Duda Beat revela detalhes do apartamento em um dos prédios mais icônicos do Rio
Artista pernambucana abre as portas de seu refúgio de 291 m² onde compõe, acolhe amigos e encontra abrigo para suas transformações
A cantora e compositora Duda Beat, natural do Recife, dividiu os bastidores de seu apartamento de 291 m² situado em um edifício modernista dos anos 1950, projetado pelo escritório MMM Roberto, no Rio de Janeiro. O imóvel se tornou testemunha de ciclos profundos em sua trajetória: encerramento de um relacionamento duradouro, início de um novo romance, criação de músicas inéditas, trocas significativas com amigos e momentos de pausa na criatividade.
“Esta casa já me viu da maneira mais feliz e da maneira mais vulnerável possível.”
Para Duda, o espaço transcende a função convencional de moradia. Ela o percebe como um porto onde suas múltiplas versões encontram guarida, longe dos exigências do palco e da visibilidade contínua que acompanha sua carreira. O lar funciona como extensão de sua identidade, registrando cada momento vivido dentro de suas paredes.
O acolhimento como princípio
A transformação do apartamento refletiu uma necessidade fundamental: ter um espaço que oferecesse enraizamento. O arquiteto Roy Costa, que já havia colaborado com a família em outros projetos, assinou a reforma buscando equilibrar força visual e conforto emocional.
“Minha casa já me viu chorar, já me viu sorrir. Nos momentos difíceis, ela segura minha onda.”
A reformulação do imóvel traduziu uma fase de amadurecimento para a artista. A combinação de concreto exposto com madeira, plantações e produções de artistas nacionais criou uma linguagem visual que suaviza a rigidez estrutural do modernismo. Cada elemento foi pensado para favorecer a permanência confortável.
“Eu queria ter meu lar, meu aconchego. Sou uma pessoa que precisa de uma base.”
Fragmentos de memória
Na visão de Duda, os interiores jamais estarão acabados. Ela os constrói do mesmo modo que molda suas recordações: aos poucos, incorporando itens quando adquirem relevância. Vasos trazidos de viagens, guardanapos de turnês, peças escultóricas ocupam o ambiente carregando histórias pessoais.
“Quero objetos que contem histórias, e a minha também.”
Essa abordagem com os objetos ecoa na forma como Duda compõe. Não são apenas presenças decorativas, mas disparadores para criação musical. O estúdio montado no apartamento é onde suas melodias ganham corpo gradualmente, em circulação constante entre a varanda, o estar e o espaço técnico.
“Às vezes, olho para um objeto, para uma planta ou para a vista da janela e aquilo desperta uma imagem. Dessa imagem nasce uma música.”
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Duda Beat mostra detalhes do apartamento (Vídeo: reprodução/Instagram/@dudabeat/@casavoguebrasil)
Vida compartilhada
O apartamento alterna entre refúgio solitário e espaço de encontros. Duda acolhe músicos, familiares e amigos, alimentando a criatividade através da troca. Boldo, seu cachorro, e as gatas Miu Miu e Chanel circulam naturalmente pelos ambientes, marcando o compasso das tardes de composição e das noites em casa.
O lar permaneceu constante enquanto tudo ao redor se transformava. Não elimininou incertezas nem curou feridas, mas se manteve como base segura onde a artista sempre pode regressar e se sentir íntegra.
