Glória Menezes ganhou fama com nome artístico escolhido a dedo; entenda a origem
Batizada Nilcedes Soares de Magalhães, ela revelou em entrevista a razão pela qual escolheu um nome mais direto e universal para a profissão
A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18) aos 91 anos em seu apartamento no Rio de Janeiro. Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde nasceu em 19 de outubro de 1934, ela carregava o nome de batismo Nilcedes Soares de Magalhães, combinação dos nomes de seus pais, José Nilo e Mercedes. Sua carreira na dramaturgia se estendeu por mais de seis décadas e marcou profundamente a televisão brasileira.
A transformação do nome no início da carreira
A decisão de abandonar Nilcedes aconteceu quando Glória iniciava sua trajetória profissional. Ao Extra em 2012, ela contou os motivos por trás da escolha:
“Eu me chamo Nilcedes, uma mistura dos nomes dos meus pais, José Nilo e Mercedes. Não dá para assinar assim, não é? Glória é Glória em qualquer língua”.
O sobrenome Menezes veio de suas origens portuguesas e possuía uma particularidade que agradava à atriz: a soma das letras chegava a 13, número que ela considerava auspicioso. A combinação final criou um nome capaz de ultrapassar barreiras linguísticas, exatamente o que ela desejava para sua afirmação no meio artístico.
Aos seis anos, Nilcedes mudou-se com a família para São Paulo. Lá, cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), formação que a prepararia para os passos iniciais na profissão.

Seis décadas na dramaturgia brasileira
No fim dos anos 1950, Glória começou a atuar em teleteatros da TV Tupi. Seu primeiro papel em novelas veio em 1959, em Um Lugar ao Sol. No ano seguinte, já com o nome artístico consolidado, estreou no teatro em As Feiticeiras de Salém, sob direção de Antunes Filho.
Ao longo de sua carreira, ela participou de mais de 40 novelas e seriados televisivos, tornando-se uma das principais figuras da dramaturgia nacional. Entre seus trabalhos marcantes estava 2-5499 Ocupado, onde dividiu cenas com Tarcísio Meira em diversos projetos. No cinema, atuou em O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte, filme que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e consolidou seu nome também na sétima arte.
