Pesquisadores descobrem potencial mundo oceânico em Mimas, lua de Saturno

Em uma revelação emocionante para a comunidade científica, pesquisadores anunciaram hoje (7), a descoberta de um oceano subterrâneo em Mimas, uma lua de tamanho médio de Saturno. Esta descoberta posiciona Mimas entre outros corpos celestes que abrigam oceanos, aumentando as esperanças de encontrar vida extraterrestre em nosso próprio sistema solar.

Fonte de energia química

O oceano em Mimas está localizado de 20 a 30 quilômetros abaixo de sua superfície congelada, desencadeando especulações sobre a possibilidade de sustentar formas de vida. O astrônomo Valéry Lainey, do Observatório de Paris, enfatizou que esta descoberta amplia nossa compreensão sobre a prevalência de água líquida no universo, afirmando que “é possível ter água líquida em quase qualquer lugar”.


Mimas Lua de Saturno (Foto: reprodução/Correio Brasiliense)

A interação entre a água e o núcleo rochoso de Mimas é sugerida como a fonte de energia química necessária para a possível existência de organismos vivos. A idade estimada do oceano recém-descoberto é notavelmente jovem, com cerca de 25 milhões de anos, em comparação com os 4 bilhões de anos dos oceanos terrestres. Esse fenômeno oferece insights fascinantes sobre os processos geológicos e químicos que moldaram Mimas ao longo do tempo.

Diversidade de mundos potencialmente habitáveis

Além de Mimas, outros corpos celestes dentro e fora do nosso sistema solar apresentam evidências de água líquida, sugerindo uma diversidade surpreendente de mundos potencialmente habitáveis. De Marte, onde fluxos sazonais indicam a presença de água líquida em sua superfície, a luas de Júpiter, como Europa e Ganímedes, que abrigam oceanos sob suas crostas geladas, a descoberta em Mimas ressalta a natureza dinâmica e fascinante do universo que habitamos. Essas descobertas inspiram os cientistas a continuar explorando e buscando por sinais de vida além da Terra.

BlueSky, nova rede social, está disponivel para criação de contas, sem precisar de convite

Na última terça-feira, a tão aguardada rede social Bluesky, concebida por Jack Dorsey, o criador e ex-CEO do Twitter, abriu seu cadastro para o público em geral. Essa plataforma, lançada de forma mais abrangente que o Twitter, permite que os usuários compartilhem postagens de até 300 caracteres, incluindo fotos e vídeos.

Como criar uma conta

Uma das características marcantes da Bluesky é sua abordagem menos dependente de algoritmos em comparação com outras redes sociais, oferecendo uma dinâmica mais próxima do código aberto. Isso a diferencia significativamente de plataformas como a recente rede de Elon Musk.

Para criar uma conta na Bluesky, os interessados podem acessar diretamente o site da plataforma ou baixar o aplicativo disponível para Android e iOS. O processo de criação de perfil é simples: basta clicar em “create a new account” e preencher as informações necessárias, como data de nascimento, endereço de e-mail e senha. Além disso, é necessário fornecer um número de telefone para a validação do código de segurança.


BlueSky (Foto: reprodução/The Sydney Morning Herald)

A Bluesky promete ser uma alternativa atraente para aqueles que buscam uma experiência de rede social mais aberta e menos centralizada. Sua ênfase na liberdade de expressão e na transparência do algoritmo pode atrair usuários descontentes com as políticas de moderação e algoritmos das plataformas tradicionais.

Curiosidades sobre outras redes sociais semelhantes ao Twitter

Mastodon: Lançada em 2016, o Mastodon é uma rede social descentralizada, onde os usuários podem se conectar a diferentes “instancias” ao redor do mundo, cada uma com suas próprias regras e comunidades.

Gab: Conhecido por seu foco na liberdade de expressão, o Gab é uma rede social que se orgulha de não aplicar censura em conteúdos publicados por seus usuários, atraindo um público diversificado, incluindo aqueles que foram banidos de outras plataformas.

