Fernanda Rodrigues abre o jogo sobre casamento discreto de 20 anos
Atriz, de 47 anos, conversa com a Marie Claire sobre intimidade familiar, desafios da maternidade com filhos em fases diferentes e a importância de reconhecer os próprios limites
Fernanda Rodrigues, 47, abriu o jogo com a revista Marie Claire para falar sobre uma decisão que marca sua presença pública: guardar para si os detalhes de seu casamento e vida familiar. Há quase 20 anos com o diretor Raoni Carneiro, os dois se casaram em 2022 e escolheram manter distância de exposições nas redes sociais. A atriz deixou claro que essa postura não resulta de cálculo estratégico, mas de uma inclinação genuína sua.
Quem segue Fernanda percebe que seu conteúdo orbita principalmente o trabalho. A escolha de discrição, segundo ela, surgiu de forma orgânica. “É uma escolha, sim, mas acho que foi acontecendo de uma maneira muito natural. Eu nunca fui uma pessoa que sentiu necessidade de compartilhar absolutamente tudo”, afirmou à revista.
O cuidado com a intimidade
Em seu relacionamento, Fernanda compartilha apenas instantes que considera felizes e leves, protegendo para si mesma o espaço que, na sua visão, precisa existir longe do escrutínio constante. “Gosto de dividir momentos felizes, coisas engraçadas, situações do cotidiano, mas também gosto de ter uma vida que é só nossa. Acho que a intimidade precisa de um espaço para existir sem estar o tempo inteiro sendo observada. E, quando você tem filhos, essa responsabilidade fica ainda maior. Porque eu escolhi ser uma pessoa pública, mas eles não fizeram essa escolha. Então procuro respeitar muito a individualidade deles, principalmente agora que estão crescendo e construindo suas próprias identidades”, explicou.
Sobre o casamento com Raoni, Fernanda rechaçou qualquer interpretação que relacione a reserva a uma estratégia de mercado ou a um segredo.
“Com o Raoni também existe esse cuidado. Estamos juntos há muitos anos, temos uma história linda, mas isso não significa que precisamos dividir cada detalhe da nossa relação. Acho que existe uma diferença entre compartilhar e expor. E gosto de preservar esse lugar que pertence à nossa família. Não é mistério, não é uma estratégia. É só a maneira como eu me sinto confortável vivendo”.

A maternidade em transformação
A conversa tocou também em um tema que ocupa reflexões constantes: viver a maternidade em tempos distintos. Com filhos em fases tão afastadas, Luisa, 16 anos, e Bento, ainda na infância, Fernanda enfrentou mudanças profundas em sua visão sobre responsabilidade e seus próprios limites.
Houve um período em que tentava abraçar tudo sozinha, quando ambos demandavam presença total. Só depois entendeu que reconhecer os próprios limites não é fracasso, mas clareza. Pedir ajuda transformou sua relação com a tarefa de ser mãe. “Acho importante desmistificar essa ideia de uma maternidade perfeita. Pedir ajuda não diminui ninguém. Pelo contrário, é reconhecer os próprios limites. E agora estou vivendo uma outra fase, que também é muito desafiadora”, completou.
Agora, com adolescência e infância sob o mesmo teto, Fernanda enfrenta dilemas que não se repetem. Luisa constrói suas próprias convicções enquanto Bento ainda explora o mundo da infância. A atriz aprendeu que os filhos não são continuação dela mesma, mas indivíduos em formação que precisam de espaço para descobertas próprias.
“A maternidade me deixou menos rígida com algumas coisas, mais atenta a outras e, principalmente, mais consciente de que não existe mãe perfeita. Existe uma mãe que ama, que tenta acertar, que erra, que pede desculpas e que continua aprendendo”.
Essa compreensão exige escuta genuína, diálogos abertos e disposição para abrir mão de certezas. Aos 47 anos, diz-se menos rígida em alguns aspectos, porém mais atenta em outros.
