Justiça ordena internação de homem por perseguir Isis Valverde

Justiça do Rio ordena a internação de stalker da atriz em hospital psiquiátrico e nega pedido de transferência para o Rio Grande do Sul

12 fev, 2026
Isis Valverde | Reprodução/Instagram/@isisvalverde
Isis Valverde | Reprodução/Instagram/@isisvalverde

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta quarta-feira (11), o futuro de Cristiano Rodrigues Kellermann, o homem acusado de perseguir a atriz Isis Valverde por mais de duas décadas. A juíza Marcia Santos Capanema de Souza determinou a internação provisória do réu em um hospital de custódia para tratamento psiquiátrico.

A magistrada baseou a decisão nos sinais de periculosidade apresentados pelo acusado, o que impede que ele responda ao processo em liberdade. Além da internação, a Justiça negou o pedido da família para transferir Kellermann para o Rio Grande do Sul, seu estado de origem, mantendo o caso sob a jurisdição no Rio de Janeiro.

Prisão em dezembro

Cristiano foi preso em flagrante em dezembro do ano passado, após tentar invadir o condomínio onde Isis mora, no bairro do Joá, Zona Sul do Rio. Em depoimento, ele confessou que monitorava a rotina da atriz há mais de 20 anos e que chegou a contratar um detetive particular para obter dados sensíveis, como endereço e telefone.


 Isis Valverde (Foto: reprodução/Instagram/@isisvalverde)


O acusado detalhou, em depoimento, a dinâmica de perseguição. Sob a justificativa de uma suposta “paixão”, o homem admitiu ter monitorado a artista em diversas cidades e estados, chegando a invadir ambientes de trabalho de Isis Valverde.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito planejou viagem para o Rio de Janeiro com o intuito  de cercar a atriz. Ele estava hospedado em um hotel e usava carros de aplicativo para se seguir os passos da atriz, praticamente em tempo real, na esperança de conseguir maior aproximação de Isis.

O crime de Stalking

Entretanto, o caso de Isis não é único. O número de denúncias por stalking cresceram no Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre 2023 e 2024 as ocorrências saltarm de 11% para 18,2%.

Atualmente, o crime de perseguição (Art. 147-A do Código Penal) prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa. Especialistas alertam que a violência psicológica muitas vezes aparecem antes das agressões físicas e tentativas de feminicídio, tornando a intervenção da justiça fator fundamental para a segurança da vítima.

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