Parler: Lançado como uma alternativa conservadora ao Twitter, o Parler ganhou popularidade entre os apoiadores de Donald Trump e outros conservadores americanos. No entanto, enfrentou problemas de moderação e foi temporariamente retirado das lojas de aplicativos após o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em janeiro de 2021.

Essas plataformas, cada uma à sua maneira, destacam a diversidade de abordagens no espaço das redes sociais, oferecendo opções para diferentes públicos com diferentes necessidades e preferências.

Empresa Meta vai identificar imagens criadas por Inteligência artificial

A Meta, que vem inovando nos últimos meses, agora vem com mais uma novidade. Na última terça-feira (6), a empresa anunciou que nos próximos meses pretende identificar qualquer imagem criada por Inteligência Artificial (IA) e que apareça no Facebook, Instagram e a recém-criada Threads.

Vale lembrar que a meta já identifica imagens feitas por IA desde dezembro, quando houve o lançamento do Meta IA criada para essa finalidade no mesmo mês.

Meta fez um comunicado sobre o assunto

O homem responsável por cuidar de assuntos internacionais, Nick Clegg, fez uma postagem em um blog dizendo o seguinte:

“Nos próximos dias, iremos rotular imagens que os usuários publicarem no Facebook, Instagram e Threads sempre que pudermos detectar indicadores, conforme as normas da indústria, que revelem se são geradas por IA”

Nick Clegg

Clegg quis dizer que a partir de agora vão fazer o mesmo que outras empresas já utilizam tal ferramenta, como a Google, OpenAI, Microsoft, e adobe.


Logo da Meta e redes sociais (Foto: reprodução/site/Jdi)

Além disso, Clegg disse que a empresa está construindo essa ferramenta e que vão aplicar etiquetas em todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo.

O aumento da IA não é mais segredo e seu uso aumenta cada vez mais, e por consequência disso, fez crescer a preocupação de que as pessoas utilizam essas ferramentas para gerar caos político, especialmente por meio da desinformação. Quase metade da população mundial irá às urnas em 2024.

Crescimento da IA

Além do risco político, com o crescimento da IA pode acabar gerando um fluxo muito grande de fake news (noticias falsas). Como, por exemplo, um fato que vem acontecendo muito, são as deepfakes de mulheres famosas, ou até mesmo pessoas anônimas.

Até mesmo os dubladores estão com medo de perder seu trabalho, visto que agora a IA tem tomado parte do mercado e com suas ferramentas é possível a dublagem sem que seja necessário um dublador para sua realização.

Nick também disse o seguinte:

“Não é perfeito, não vai cobrir tudo, a tecnologia não está totalmente pronta. Mas, até agora, é a tentativa mais avançada a fornecer transparência significativa para todo mundo”, garantiu Clegg à AFP.

A meta não é a única empresa que busca essa segurança, a empresa OpenAI, criadora do ChatGPT, também anunciou o lançamento de ferramentas para combater a desinformação e reforçou seu desejo de não permitir o uso de suas tecnologias para fins políticos ou para criação de fake news.

Conheça quatro IAs que podem axilar o seu dia a dia

Em um mundo onde as Inteligências Artificiais estão se tornando cada vez mais presentes no dia a dia da população informatizada, essas plataformas têm auxiliado as pessoas de maneiras que até pouco tempo atrás não poderiam ser imaginadas, evoluindo para atender a um público cada vez mais amplo.

Abaixo, selecionamos algumas das plataformas de Inteligência Artificial que podem auxiliar na produtividade, abrangendo desde a criação de textos até a geração de imagens complexas, cada uma com suas peculiaridades e vantagens:

ChatGPT

Esta é a opção mais conhecida do mercado, reconhecida pela sua eficiência, e já ultrapassou a marca de um milhão de usuários ativos desde o seu lançamento. Mesmo oferecendo uma versão gratuita poderosa, a OpenAI lançou uma versão Pro do seu produto, atualmente alimentada pelo modelo de linguagem GPT-4.

