Irmã de Lua Blanco emociona ao recordar últimos momentos com a atriz de ‘Rebelde’: ‘Esperava um milagre’
Compositora registrou os momentos vividos ao lado da irmã e relembrou memórias da infância, além de pedir desculpas pelos conflitos passados
Ana Terra Blanco abriu seu diário para revelar como foram os últimos momentos ao lado de sua irmã Lua Blanco no hospital. Lua faleceu aos 39 anos vítima de um câncer no intestino detectado tardiamente, no domingo (18). Na quinta-feira (22), Ana compartilhou com seguidores passagens do seu diário acompanhadas de fotos ao lado de Lua durante a internação.
No dia 15 de outubro, Ana visitou o hospital onde Lua se encontrava. Os médicos informaram à família que Lua apresentava estado muito frágil e que poderiam permanecer no local durante todo o dia até as 18h. A compositora registrou o peso daquele momento em seu diário:
“15/10 Estou indo pro hospital ver a Lua, os médicos estão dizendo que ela tá muito fraca e que a família poderia visitar o dia todo até às 18h. Isso tem peso, gosto denso, veio da mamãe tentando não desabar. Eu não sei viver sem minha irmã”
Infância compartilhada
As duas filhas foram alfabetizadas primeiro em inglês e depois em português, razão pela qual Ana alterna os dois idiomas ao escrever. Nos registros do diário, ela evocou a presença constante de Lua em sua vida: “I’m so grateful for my sister (Eu sou tão grata pela minha irmã), ela sempre cuidou de mim, deu o que tinha pra me fazer feliz, minha guardiã, ninguém poderia implicar comigo ou me fazer mal, só ela”.
A memória mais cara ao coração de Ana são as manhãs da infância vividas com Lua. “A memória que guardo mais perto do coração são nossas manhãs quando éramos mais jovens, dividíamos o quarto, eu dormia na cama de puxar e você em cima de mim, me acordava fazendo ‘festinha’ (nome que inventei pra carinho com as unhas) e colocava play no som e ouvíamos Steven Curtis Chapman, começava o dia tão bem, com tanta esperança e alegria”, registrou no diário.

Irmã de Lua Blanco relembra despedida da atriz de ‘Rebelde’ (Foto: reprodução/Instagram/@anaterrablanco23)
Perdão e admiração
Ana Terra e Lua vivenciaram períodos turbulentos e chegaram a se distanciar em algum momento de suas vidas. Superando esses conflitos, a compositora se permitiu o perdão genuíno: “Minha gêmea loira, minha dupla, todas minhas memórias são com você. Desculpa por também manipular, desculpa por também lhe fazer mal. Eu te perdôo de coração por tudo. Você também estava tentando lidar com esse mundo confuso e esse universo complexo dentro de você. Te amo”.
Ana admirava profundamente a forma como Lua se comportava diante da vida. “O jeito que você se conduziu na sua vida é admirável, amiga leal, agregadora, sempre fez questão de juntar todos os amigos. Fez questão de continuar amiga dos ex e das sogras. Onde parava estava fazendo trança em alguém. Sua luz brilha e contagia. Você é tão você. Te amo minha irmã. Lua”, escreveu.
Herança espiritual
Antes da morte de Lua, Ana compartilhou com ela tudo o que havia registrado no diário, esperando ainda por um milagre. Após a passagem de sua irmã, a compositora mantém a crença de que Lua continuará sendo testemunha através de sua fé: “Depois de sua passagem pra outro plano, eu ainda acredito que você será testemunha. A sua fé. Sua paz. Seu amor por Jesus e o amor dele por você está sendo inspiração pra muita gente que precisa, inclusive pra mim. Estou em paz (mesmo em pedaços) porque você estava em paz. E agora nos braços do pai. Te amo pra sempre, irmã. E essa música que a gente ouvia e se emocionava juntas continua significando a mesma coisa. You are here [Você está aqui]. In me [Em mim]”.
