Aos 31 anos, Bruna Marquezine reflete sobre mudança na relação com a carreira
Em conversa no podcast “É Noia Minha?”, a atriz reflete sobre uma trajetória que começou aos 5 anos e como conseguiu, finalmente, desatar sua existência do sucesso profissional
Bruna Marquezine, aos 31 anos, abriu o coração em entrevista ao podcast “É Noia Minha?” sobre sua relação com o trabalho. A atriz revelou que, pela primeira vez na vida, conseguiu separar sua identidade pessoal da carreira artística, que começou aos 5 anos com comerciais e aos 7 com a novela “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos.
A carreira que começou na infância
Bruna iniciou sua trajetória profissional muito cedo. Aos cinco anos, começou fazendo comerciais. Aos sete, já integrava o elenco da novela “Mulheres Apaixonadas”, vivendo a pequena Salete. Desde então, a profissão moldou sua vida de forma absoluta.
Por anos, sua relação com o trabalho foi identitária. Ela mesma descreveu esse período em entrevista ao podcast: “Eu comecei a atuar com cinco anos, fazendo comerciais. Com sete, já estava fazendo uma novela [Mulheres Apaixonadas, na qual viveu a pequena Salete]. Não parei depois. Minha relação com meu trabalho é identitária. Se está tudo bem no meu trabalho, está tudo bem comigo. Se não estou trabalhando, não existo”.
Essa mentalidade a acompanhou por décadas. Quando não havia gravações, Bruna sentia que deixava de existir. Vivia com frustração constante de que nada era bom o suficiente profissionalmente.
Bruna Marquezine no podcast “É Nóia Minha?” (Vídeo: reprodução/YouTube/@ENoiaMinhaPodcast)
A mudança de perspectiva
Um ponto de virada marcou a vida da atriz. Bruna conseguiu, pela primeira vez, separar sua vida individual do ofício. A transformação foi significativa: “Pela primeira vez na vida, agora o trabalho ocupa só o lugar do trabalho. Minha vida e quem eu sou sem o trabalho me interessam tanto quanto”.
Essa mudança abriu espaço para que ela repensasse sua própria trajetória. “Nada do que fiz até hoje me representa de fato e a artista que quero ser. Acho que é uma das primeiras fases da minha vida em que o trabalho não é mais quem eu sou. Isso é muito legal”, disse Bruna.
A atriz reconheceu que não escolheu seu caminho no sentido tradicional. “Porque comecei muito cedo, eu não acho que escolhi meu trabalho. Meu trabalho quase que me escolheu. Com sete anos, você não entende um ofício. Com 18, foi quando comecei a entender como uma profissão, alguma coisa que eu poderia levar adiante de fato”.
Apesar dessa reflexão, Bruna fala de um lugar privilegiado. “Aos 31 anos, eu falo de um lugar de muita estabilidade profissionalmente. Com privilégios e segurança. E eu não sei se vejo como uma sorte. Acho que tem um lado muito positivo: sou completamente apaixonada pelo que faço. Isso é sorte. Eu ter começado e gostado”.
Ela também reconheceu que nem todos que começaram na mesma época tiveram o mesmo percurso: “Várias pessoas começaram na mesma época e no meio do caminho falaram: ‘Não era nada disso’. Às vezes se arrependem, porque se sentem expostas”.
O trabalho diário para manter esse equilíbrio segue sendo prioridade. Bruna enfrenta o desafio de se desconectar de cobranças e frustrações acumuladas durante anos, buscando manter a saúde mental e a relação saudável com a carreira que a definiu por tanto tempo, segundo informações da CARAS Brasil.
