Caso Epstein: Novos documentos revelam que bilionário tem CPF registrado no Brasil
Arquivos do caso sugerem indícios de vínculo de Jeffrey Epstein com o Brasil e revelam informações inesperadas vindas do bilionário
No final de janeiro de 2026, mais de 3 milhões de páginas de arquivos sobre crimes cometidos por Jeffrey Epstein foram divulgados ao público. Em fevereiro, uma nova leva desses arquivos foi publicada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que incluía informações ligadas ao CPF do bilionário e discussões sobre o Brasil. Nessa nova fase foi descoberto que Epstein teve seu CPF registrado dia 23 de abril de 2003 e desde então consta como regular no sistema, mesmo após sua morte em 2019.
Conexão com o Brasil
Além do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), nos registros que incluíam e-mails, imagens dos crimes e extratos bancários, uma possibilidade de registrar também a cidadania brasileira estava sendo discutida em uma das milhares trocas de e-mails do bilionário.
Nos documentos publicados, Epstein e sua equipe teriam tentando aproximação com empresários brasileiros como Eike Batista, Armínio Fraga e outros. Porém, não há registros oficiais de que esses encontros tenham ocorrido, sendo apenas baseados nas conversas encontradas nos arquivos.
Segundo Band, existe a possibilidade de que Epstein possa ter visitado o país no início dos anos 2000 (mesma época da emissão de seu CPF), a fim de manter relações profissionais e próximas com pessoas influentes.
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Luciana Gimenez se pronuncia sobre envolvimento no caso (Vídeo: reprodução/Instagram/@lucianagimenez)
O nome da apresentadora Luciana Gimenez apareceu nos documentos divulgados que incluem registros financeiros e extratos bancários. Luciana negou a aproximação com Jeffrey Epstein em comunicados oficiais nas redes sociais.
O que se sabe sobre o Caso Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista bilionário não-americano, com conexões influentes como políticos, empresários e celebridades. Ao mesmo tempo que construía uma imagem sólida durante décadas, ele mantinha uma rede de exploração sexual de menores e crimes em sua ilha particular.
A ilha privada localizada no Caribe era intitulada de ‘’Little Saint James’’ das Ilhas Virgens Americanas, onde aconteciam crimes de abuso sexual infantil e que levou Epstein e sua mulher à prisão. Ghislaine Maxwell foi uma ex-socialite cujo propósito era convocar menores de idade a visitar a ilha do financista. Ela enfrentou alegações de tráfico sexual e foi condenada em 2021 por 20 anos de prisão.
Os diversos crimes que aconteceram na ilha foram documentados e as imagens, juntamente aos e-mails e conversas foram divulgadas nos arquivos do caso a público. As fotos chocaram internautas que continuam compartilhando-as e as informações dos relatórios, incapazes de ler as milhares de folhas.
Mesmo após a morte do financista, em 2019, o caso voltou ao centro das atenções. Nas redes sociais, usuários seguem compartilhando teorias, enquanto as novas revelações reacendem debates sobre a gravidade dos crimes.