Microsoft CoPilot

A Microsoft também entrou nesse segmento com sua própria plataforma de IA. Inicialmente, o CoPilot foi lançado como uma nova versão do seu mecanismo de busca. A abordagem da Microsoft é um pouco diferente, já que sua IA tenta passar a sensação de ser mais do que um chatbot, sendo uma ferramenta de produtividade integrada às suas plataformas, como o Windows e o Microsoft 365.


OpenAI e Microsoft tem parceria estratégica (Foto: reprodução/X/@OpenAI)

Google Bard

Inicialmente surpreendida pela chegada e rápida ascensão do ChatGPT, a gigante da tecnologia lançou o Bard, que inicialmente parecia uma imitação do ChatGPT. No entanto, isso mudou rapidamente com as constantes atualizações em seu sistema, principalmente após a introdução do Gemini Pro, que liberou ainda mais o potencial do sistema de IA da Google. Nos próximos meses, espera-se o lançamento do Gemini Ultra.

Llama2 (Meta)

A Meta também entrou na jogada com sua própria IA não muito tempo depois de suas principais rivais. A empresa segue uma abordagem um pouco diferente, pois, em vez de ter uma plataforma própria, ela licencia códigos e dados de treinamento disponíveis, permitindo que qualquer pessoa crie seus próprios chatbots.

Mesmo com problemas, Foxconn vê 2024 com mais otimismo

A Foxconn, conhecida por ser a maior fabricante terceirizada de componentes eletrônicos do mundo, espera que, após um difícil 2023, seus negócios melhorem um pouco neste ano. No entanto, a empresa alega que ainda pode haver uma escassez de chips para servidores de inteligência artificial.

Liu Young-way, presidente da Foxconn, disse a repórteres durante uma festa anual dos funcionários da empresa realizada em Taipei que a empresa teve um desempenho satisfatório, apesar da baixa contábil no primeiro trimestre do ano passado. Durante o evento, ele também mencionou aos repórteres que as perspectivas para este ano podem ser um pouco melhores do que no ano passado.

Expectativas conservadoras

Para o atual ano, a empresa mantém suas expectativas de forma conservadora, especialmente devido às incertezas sobre a economia global, problemas geopolíticos e uma certa escassez de matéria-prima, que podem afetar os níveis de produção, afetando assim algumas das principais empresas do mundo.


Carros são um dos principais lugares onde chips da empresa são usados (reprodução/X/@HonHai_Foxconn)

A Apple, que tem a Foxconn como sua maior fornecedora de chips, também enfrenta uma queda nas expectativas de receita, à medida que sua participação de mercado na China diminui. O mercado local está se voltando cada vez mais para equipamentos dobráveis oferecidos pela Huawei, que ganha mais apelo dentro do mercado interno chinês, um dos maiores do mundo, que ainda vem em crescimento constante devido a uma população chinesa cada vez mais informatizada.

O presidente da Foxconn destacou que, apesar da forte demanda do mercado, a capacidade de produção ainda é limitada e que talvez seja necessário criar novas fábricas no futuro.

Queda nas ações

Quanto à empresa em si, ela enfrentou recentemente uma queda no valor de suas ações, que chegaram a cair cerca de 2,4% este ano. Isso pode estar diretamente relacionado à queda na produção. No entanto, são esperadas possíveis quedas no futuro, embora o cenário deva mudar com a estabilização nos níveis de produção.

Astronauta russo quebra recorde mundial: 878 dias no espaço

Neste domingo (4), o astronauta Oleg Kononenko quebrou um recorde mundial ao registrar mais de 878 dias e 12 horas em órbita, na Estação Espacial Internacional (ISS).

De acordo com a agência estatal russa Roscosmos, Kononenko quebrou o recorde aproximadamente às 5h30 (horário de Brasília). Contabilizando os dias, o total chega a cerca de dois anos e meio no espaço, um intervalo de tempo considerável para o homem de 59 anos.

