento até o momento.

Mudança na rede social pode atrair golpistas

Embora, na prática, este tipo de atitude pode ser vista com olhos otimistas, ou seja, unificar o envio de mensagem com opções diversas de serviço, a medida pode ser um chamariz para um tipo específico de problema: golpes. 

De acordo com Jake More, embaixador global de cibersegurança da ESET, algumas situações problemáticas podem ocorrer. “Como em qualquer mudança na tecnologia, os golpistas serão rápidos em segmentar alvos”, alertou. “Permitir que os usuários conversem com pessoas no WhatsApp por meio de aplicativos de terceiros, como o iMessage e o Signal, inevitavelmente fará com que algumas pessoas não tenham certeza do que é autêntico ou um golpe”, complementa. 


Dick Brouwer trabalha como diretor de engenharia no Whatsapp (Reprodução/Linkedin/Dikbrouwer)

O que não vai faltar serão avisos da suposta integração, seja mensagem de texto, e-mails e links. Como saber se não é golpe?

Regras podem ser seguidas para evitar problemas futuros

​Vale apena prestar atenção a algumas dicas a partir do momento da integração, tais como: não clicar em links suspeitos ou que prometam realizar a transmissão de dados para o usuário, evitar extensões de aplicativos de mensagem e não compartilhar códigos de segurança ou autenticação.

​Mais detalhes sobre a efetividade da inserção desses aplicativos não foram revelados até o momento. 

A mudança irá afetar outras Big Techs também, além da Meta.

Apple ajusta propostas para cumprir regras da UE

A gigante da tecnologia, Apple, modificou algumas de suas propostas em resposta às regras de tecnologia da União Europeia, após receber críticas dos desenvolvedores de aplicativos. As mudanças visam cumprir a Lei dos Mercados Digitais da UE, que busca controlar o poder das grandes empresas de tecnologia e criar condições equitativas para os rivais e mais opções para os usuários.

Alterações feitas pela Apple

Uma das principais alterações feitas pela Apple inclui a retirada da exigência de que aqueles que desejam criar mercados alternativos de aplicativos devem apresentar uma carta de crédito. Além disso, a empresa introduziu dois critérios de elegibilidade para os desenvolvedores interessados em operar um mercado de aplicativos rival. Agora, um desenvolvedor pode operar um mercado de aplicativos alternativo se sua conta existir há dois anos e ele tiver um negócio de aplicativos estabelecido na UE com mais de 1 milhão de primeiras instalações anuais.

Outras mudanças incluem a possibilidade dos desenvolvedores assinarem os novos termos anunciados anteriormente no nível da conta do desenvolvedor, bem como a opção única para rescindir o acordo em determinadas circunstâncias e voltar a usar os termos comerciais padrão da Apple para seus aplicativos na UE.

O que motivou as alterações

Essas alterações ocorrem após críticas dos desenvolvedores de aplicativos em relação às propostas iniciais da Apple, anunciadas em janeiro, que permitiriam que os desenvolvedores distribuíssem seus aplicativos para usuários na União Europeia fora da App Store da Apple, juntamente com novas taxas e condições.

A Apple afirmou que essas mudanças refletem seu compromisso em cumprir as regulamentações da UE e em trabalhar em colaboração com os desenvolvedores para criar um ambiente mais justo e equitativo para todos os envolvidos no ecossistema de aplicativos.

Novidades da Apple ainda em 2024

Este mês promete ser emocionante para os entusiastas da tecnologia, com a Apple se preparando para lançar uma série de produtos empolgantes. De acordo com informações divulgadas pelo conhecido analista Mark Gurman em sua newsletter semanal, a gigante da tecnologia está pronta para apresentar uma variedade de novos dispositivos, incluindo MacBook Air de 13 e 15 polegadas, ambos equipados com o potente chip M3.


Sede da Apple (Foto: Reprodução/folhape)

Além dos novos laptops, a Apple também planeja introduzir ao público novos modelos de Apple Pencil e Magic Keyboard, aprimorando ainda mais a experiência dos usuários com seus dispositivos.

As vendas oficiais dos novos iPads e Macs estão programadas para começar até o próximo mês de abril, segundo Gurman. Este período também coincidirá com o lançamento das novas versões dos sistemas operacionais da Apple, incluindo iOS 17.4, iPadOS 17.4 e macOS 14.4, todos eles com suporte total aos novos acessórios.

Com a chegada desses aguardados lançamentos, os consumidores podem esperar por uma gama ainda mais ampla de opções para atender às suas necessidades de computação e produtividade. Fique atento às próximas semanas para mais detalhes sobre esses excitantes produtos da Apple.

