Bob Wolfenson relembra bastidores de ensaio histórico de Luma de Oliveira para a Playboy
Fotógrafo revelou como surgiu a ideia de uma das imagens mais marcantes da modelo e destacou a liberdade criativa que marcou a revista nos anos 2000
Uma das fotografias mais lembradas da trajetória de Luma de Oliveira voltou a ganhar destaque nesta quinta-feira (16). O fotógrafo Bob Wolfenson, de 72 anos, compartilhou nas redes sociais detalhes inéditos sobre a produção do ensaio realizado para a revista Playboy em 2005, revelando como nasceu a ideia de registrar a modelo sobre a tromba de uma escultura de elefante durante uma viagem à África do Sul.
Na publicação, Wolfenson abriu o álbum de memórias e descreveu o processo criativo por trás da imagem, considerada até hoje uma das mais emblemáticas da carreira de Luma. Além de recordar o improviso que deu origem ao clique, o fotógrafo aproveitou para destacar o espírito inovador da edição brasileira da revista, que, segundo ele, buscava transformar cada ensaio em uma narrativa visual única.
Ideia surgiu durante busca por locações
Segundo Bob Wolfenson, tudo aconteceu enquanto a equipe percorria diferentes cenários em busca do local ideal para as fotografias. Em determinado momento, o fotógrafo se deparou com uma grande escultura de elefante instalada na área externa de um hotel de luxo e imediatamente imaginou que aquele cenário renderia uma imagem memorável.
Em seu relato, ele contou que enxergou no monumento uma composição ousada e irreverente. A inspiração surgiu de forma espontânea, levando o profissional a sugerir que a produção fosse realizada ali mesmo, apesar da movimentação de pessoas ao redor.
De acordo com Wolfenson, a proposta foi recebida com naturalidade por Luma de Oliveira e pela equipe. A modelo aceitou o desafio sem hesitar, subiu na escultura com auxílio da produção e posou exatamente como o fotógrafo havia imaginado.
Ao recordar aquele momento, ele ressaltou a disposição da empresária para participar da ideia, destacando sua coragem diante de uma situação que poderia chamar a atenção dos hóspedes e funcionários do hotel. Mesmo em um espaço público, o ensaio transcorreu sem interrupções ou reclamações, permitindo que o registro fosse realizado conforme o planejado.
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Ensaio fotógrafico de Luma de Oliveira (Foto: reprodução/Instagram/@bobwolfenson)
Luma de Oliveira marcou uma geração
Durante os anos 2000, Luma de Oliveira consolidou sua imagem como um dos principais símbolos de beleza e sensualidade do país. Ao longo da carreira, estampou capas de revistas de grande circulação, participou de campanhas publicitárias e construiu uma forte presença na mídia brasileira.
Além do trabalho como modelo e empresária, ela também conquistou enorme popularidade durante o Carnaval carioca. Suas apresentações na Marquês de Sapucaí a transformaram em uma das personalidades mais lembradas da festa, especialmente pelas fantasias marcantes e pela presença constante à frente de escolas de samba.
O ensaio produzido na África do Sul tornou-se um dos trabalhos mais comentados de sua trajetória, justamente pela combinação entre paisagens exóticas, direção artística diferenciada e propostas visuais pouco convencionais para a época.
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Ex-modelo brasileira, Luma de Oliveitra (Foto: reprodução/Instagram/@lumadeoliveiraoficial)
Fotógrafo destaca liberdade criativa da Playboy brasileira
Na mesma publicação, Bob Wolfenson aproveitou para refletir sobre o período em que trabalhou para a Playboy. Segundo ele, as viagens internacionais faziam parte da estratégia editorial da revista e tinham funções que iam além da escolha de cenários diferenciados.
O fotógrafo explicou que os destinos no exterior integravam o pacote oferecido às celebridades participantes dos ensaios e, ao mesmo tempo, ajudavam a preservar o sigilo das produções, evitando que imagens fossem divulgadas antes do lançamento oficial.
Wolfenson também fez questão de destacar o caráter inovador da edição brasileira da publicação. Em sua avaliação, a revista possuía uma identidade própria, sem seguir fórmulas rígidas adotadas por outras versões internacionais.
Para ele, embora a nudez fosse um elemento presente em todas as edições, o diferencial estava na construção das histórias por meio das fotografias. Cada ensaio era pensado como uma sequência de imagens capazes de transmitir atmosfera, personalidade e narrativa, tornando cada edição distinta da anterior.
Ao relembrar aquele período, o fotógrafo afirmou que a Playboy brasileira ocupava um espaço importante na cultura nacional e despertava grande interesse do público. Segundo sua avaliação, cada nova edição era aguardada com expectativa e frequentemente gerava repercussão em diferentes segmentos da sociedade, consolidando a revista como uma referência editorial e visual durante aquela fase da imprensa brasileira.