O recorde mundial antes pertencia a Gennadi Padalka, outro astronauta russo, que atingiu o tempo em 2015, com dias acumulados no decorrer de cinco missões.

Oleg Kononenko


Kononenko durante spacewalk em 2018 (Foto: reprodução/NASA)


Eu voo para o espaço para fazer o que mais gosto, não para bater recordes,” disse Oleg à agência de notícias russa TASS. “Estou orgulhoso de todas as minhas conquistas, mas estou mais orgulhoso de que o recorde da duração total da permanência humana no espaço ainda seja detido por um astronauta russo.

Está projetado que antes de o astronauta retornar, Kononenko também deve ser o primeiro ser humano a passar 1.000 dias em órbita, um marco que deve ocorrer no dia 5 de junho. Conforme a missão divulgada, Oleg continuará na ISS, à 423 quilômetros da Terra, até o final de setembro, quando completa cerca de 1.110 dias.

O russo já sonhava em ser astronauta desde criança, e passou por um instituto de engenharia e treinamento adequado antes de realizar seu primeiro voo espacial em 2008. Agora, mais de quinze anos depois, ele cumpre pesquisas na ISS.

Relações internacionais

Entre os Estados Unidos e a Rússia, a iniciativa espacial na Estação Espacial Internacional é um dos únicos espaços onde ainda há contato e colaboração, após iniciada a invasão da Ucrânia no começo de 2022. Desde que o conflito iniciou, a relação entre os dois países se tornou muito mais tensa.

Enquanto Washington envia armas à Kiev, e Moscovo recebe sanções econômicas internacionais, a Roscomos afirmou que ainda tem um programa de voo com a Nasa para a ISS, e que em dezembro de 2023 tal chegou até a ser prorrogado para 2025.

CEO da Microsoft alerta para risco de “colapso da ordem mundial” após ataque cibernético russo

No início deste mês, a Microsoft foi alvo de um ataque cibernético perpetrado por hackers russos, resultando em uma violação nos sistemas da gigante de tecnologia. O CEO da Microsoft, Satya Nadella, expressou sérias preocupações durante uma entrevista à NBC News, alertando sobre o risco iminente de um “colapso da ordem mundial” se as nações não se unirem para estabelecer uma “Convenção de Genebra” cibernética.

Amplitude do ataque e ameaças à ordem Mundial

Nadella enfatizou que o ataque não foi apenas uma afronta à Microsoft, mas uma ameaça global, com Estados-nações visando uns aos outros e, alarmantemente, atingindo alvos civis. Durante o ataque de janeiro, hackers russos conseguiram acessar uma “porcentagem muito pequena” de contas de e-mail corporativas, incluindo as de membros da equipe de liderança, segurança cibernética e departamento jurídico.


Ataque cibernético (Foto: reprodução/Olhar Digital)

Apelo urgente à união das potências globais

“Estamos enfrentando uma ordem mundial muito nova. É uma quebra da ordem mundial que não vimos antes”, destacou Nadella durante a entrevista. Ele instou as três potências principais – Estados Unidos, Rússia e China – a se unirem urgentemente contra ataques cibernéticos e a estabelecerem uma Convenção de Genebra cibernética, análoga à convenção original de 1949 que delineia como civis e soldados devem ser tratados durante a guerra.

Chamado antigo por novas regras internacionai

A Microsoft tem defendido a necessidade de uma Convenção de Genebra “cibernética” há anos. Já em 2017, Nadella afirmava em um documento político que o mundo precisava de novas regras internacionais para proteger o público contra ameaças de Estado-nação no ciberespaço.

Desafios globais e a busca por soluções

A comunidade internacional agora enfrenta o desafio de desenvolver medidas concretas para fortalecer a segurança cibernética global e prevenir futuros ataques que possam ter ramificações devastadoras para a ordem mundial. O chamado de Nadella destaca a urgência de uma ação conjunta para proteger as instituições e os civis no cenário cada vez mais complexo do ciberespaço.