Novo satélite é lançado para medir emissores de metano na atmosfera

Apoiado pelo Google, da Alphabet Inc., e pelo grupo Environmental Defense Fund, um satélite que tem como principal missão identificar a emissões de metano do setor de petróleo e gás, foi lançado na última segunda-feira.

O satélite MethaneSAT agora se junta a uma crescente frota de satélites cuja função principal é monitorar as mudanças climáticas e ajudar a encontrar possíveis soluções.

No entanto, ele não é o único do tipo atualmente em atividade. A Agência Espacial Europeia possui outro rastreador baseado em satélite, chamado GHGSat, que já vem fornecendo dados sobre as emissões de metano. No entanto, o objetivo do MethaneSAT é disponibilizar um campo de visão mais amplo do que o fornecido pelas soluções atualmente disponíveis.

Outros satélites tem função parecida


Satélite tem como objetivo monitorar emissões (reprodução/X/@MethaneSAT)

De acordo com o fundo de defesa ambiental, os dados fornecidos poderão ajudar a trazer mais responsabilidade na hora da prestação de contas das 50 empresas de petróleo e gás que se comprometeram na COP28, cúpula climática realizada em dezembro do ano passado em Dubai. Naquela ocasião, as empresas se comprometeram a zerar as emissões de metano e eliminar a queima rotineira de gás.

O satélite foi resultado de uma colaboração entre a agência espacial da Nova Zelândia e a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Seus dados estarão disponíveis ainda este ano, com o Google Cloud fornecendo os recursos necessários para o processamento das informações.

American Petroleum Institute se pronuncia

Agora, de acordo com o American Petroleum Institute, grupo que representa o setor do petróleo, os dados emitidos por terceiros não devem ser usados para fins regulatórios. Isso vem em um momento em que os dados deste satélite podem auxiliar os Estados Unidos e a União Europeia a definir suas próximas regulamentações sobre o metano.

Agora, com o satélite em órbita, os primeiros dados não devem demorar a serem disponibilizados ao público, e podemos ter uma noção da situação.

Instagram implementa novas funções nas mensagens diretas

Desde a última segunda-feira (04), o Instagram atualizou as mensagens diretas do seu aplicativo para incluir uma série de recursos, entre eles a capacidade de editar mensagens já enviadas e desativar a marcação de visualização da conversa.

Essas atualizações já eram bastante esperadas pelos usuários, principalmente aqueles que têm as DMs do Instagram como uma das suas principais formas de comunicação com outras pessoas.

Cinco novos recursos

No total, serão implementados cinco novos recursos que incrementarão a experiência do usuário na plataforma. Segundo a empresa, as novas ferramentas foram desenvolvidas com o objetivo de “ajudar as pessoas a se conectarem melhor com seus amigos e oferecer mais controle sobre a experiência de troca de mensagens“.

Assim como já é implementado no WhatsApp, que faz parte da mesma empresa, os usuários têm até 15 minutos para poder editar uma mensagem enviada em uma conversa privada. Outro recurso semelhante ao apresentado na outra plataforma é que agora os usuários do Instagram poderão salvar figurinhas enviadas por amigos, precisando apenas pressionar sobre a imagem.


Instagram agora permite usuários editarem mensagens já mandadas (Foto: reprodução/Facebook/@Instagram)

Outro recurso que também será implementado nesta atualização é a capacidade de personalizar a janela de conversa, inicialmente com temas já escolhidos pela própria empresa, como imagens de corações, doces e até mesmo um tema com a temática do filme “Avatar”.

O recurso mais aguardado, no entanto, que é a função de esconder a notificação de visualização, poderá ser ativado através das configurações. Você terá que clicar em “mensagens e respostas ao story” e selecionar a opção “mostrar confirmações de leitura”.

Atualização ficara disponível para todos ao longo da semana

No entanto, o recurso não fica disponível de forma imediata para todos os usuários. A maioria já deve ter os recursos ativados, apenas precisando atualizar o aplicativo para sua última versão. No entanto, é esperado que até o final da semana todos os usuários já tenham acesso aos recursos.

Confira cinco aparelhos de IA lançados após o sucesso do ChatGPT, da OpenAI

Desde o lançamento em novembro de 2022 do ChatGPT pela OpenAI, mais e mais empresas de tecnologia vem tentando capitalizar no interesse público pela tecnologia de inteligência artificial, desde a Google até a Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp), a Microsoft, a Apple, entre outros.

