Cauã Reymond conta que buscava figura materna em namoradas mais velhas durante a juventude: ‘Procurava uma mãe’
Em entrevista ao POD_i, o ator revelou padrão de relacionamentos e como o trabalho terapêutico o ajudou a compreender essa dinâmica
Cauã Reymond, aos 46 anos, abriu o jogo sobre seus relacionamentos amorosos na juventude. Em entrevista ao POD_i, programa apresentado por Andréia Sadi da GloboNews, o ator revelou que namorava mulheres consideravelmente mais velhas e que, com o tempo e a ajuda de terapia, compreendeu que buscava uma figura materna nessas relações.
No início da conversa, Cauã relembrou o período em que ganhou fama como galã teen. “Eu deslumbrei mais no território das meninas mesmo. Eu virei um galãzinho teen, foi um território que eu achei muito divertido. Eu sempre fui namorador, mas não deslumbrava”, contou o ator sobre os primeiros tempos de carreira.
O padrão identificado em terapia
Quando questionado sobre seus relacionamentos com mulheres mais velhas, Cauã detalhou as idades envolvidas. “Eu tinha uma coisa, que eu namorava meninas mais velhas. Eu tinha 16, e tinha uma namorada de 20. Com 17, tive uma namorada de 24. Com 22, tinha uma namorada de 29. Acho que estava procurando uma mãe. Freud explica, né?”, declarou.
O ator reconheceu que esse comportamento vinha desde a infância. “Eu era muito sedutor quando era criança. Se eu visse uma mulher que queria ser mãe, eu ia chegando. Meu pai falava, eu ia encostando”, relatou, mencionando que o próprio pai observava essa tendência.
Sobre quando levou a questão para análise profissional, Cauã foi direto: “Essa parte, já. Há muitos anos”. A compreensão dessa dinâmica, segundo ele, é resultado de um trabalho terapêutico que se estendeu por período prolongado.
Cauã Reymond revela que se envolvia com mulheres mais velhas na juventude (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)
As cenas de Avenida Brasil e seus efeitos
O papel de Jorginho em Avenida Brasil (2012), ao lado de Adriana Esteves, marcou um ponto de inflexão emocional na vida do ator. Na trama, seu personagem era filho de Carminha, a vilã interpretada por Esteves, e as cenas entre eles carregavam intensidade que ressoava em questões pessoais profundas.
Cauã descreveu o impacto do trabalho naquela época. “E eu fiz análise durante muito tempo pra resolver a novela após a novela! O maior sucesso da minha carreira até então, e um dos maiores sucessos, mas a Adriana ia em lugares que eu falava, mano, dava até tremelique”, revelou.
A mãe do ator, Denise Marques, faleceu em 2019, aos 55 anos, vítima de câncer de ovário. Cauã descreveu a mãe como “um furacão” e reconheceu características dela no personagem da atriz. As cenas entre Jorginho e Carminha tocavam em feridas familiares que ele ainda processava durante as gravações.
Atualmente, Cauã vive em Portugal, mas retornou ao Brasil com os filhos mais novos. Ele nunca conversou diretamente com a mãe sobre a possível associação entre Carminha e suas vivências pessoais. A experiência em Avenida Brasil, combinada com o trabalho terapêutico posterior, permitiu que compreendesse melhor a dimensão que a figura materna exercia em suas escolhas afetivas.