Mark Zuckerberg culpa Google e Apple por acesso de crianças a aplicativos inapropriados

Em uma audiência no Congresso americano, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, lançou críticas à Google e à Apple, atribuindo-lhes a responsabilidade pelo acesso de crianças a conteúdos inadequados na internet. Ele sugeriu que as lojas de aplicativos dessas empresas deveriam verificar a idade dos usuários, permitindo assim um controle mais efetivo por parte dos pais sobre os aplicativos que seus filhos baixam.

Controle parental e restrições de idade

Durante sua participação na audiência, Zuckerberg expressou sua visão de que deveria ser simples aprovar uma legislação que obrigue a Google e a Apple a requerer consentimento parental, garantindo assim que os pais tenham controle sobre os aplicativos acessados por seus filhos na internet. Esta proposta foi apresentada como uma medida essencial para proteger as crianças de conteúdos inadequados online, especialmente em meio a preocupações crescentes sobre a segurança digital dos menores.


Mark Zuckerberg em audiência ( Reprodução / Chip Somodevilla / Getty Images )

Saúde mental e proteção online

Além da discussão sobre exposição de crianças a conteúdos impróprios, a audiência também abordou questões relacionadas à saúde mental dos adolescentes. O debate sobre as medidas regulatórias necessárias para proteger as crianças online está em curso no Senado e na Câmara dos EUA, com propostas como a Lei de Segurança Online para Crianças sendo consideradas para garantir a segurança dos menores na internet.

No entanto, as empresas de tecnologia enfrentam desafios significativos nesse sentido. O X (antigo Twitter) e a Meta, que controla o Instagram, WhatsApp e Facebook, estão sob escrutínio público devido a preocupações com conteúdo inadequado em suas plataformas.

Recentemente, o X bloqueou buscas pelo nome da cantora Taylor Swift após a divulgação de imagens sexualmente explícitas criadas com inteligência artificial, enquanto a Meta enfrentou uma ação judicial por não remover adequadamente conteúdo de abuso sexual infantil e por falhas em seus algoritmos que facilitaram atividades ilegais envolvendo menores.

A audiência no Congresso americano destacou a urgência de regulamentações que protejam as crianças online, com Zuckerberg apontando as lojas de aplicativos da Google e da Apple como um ponto focal para implementação de controles parentais mais eficazes. Enquanto isso, as empresas de tecnologia enfrentam pressões para melhorar suas políticas e ferramentas de segurança, a fim de garantir um ambiente online mais seguro para os menores.

CEOs da principais redes sociais falam sobre segurança de menores em suas empresas

Cinco das principais empresas de mídia social estarão em Washington nesta quarta-feira (31) para testemunhar em uma audiência do Comitê Judiciário do Senado sobre segurança infantil. O grupo enfrentará os parlamentares para falar sobre seus esforços na proteção dos adolescentes que utilizam seus serviços.


Senado dos EUA vai debater sobre a segurança nas redes sociais
(foto: reprodução/Instagram/@ussenatephoto)

Grupo de peso

O grupo será composto por Mark Zuckerberg, CEO da Meta; Evan Spiegel, CEO da Snap; Shou Chew, CEO da TikTok; Jason Citron, CEO da Discord; e Linda Yaccarino, CEO do X (antigo Twitter). Eles irão enfrentar os legisladores e discutirão seu histórico de exploração infantil em suas plataformas. Isso ocorre num momento em que o Congresso dos Estados Unidos está cada vez mais atento às plataformas de mídia social.

A medida visa proteger os jovens e adolescentes, à medida que surgem cada vez mais evidências sobre como as redes sociais podem prejudicar a saúde mental dos jovens e disseminar conteúdos muitas vezes prejudiciais, com o cyberbullying sendo um dos temas a serem debatidos na audiência.

Embora no passado tenham ocorrido audiências com o mesmo propósito, estas não demonstraram resultados claros. Esta será a primeira vez em que Spiegel, Yaccarino e Citron serão ouvidos diretamente para abordarem a segurança de suas redes.