São inovações que vão de modelos de linguagem a novos dispositivos com a IA já integrada, em um boom que caracteriza um grande dinamismo no mercado de tecnologia e informação, trazendo produtos muito diversificados, todos apostando em suas próprias aplicações do machine learning. Trata-se de algo que Jony Ives, analista de tecnologia e designer do iPhone, chamou de “a galinha dos ovos de ouro” para as gigantes de tecnologia da próxima década.

Entre os vários investimentos, algumas das inovações mais faladas além das ferramentas online são os produtos já disponibilizados para compra do público geral, com a IA já integrada. São alguns deles, os cinco a seguir:

1. Óculos Ray-Ban Smart, da Meta – US$ 299,99 (R$ 1481,46)


Ray-Ban Meta Smart Glasses (Foto: reprodução: David Paul Morris/Bloomberg)

Lançado em setembro de 2023, o Ray-Ban da Meta funciona como os assistentes virtuais já existentes (Alexa, Siri) tendo suas funções acessíveis quando o usuário fala “Ei, Meta”. Podendo ser encomendados com ou sem lentes, o assistente de IA responde perguntas, realiza ligações e envia mensagens, acompanhando as outras funcionalidades de smart glasses, como a possibilidade de tirar fotos.

2. Pin AI, da Humane – US$ 699,99 (R$ 3463,34)


O Pin AI em uso (Foto: reprodução/Humane/Globo)

Desenvolvido por ex-funcionários da Apple, e utilizando a tecnologia do modelo de linguagem GPT-4, o Pin AI exige uma assinatura de US$ 24 mensais (R$ 120) para se vincular com um número de celular. Sem tela, a ferramenta opera com comandos de voz para tirar fotos, tocar música e oferecer informações sobre objetos escaneados.

3. Samsung Galaxy S24 – US$ 799,99 (R$ 3963,71)


O Samsung Galaxy S24 (Foto: reprodução/Samsung)

O atual carro-chefe da Samsung, lançado em janeiro de 2023, foi naturalmente anunciado como o celular com mais inteligência artificial integrada de toda a linha. Entre as funções principais, o S24 utiliza a IA, como todos os novos smartphones, na edição de fotos, podendo arrastar objetos e alterar o plano de fundo, mas se destaca com a função de “Círculo para Pesquisar”, que facilita o usuário procurar saber mais sobre algo que se encontra na tela, e de modo que é dito mais prático do que a operação do Google Lens, de função similar.

4. Apple Vision Pro – US$ $ 3.499,99 (R$ 12.499,99)


Apple Vision Pro em uso (Foto: reprodução/Apple/CNET)

Com o preço mais alto da lista, o Apple Vision Pro se caracteriza pela inovação de risco, combinando um sistema operacional similar ao de um iPhone com a imersão de um headset de realidade virtual. Entre as funcionalidades únicas do aparelho, há a possibilidade de criar “personas“, avatares que são gerados em 3D por uma tecnologia de inteligência artificial após o aparelho escanear seu rosto.

5. R1, da Rabbit – US$ 199,99 (R$ 985,99)


R1, da Rabbit Inc. (Foto: reprodução/Globo)

Por fim, o dispositivo de bolso R1 é uma opção muito mais econômica de assistente virtual, ainda com reconhecimento de comandos de voz que pode ser utilizado para acessar aplicativos como o Uber, procurar transporte, e até reservar voos. Entre uma de suas funcionalidades anunciadas, o dispositivo deve ter a capacidade de aprender novos comandos de seu usuário, e executá-los com consistência.

Nova atualização no sistema do iPhone traz concorrentes da AppStore e Safari

Com a nova versão do iOS, a empresa permitirá a existência de lojas de aplicativos concorrentes dentro de seu celular. Após regras recentes da Lei dos Mercados Digitais na União Europeia, será possível ver marketplaces alternativos, diferentes da AppStore. Além disso, será viável alterar o navegador da web padrão, o Safari. Entretanto, a Big Tech alerta que esses elementos “intrusos” podem ser menos seguros, mesmo com inovadoras “ferramentas antimalware, feitas para consumidores e desenvolvedores” e com os processos de aprovação que os analisarão.

Proteção de dispositivo roubado

Em relação à proteção “anti-ladrão”, lançada em janeiro de 2023, inéditos programas chegarão. Os usuários poderão ativar o atraso de segurança quando as configurações desse aspecto forem mudadas. Antes, essa opção podia ser ativada só quando o telefone estivesse longe de “áreas protegidas”.

Emojis, podcasts e Siri

Na era da fluidez das interações, a informalidade se mostra cada vez mais presente nas conversas. E nesse campo, a Apple também está inovando. Serão disponibilizados 118 ícones singulares para textos e postagens em redes sociais. Os emojis incluem um rosto balançando a cabeça de cima para baixo e de um lado para o outro, além de uma fênix, um limão e outros com identificações familiares.

