Giovanna Ewbank abre o jogo sobre necessidade de agradar os outros
Apresentadora lança podcast com convidadas como Grazi Massafera e Paolla Oliveira no YouTube enquanto retorna à atuação em série da Disney+ e discute independência financeira
Giovanna Ewbank completou 40 anos em setembro e, após intensas sessões de terapia, passou a questionar aspectos centrais de sua vida. A apresentadora discutiu com o “O Globo” temas como feminismo, sobrecarga mental e física, e sua relação com o dinheiro.
Entre as principais reflexões está uma mudança de postura perante a própria existência. Giovanna reconhece que durante anos se pautou pela aprovação de terceiros, algo que agora busca transformar.
“Sempre me preocupei com o olhar do outro, em ser uma pessoa agradável. Agora, quero ser mais rebelde”, afirmou Giovanna Ewbank.
Carreira reinventada
A trajetória profissional de Giovanna começou aos 15 anos como modelo. Com o tempo, porém, ela admite ter construído um percurso distinto do que originalmente desejava, permanecendo afastada da atuação por longos períodos.
“Inventei minha carreira porque não tive espaço como atriz. Mas tentei muito. Demorei a admitir a vontade de atuar novamente. Mas fui atrás e estou de volta”, disse Giovanna Ewbank.
Atualmente, ela integra o elenco de “Delegacia de Homicídios”, série da Disney+, em um papel que representa uma mudança em relação a seus trabalhos anteriores.
“Interpreto uma delegada da inteligência, é diferente de tudo que já fiz”, disse Giovanna Ewbank.
Novo projeto no YouTube
Todas essas reflexões convergiram para a criação do podcast “40 perguntas”, que estreia em seu canal no YouTube, Gioh. O programa conta com 12 episódios na primeira temporada e convida personalidades como Grazi Massafera, Paolla Oliveira e Fernanda Lima para conversas aprofundadas.
Giovanna enfatiza que o projeto vai além de um simples formato de perguntas e respostas. Ela buscou criar um espaço de troca genuína com seus convidados.
“Desde o começo, frisei que não seria um esquema de perguntas e respostas. Ao fazer o convite, falo que desejo uma troca”, disse Giovanna Ewbank.
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Giovanna Ewbank (Foto: reprodução/Instagram/@gioewbank)
Dinheiro e autonomia
A relação com ganho financeiro é tema central em suas reflexões atuais. Giovanna admite gostar de fazer dinheiro e enxerga nisto uma forma de conquistar liberdade pessoal, posicionamento que lhe rendeu críticas.
“Gosto de fazer dinheiro, que, para mim, significa liberdade”, afirmou Giovanna Ewbank.
Ela explica que esse posicionamento representa autonomia nas decisões sobre sua vida e carreira. Sentiu vergonha e síndrome de impostora ao abordar publicamente o tema, mas hoje celebra o que construiu.
“Sucesso é fazer o que acredito. Tenho orgulho do que construí até aqui, mas hoje sou outra pessoa”, afirmou Giovanna Ewbank.
Dinâmica familiar em transformação
Casada com Bruno Gagliasso há 16 anos, Giovanna sempre manteve independência financeira. Comentários sobre supostas ajudas do ator em sua carreira ou sustentação de seus projetos são negados pela apresentadora, que destaca suas realizações próprias.
Um dos pontos de transformação em sua relação refere-se à responsabilidade doméstica. Giovanna passou a questionar a dinâmica tradicional de gestão do lar e das crianças, responsabilidade que historicamente recai sobre as mulheres, e afirma estar conseguindo alterar essa estrutura na convivência com Bruno.
Com Títi, de 13 anos, Bless, de 11, e Zyan, de 6, ela é ativa em temas sensíveis. Sofreu assédio aos 12 anos de um vizinho sem compreender na época, contando à mãe apenas recentemente. Hoje, ela conversa com os filhos sobre assédio e incentiva que relatem qualquer situação desconfortável, algo que sua mãe não fez com ela na infância.
Giovanna e Bruno recebem acusações na internet sobre posicionamento que qualificam de “síndrome do branco salvador”. Ela nega categoricamente essa caracterização. Seus filhos conhecem todos os detalhes da história familiar e, diferentemente de antes, ela lida melhor com a pressão e os comentários.