Chew já foi ouvido anteriormente em uma audiência que, na época, teve grande visibilidade midiática. Os legisladores questionaram sobre o histórico de segurança do TikTok e suas ligações com a China no passado, chegando até mesmo a ameaçar o banimento do aplicativo nos Estados Unidos, num momento de alta tensão entre os dois países.

CEO da Meta deve ser um dos mais pressionados

Zuckerberg, que já tem certa prática com esse tipo de audiência, deve ser o mais pressionado pelos legisladores. Documentos do processo alegaram que a Meta fez vista grossa para crianças menores de 13 anos que estavam utilizando seu serviço e que a empresa fez pouco para impedir que adultos assediassem sexualmente crianças e adolescentes no Facebook. Esta deve ser a acusação mais grave debatida na audiência.


Mark Zuckerberg CEO da Meta deve ser um dos mais pressionados
(foto: reprodução/Instagram/@zuck)

O caso continuará por um tempo, já que, mesmo após audiências anteriores, as redes nunca demonstraram claramente quais medidas foram tomadas para melhorar a proteção de menores de idade que usam seus produtos.

Microsoft pode ser a maior empresa do mundo em 2024 graças à inteligência artificial

Nesta última sexta-feira (26), a Microsoft passou a ser a empresa com maior valor de mercado no mundo inteiro, superando a Apple, que mantinha o título desde 2011.

As duas empresas, que são avaliadas cada em aproximadamente 3 trilhões de dólares, estão concorrendo pelo primeiro lugar em 2024, mas ao que especialistas indicam, a Microsoft deve superar a outra empresa com o uso da IA.


O investimento em inteligência artificial já ocorre na Microsoft há quase uma década (Foto: reprodução/Reuteres/Gonzalo Fuentes)


Trajetória da IA

Graças à adoção crescente e contínua de inteligência artificial integrada nos vários serviços oferecidos, a trajetória fica clara: a Microsoft deve registrar um aumento de quase 16% na sua receita do último trimestre, a maior taxa de crescimento presenciada pela empresa em dois anos.

Ao menos, este é o fator ao qual o rápido crescimento está atualmente sendo atribuído. E os investimentos planejados da empresa parecem confirmar essa hipótese: nesta próxima terça-feira (30), a Microsoft deve divulgar detalhes de um acordo que prevê o investimento de mais US$ 10 bilhões na OpenAI (criadora do ChatGPT), que deve definir como será o tom dos investimentos gerais de tecnologia durante esse ano.

Trata-se de algo em que Wall Street já está de olho, para verificar os retornos da iniciativa no longo-prazo. Por exemplo, embora publicamente a OpenAI não seja subordinada à Microsoft, a grande empresa tem sido sua maior investidora desde 2016, e logo é consideravelmente responsável pelo advento do ChatGPT.

OpenAI e Azure

A inteligência artificial generativa surgiu como a principal prioridade para diretores de informação e a Microsoft está excepcionalmente bem posicionada, com a maioria dos CIOs esperando usar um produto de IA da Microsoft nos próximos 12 meses,” afirmou Keith Weiss, analista de Morgan Stanley, no dia 11 de janeiro.

Um dos principais serviços que a Microsoft está desenvolvendo com o uso da IA trata do Azure, que é uma plataforma de comunicação em nuvem que concorre diretamente com o Google Cloud da Alphabet e o AWS da Amazon.

Esperamos que a contribuição da IA para o crescimento do Azure aumente, com nossas verificações apontando para uma forte demanda por serviços de IA,” adicionou o analista da Jefferies, Brent Thill, em nota de pesquisa.

Atualmente, a empresa está investindo bastante em mais infraestrutura de inteligência artificial para atender à uma demanda crescente. Mesmo com esses gastos, as ações da Microsoft cresceram em 57% durante 2023 – e neste ano, devem continuar nessa trajetória.