Outra novidade está no Apple Podcasts. Espera-se que a empresa permita o acesso a transcrições dos episódios radiofônicos. Dessa forma, daria para pular o áudio para determinada parte, baseado no texto mostrado. A Siri, assistente virtual do iPhone, também sofrerá alterações com o iOS 17.4: o bot de inteligência artificial poderá ler mensagens em outros idiomas. Antes, ela era capaz apenas de decifrar aquele definido como padrão. 


iPhone 15 foi o último smartphone lançado pela Apple, com 4 versões diferentes (Foto: reprodução/ Apple)

Segundo a companhia, todas essas mudanças estão na esteira da decisão de apoiar os desenvolvedores, com novas escolhas na distribuição dos aplicativos e no processamento de pagamentos. Mark Gurman, da Bloomberg, acredita se tratar de uma revolução total e global da empresa, mesmo com exigências vindas diretamente da UE.

Google pretende excluir contas inativas em 2024

Algumas mudanças vêm por aí para quem utiliza o Gmail. A partir de janeiro de 2024, o Google colocou contas sem utilização há poucos meses em fila de exclusão. A medida já havia sido anunciada em 2023, mas entrou em vigor neste ano para assegurar a segurança dos usuários. 

Além de restringir o acesso dessas contas, determinados conteúdos em mensagens encaminhadas por e-mail também serão banidas.

E-mails recebidos podem ser afetados caso não façam parte do parâmetro da empresa

Google afirmou que uma nova medida entrará em vigor até junho de 2024, profissionais que enviam e-mail marketing devem tomar cuidado. A ação em questão será a devida autenticação dos remetentes das mensagens.

Neil Kumaran, gerente de produto e encarregado pela parte de segurança e confiança da big tech, defende que esta precaução pretende evitar que e-mails marketings e malware cheguem na caixa de mensagens dos usuários. “Vimos o número de mensagens não autenticadas diminuir em 75%”, cita. “Isso, por sua vez, levou ao bloqueio de bilhões de mensagens com intenções maliciosas antes que pudessem ser entregues”, complementou.

Profissionais de e-mail marketing devem prestar atenção a partir de agora

Se a profissão exercida pelo usuário não envolva envio em massa de e-mail diariamente, basta administrar a conta sem mais preocupações. Agora, caso encaminhe newsletters ou trabalhe com e-mail marketing, algumas regras serão impostas em breve.


Newsletters e e-mails marketing podem ser afetados com nova imposição da Google (Reprodução/D3Damon/Getty Images)

Se não forem seguidos, pode sair caro para as empresas que têm seu ganha pão custeado, de certa forma, pela plataforma de e-mail Google. Para manter as contas intactas, sem intervenção nenhuma por parte da big tech, é recomendado fazer login e usá-la ocasionalmente. “Com novos limites rigorosos para a classificação de spam e requisitos de cancelamento de inscrição, muitas marcas que aderem às táticas tradicionais de e-mail enfrentarão interrupções na entrega, perda de receita e possíveis danos à reputação”, alerta Kate Nowrouzi, vice-presidente de entrega na Sinch, empresa do setor de comunicação.

As contas comerciais registradas no Gmail não serão afetadas.

Ações da DeNA disparam após anúncio de novo jogo mobile de Pokémon

A DeNA, empresa japonesa de jogos, viu suas ações subirem 24% durante as negociações de Tóquio na quarta-feira (28), após o anúncio de que lançará uma versão mobile do famoso jogo de cartas colecionáveis Pokémon. O jogo, intitulado “Pokémon Trading Card Game Pocket”, está programado para ser lançado ainda este ano para iOS e Android, permitindo aos jogadores colecionar, trocar cartas e participar de batalhas rápidas.

O retorno do clássico

O “Pokémon Trading Card Game Pocket” trará os designs clássicos e novos das famosas cartas colecionáveis, inspiradas no jogo da franquia de videogame Nintendo lançado em 1996 no Japão. Com mais de 50 bilhões de cartões impressos, o jogo de cartas Pokémon conquistou grande popularidade nos Estados Unidos ao longo dos anos, tornando-se um fenômeno global entre os fãs.

O modelo de negócios do Pokémon Trading Card Game, concebido pelo designer americano Richard Garfield na década de 1990, é baseado em batalhas entre jogadores utilizando baralhos de cartas de personagens. Os participantes adquirem pacotes lacrados de cartas com diferentes imagens e níveis de raridade, criando uma dinâmica empolgante de coleção e competição.

