Maria Flor e Emanuel Aragão falam sobre crise no relacionamento e revelam dificuldades na união: ‘Se ouvir me parece mais difícil do que transar’
No programa Provoca (TV Cultura), o casal refletiu sobre relacionamento, a crise que enfrentaram e o livro de cartas que escreveram naquele período
Emanuel Aragão, 44, e Maria Flor, 42, revelaram durante participação no programa Provoca (TV Cultura) que não são oficialmente casados, apesar de estarem juntos há mais de dez anos. O casal mantém uma união estável e aproveitou a entrevista com Marcelo Tas para detalhar essa escolha, além de refletir sobre questões que marcam a vida a dois.
Ao explicar o status jurídico do relacionamento, Emanuel deixou claro a distinção entre casamento formal e união estável. Segundo ele, a situação do casal se encaixa numa condição provisória de continuidade, sem o vínculo matrimonial.
“A gente não é casado. A gente tem união estável. A gente está em uma condição provisória de continuidade. É isso que a gente pode dizer”, afirmou Emanuel Aragão no programa.
Maria Flor completou o esclarecimento ressaltando que a união estável carrega responsabilidades semelhantes às do casamento. Ela mencionou que a diferença está no papel que a pessoa ocupa em formulários oficiais, mesmo que legalmente a situação exija procedimento de divórcio em caso de ruptura.
O livro que emergiu da crise
Durante o período difícil que enfrentaram, o casal optou por transformar a vulnerabilidade em diálogo. As cartas trocadas entre Emanuel e Maria Flor naquela época deram origem ao livro O Amor Ainda É Possível?, que documenta reflexões elaboradas durante a escrita e marca um momento de inflexão na relação.
O processo de escrever e compartilhar essas cartas ajudou o casal a se fortalecer e a tomar decisões importantes para seguir adiante. A escolha de publicar esse material foi intencional: abrir a conversa com outras pessoas que enfrentam situações similares de crise no relacionamento.
Entrevista de Maria Flor e Emanuel Aragão para o programa Provoca (TV Cultura) (Vídeo: reprodução/YouTube/Provoca)
Crítica à instituição do casamento
Durante a conversa no Provoca, Maria Flor voltou a abordar sua perspectiva sobre a instituição do casamento. Para ela, o modelo tradicional está esgotado, principalmente devido à forma idealizada e irreal com que é propagado socialmente.
“Essa ideia de que o outro vai ser tudo para você, vai te preencher totalmente, eu acho que não existe”, declarou a atriz.
Maria Flor conecta essa crítica aos fundamentos históricos do casamento, lembrando que surgiu como um arranjo entre famílias visando privilégios. Segundo ela, as expectativas contemporâneas em torno do matrimônio reproduzem ideias antiquadas que prejudicam relacionamentos modernos.
No tocante à intimidade, Maria Flor apontou que a sexualidade desempenha papel central na recuperação da cumplicidade entre parceiros. Para ela, a atividade sexual funciona como catalisador que reaviva conexões enfraquecidas.
“Acho que o sexo é importante para que você tenha esse encontro de cumplicidade e acho que muitas vezes ele reaviva coisas que estavam meio esmorecidas”, disse.
Emanuel, porém, identificou outro aspecto como mais crítico. Na perspectiva do ator, a dificuldade em se ouvirem mutuamente foi o principal desafio enfrentado pelo casal durante a crise.
“Mas era uma dificuldade de conseguir se ouvir, que me parece mais difícil do que transar”, afirmou Emanuel no programa Provoca.
Maria Flor está em seu terceiro matrimônio, enquanto Emanuel em seu quarto. O casal tem um filho em comum, Vicente, com 4 anos. Emanuel também é pai de Martim, de um relacionamento anterior. Os dois compartilham reflexões sobre dinâmica amorosa no canal de YouTube Flor e Manu. Maria Flor afastou-se das novelas após Garota do Momento (2024).
