Dolly Parton teria planejado divisão da herança para evitar briga entre familiares, diz jornal

Cantora contratou advogado especializado anos antes de morrer aos 80 para garantir que o patrimônio não gerasse conflitos entre parentes

30 ago, 2026
Dolly Parton | Reprodução/Instagram/@dollyparton
Dolly Parton | Reprodução/Instagram/@dollyparton

Dolly Parton faleceu aos 80 anos com sua herança de mais de US$ 450 milhões (R$ 2,3 bilhões) completamente estruturada. A cantora country havia contratado um advogado especializado em planejamento sucessório para evitar que disputas familiares viessem a prejudicar seus parentes após sua morte, segundo revelou o jornal Daily Mail.

A lição de uma disputa familiar

A decisão de organizar tudo enquanto viva refletia a preocupação de Parton em manter a unidade entre os seus. Ao longo de sete décadas de carreira, ela construiu um império diversificado em múltiplas áreas. Nunca teve filhos com seu marido Carl Dean, falecido em 2025.

Segundo uma fonte anônima que trabalhou 40 anos ao lado da cantora, o processo ocorreu há alguns anos. A fonte relatou, conforme publicado pelo Daily Mail:

“Ela contratou um advogado figurão que atua tanto em LA, quanto em Nashville, para lidar com o planejamento do seu espólio alguns anos atrás”.

O profissional manteve perfil discreto. “Ele era alguém que muitos de nós nem conhecíamos”, acrescentou o insider. O planejamento foi conduzido com sigilo, e pessoas próximas desconheciam o estado de saúde de Dolly até o momento de seu falecimento.

A decisão de estruturar a herança em vida tinha origem em um episódio doloroso. Em novembro de 2000, Dolly enfrentou batalha judicial contra membros da própria família acerca do controle financeiro e pessoal dos pais. Seu pai faleceu pouco após o início do processo.

Dolly e oito de seus irmãos questionavam a capacidade de sua mãe, Avie Lee Parton, então com 77 anos, de administrar seus próprios assuntos. A mãe e dois filhos menores, os gêmeos Floyd e Freida, opuseram-se à ação. A disputa ultrapassava questões meramente financeiras, envolvendo também independência e autonomia pessoal.

Médicos determinaram que Avie Lee apresentava Alzheimer e não poderia mais gerir seu espólio. O processo transcorreu sob sigilo, mas deixou marcas profundas na cantora. Avie Lee faleceu em dezembro de 2003. Dolly jamais se esqueceu daquela experiência.


 

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Cantora Dolly Parton (Foto: reprodução/Instagram/@dollyparton)


Generosidade que evita conflitos

Ainda que sem filhos biológicos, Dolly foi generosa com sua família estendida durante sua vida. A fonte próxima a ela acredita que essa postura impedirá futuras desavenças entre irmãos, sobrinhos e sobrinhas.

“Ela cuidou de todos eles. Não vejo nenhuma briga acontecendo entre eles porque acho que eles todos foram tratados de forma justa”.

O grosso da fortuna, porém, foi direcionado à caridade. “O grosso da fortuna dela, acho, vai para a caridade. Ela era uma mulher muito inteligente, tão talentosa nos negócios quanto era na música. E ela aprendeu sozinha, nunca fez mais do que ensino médio. Ela não era boba”, explicou a fonte.

Dolly havia citado em conversas exemplos de celebridades cujos espólios geraram caos público. Aretha Franklin, morta em 2018, e Prince, falecido em 2016, deixaram legados que se tornaram alvo de disputas judiciais. A cantora country não desejava o mesmo destino para seu acervo.

O legado filantrópico que perdura

A Dollywood Foundation, criada em 1988, consolidou-se como um de seus principais projetos sociais. A instituição beneficia crianças do condado de Sevier, no Tennessee, terra natal de Dolly. Sua Imagination Library distribuiu milhões de livros gratuitos a crianças de baixa renda.

Dolly acompanhava pessoalmente o trabalho da fundação, contatando regularmente o diretor várias vezes por semana. O East Tennessee Children’s Hospital foi posteriormente renomeado para Dolly Parton Children’s Hospital, instituição que garante atendimento a qualquer criança que chegue sem capacidade de pagamento. A fundação também criou programas de bolsas de estudo e auxiliou comunidades em momentos de desastres naturais.

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