Tendência em ascensão

Nos últimos anos, os jogos de cartas colecionáveis digitais têm ganhado destaque, com títulos populares como “Magic”, “Yu-Gi-Oh!” e “Hearthstone”, este último baseado na franquia “Warcraft” e até a gigante dos games, Riot, tem seu próprio card game chamado “Legends of Runeterra”, com os personagens do League of Legends, seu jogo mais famoso. Esses jogos conquistaram uma base sólida de fãs, impulsionando a popularidade e o interesse por cartas colecionáveis tanto no mundo físico quanto digital.


Jogo Legends of Runeterra (reprodução/RIot Games )

A DeNA, conhecida por sua colaboração com a Nintendo em jogos móveis como “Mario Kart Tour”, busca se destacar em um mercado móvel altamente competitivo. Embora tenha enfrentado desafios recentes, com suas ações registrando uma queda de cerca de 40% desde o pico em maio passado, o anúncio do lançamento do “Pokémon Trading Card Game Pocket” sugere um potencial retorno à competitividade no mercado de jogos móveis.

Com o anúncio do lançamento do “Pokémon Trading Card Game Pocket”, a DeNA demonstra sua determinação em conquistar uma posição de destaque no mercado móvel de jogos. A combinação da popularidade duradoura da franquia Pokémon com a crescente tendência de jogos de cartas colecionáveis digitais pode impulsionar o sucesso do novo título e revitalizar o interesse dos investidores na empresa.

Investidores exigem que Disney apresente estratégia de inteligência artificial

Nesta segunda-feira (26), a Blackwells Capital afirmou que a Walt Disney deve apresentar uma estratégia para o uso de inteligência artificial, com base em análise que indica um possível aumento de até 129% nas ações da grande empresa de entretenimento caso a tecnologia seja implementada.

A Disney deve produzir uma estratégia de inteligência artificial e compartilhar elementos dessa estratégia com seus acionistas,” disse Blackwells, que é um dos principais acionistas da gigante norte-americana.

Em resposta, o porta-voz da Disney preferiu não responder com um comentário imediato, mas é esperado que a empresa tome uma decisão sobre a tecnologia brevemente, devido ao interesse global pela pauta, e a pressão dos investidores.


Bob Iger, o CEO atual da Disney (Foto: reprodução/NBC/IGN)

Inteligência Artificial

Desde o começo do ano passado até o momento, foram adicionados cerca de US$ 5,3 trilhões na valorização das maiores empresas de tecnologia e informação do mundo, um aumento em grande parte atribuído por analistas ao interesse crescente na tecnologia de inteligência artificial, que hoje atrai muitos investidores. Para os acionistas da Disney, entrar nesta onda é apenas uma questão de tempo.

O impacto da inteligência artificial na Disney é [de acordo com projeções], no mínimo, comparável ao impacto em grandes empresas de tecnologia,” afirmou a Blackwells Capital. “O potencial da Disney nos espaços de IA e computação espacial não pode ser subestimado.

Até o momento, a Disney tem adotado a tecnologia de forma comparativamente moderada para uma empresa de sua escala, deixando de empregar milhares de funcionários e contratando especialistas que trabalham com a IA, mas sempre com a fala do CEO Bob Iger dizendo que prefere não depender da tecnologia, e sim da criatividade de seus artistas. No entanto, com a pressão de Blackwells, um de seus maiores investidores, é possível que a empresa de entretenimento mude a sua opinião oficial no debate gerado pela ferramenta polêmica.

Sugestões

Blackwells Capital é liderada por Jason Aintabi, que deve buscar assentos na diretoria da Disney em uma votação do dia 3 de abril, em que os acionistas da empresa podem decidir o rumo futuro da empresa. Entre os argumentos dados, Blackwells afirmou que as ações da Disney podem subir de US$ 107,74 para US$ 246,96, apelando para o interesse principal dos acionistas.

Entre outros comunicados de Blackwells para Disney, também se encontram sugestões como a separação dos ativos de parques e hotéis para um fundo de investimento imobiliário, e a contratação de um diretor corporativo de tecnologia para ajudar na imaginada transformação da empresa.

Ainda não se sabe o intuito da implementação da IA na Disney, e em qual escala ela está sendo imaginada. Entre as várias possibilidades, é possível implementá-la somente para melhorar serviços existentes como o Disney+ e o agendamento de parques e hotéis, ou a implementação na própria produção de conteúdo, utilizando a ferramenta para redigir as narrativas de novos filmes e criar novos personagens.