Camila Mendes revela transtorno alimentar e ataques de pânico durante ‘Riverdale’
Atriz apontou perfeccionismo e pressão das gravações como base das dificuldades que enfrentou na série
Camila Mendes, de 32 anos, revelou que enfrentou um transtorno alimentar e ataques de pânico durante as gravações de “Riverdale”. A atriz, que interpretou Veronica Lodge durante as sete temporadas da produção, entre 2017 e 2023, contou que o perfeccionismo e a pressão da rotina de trabalho agravaram dificuldades que já existiam antes da série.
Em entrevista ao podcast “On Purpose with Jay Shetty”, repercutida pelo portal Quem, Camila explicou que os problemas relacionados à alimentação e à imagem corporal começaram ainda no Ensino Médio. Com o início das gravações, porém, a situação se intensificou, principalmente diante da necessidade de estar constantemente diante das câmeras e corresponder às expectativas relacionadas à aparência.
Perfeccionismo afetou relação com o próprio corpo
Camila apontou o perfeccionismo como um dos principais fatores por trás das dificuldades enfrentadas durante a produção. A atriz relatou que sentia a necessidade de estar sempre preparada, com a melhor aparência possível e completamente disponível para o trabalho.
“Meu perfeccionismo apareceu muito. Eu precisava estar sempre ligada, no meu melhor e com a melhor aparência. Foi aí que realmente comecei a encarar isso de frente.”
O figurino de Veronica Lodge também contribuiu para aumentar a insegurança corporal da atriz. A personagem utilizava frequentemente roupas justas e curtas, fazendo com que Camila precisasse lidar diariamente com aspectos de sua aparência que já provocavam desconforto.
“Se eu estava me sentindo inchada ou não estava bem comigo mesma naquele dia, eu tinha que usar algo que me fazia sentir pior e superinsegura. E esse padrão de perfeccionismo apareceu muito na minha relação com o meu corpo.”
Ao longo das sete temporadas, a pressão da rotina e a aceleração das gravações fizeram com que essas questões ganhassem ainda mais intensidade. A atriz passou a perceber de maneira mais clara o impacto que a cobrança tinha sobre sua relação com o corpo e com o próprio trabalho.
Estrela de ‘Riverdale’, Camila Mendes expõe transtorno alimentar e ataques de pânico em gravações pic.twitter.com/a6nVrbtefP
— Quem (@quem) July 27, 2026
Camila Mendes na Época de “Riverdale” (Foto: reprodução/X/@quem)
Ataques de pânico surgiram durante as gravações
Além das dificuldades relacionadas à alimentação e à imagem corporal, Camila contou que também enfrentou ataques de pânico. Segundo ela, as crises aconteciam quando sentia que não poderia expressar livremente as emoções que estava vivendo.
“Eu sou uma pessoa que não sente o ataque de pânico chegando. Só tenho o ataque quando, por algum motivo, sinto que não posso viver livremente a emoção que estou sentindo.”
A atriz explicou que algumas crises surgiam quando precisava entrar em cena mesmo se sentindo mal com a própria aparência ou quando precisava conter emoções, como a vontade de chorar.
“Às vezes eu tinha ataques por me sentir tão nojenta e precisar estar na frente da câmera e simplesmente não conseguir aceitar como eu estava me vendo.”
Para Camila, a falta de tempo para processar os sentimentos durante o expediente contribuiu para aumentar a pressão. Ela acredita que pausas poderiam ter ajudado a liberar a tensão acumulada e retornar ao trabalho com mais equilíbrio.
“Se me dissessem ‘você tem uma hora’, eu falaria: ‘ótimo, vou chorar um pouco, deixar sair, e em uma hora estarei pronta’. Mas você não tem isso. Às vezes é só isso. Você precisa liberar a energia.”
Apesar dos desafios, a atriz afirma guardar boas lembranças de “Riverdale” e demonstra carinho pela experiência profissional. Camila avalia que parte da dificuldade também estava relacionada ao fato de ser jovem na época e ainda não ter controle sobre a própria agenda e rotina.
Após sete anos de gravações, a atriz reconhece que aquele período foi difícil, mas também importante para sua trajetória. “Isso foi realmente difícil”, resumiu ao relembrar a fase em que conciliou a ascensão profissional com questões pessoais e emocionais.
