Brad Pitt descreve como abandonou maus hábitos e como mantém a forma aos 62 anos

Em podcast, ator relatou depressão e negligência à saúde, seguida de mudança radical ao integrar elenco de ‘Seven: os sete crimes capitais’

31 jul, 2026
Brad Pitt no "F1: O Filme" | Reprodução/Facebook/F1
Brad Pitt no "F1: O Filme" | Reprodução/Facebook/F1
Brad Pitt no "F1: O Filme"

Brad Pitt, aos 62 anos, abriu detalhes sobre seu passado turbulento durante conversa no podcast Armchair Expert com Dax Shepard. Na década de 1990, o ator enfrentava depressão severa, consumia maconha diariamente e negligenciava completamente a alimentação. Tudo mudou quando David Fincher o convidou para estrelar “Seven: os sete crimes capitais”.

Ao rememorar aquele período crítico, Pitt relembrou a situação doméstica inusitada que vivenciava: “Eu tive o verão mais estranho da minha vida. Eu tinha uma namorada obcecada por répteis. Compramos 40 camaleões e moramos no antigo apartamento de solteiro do Errol Flynn. O lugar inteiro era cheio de terrários. Nossa casa era como um terrário”.

Os anos 90 e o fundo do poço

Naquele contexto caótico, a rotina de Brad Pitt refletia seu estado emocional precário. “Foi a época mais doentia da minha vida. Eu precisava me desconectar. Acordava, fumava um cachimbo de maconha, tomava quatro Coca-Colas com gelo e não comia nada”, revelou em conversa com Shepard. Além dos hábitos prejudiciais à saúde, o ator questionava diariamente se a carreira artística era realmente seu caminho. A depressão o sufocava.

“Foi a época mais doentia da minha vida. Eu precisava me desconectar. Acordava, fumava um cachimbo de maconha, tomava quatro Coca-Colas com gelo e não comia nada”.


Brad Pitt nas gravações de “Seven: os sete crimes capitais” (Foto: reprodução/Hulton Archive/Getty Images Embed)


O encontro transformador com Fincher

O ponto de inflexão veio inesperado. Fincher o procurou para “Seven: os sete crimes capitais”, e aquele encontro ressignificou tudo. “Fui ver o Fincher, que falava sobre cinema como eu nunca tinha ouvido ninguém falar antes. A paixão voltou. Encontrá-lo me devolveu a vontade de continuar fazendo isso”, recordou Pitt. O entusiasmo do diretor funcionou como catalisador: a vontade de atuar reavivou.

“A paixão voltou. Encontrá-lo me devolveu a vontade de continuar fazendo isso”.

A preparação para Troia e a disciplina dos anos 2000

Após o sucesso de “Seven”, os papéis cresceram em importância e demanda. Em 2001, aos 40 anos, Pitt foi escalado como Aquiles em “Troia”. O papel exigia transformação corporal drástica. O preparador físico Duffy Gaver, que também trabalhou com Chris Hemsworth e Tom Holland, foi quem conduziu o processo.

A preparação física incluía treinos de esgrima e ginástica intensos. Durante os exercícios, Pitt começou a sentir falta de ar ao realizar movimentos. “Ele não conseguia dar mais do que alguns socos antes de ter que se apoiar em algo para recuperar o fôlego”, descreveu Gaver em entrevista à Men’s Health em 2021. A dificuldade respiratória o levou a largar os cigarros definitivamente.

Paralelamente, enfrentava o desafio do alcoolismo. Um amigo próximo o auxiliou a reduzir gradualmente o consumo de vinho. Em entrevista à GQ Style em maio de 2017, Pitt reconheceu a intensidade dessa luta: “Eu gosto muito, muito de vinho, mas levei isso ao extremo”. A saída foi substituir bebidas alcoólicas por suco de cranberry e água com gás.

A dieta era rigorosa: frango, brócolis e arroz integral. Hidratação apenas com água, sem flexibilizações. Os anos que se seguiram consolidaram esses hábitos, e duas décadas depois, aos 62 anos, Brad Pitt continua mantendo o resultado dessa transformação que começou no encontro com Fincher.

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