Ivete Sangalo relembra juventude e revela trabalho inusitado aos 17 anos: entregava 150 quentinhas de ônibus

Em entrevista ao Angélica ao Vivo (GNT), a cantora contou como começou a trabalhar após a família enfrentar uma crise financeira severa provocada por perdas familiares

30 set, 2026
Ivete Sangalo | Reprodução/Instagram/@ivetesangalo
Ivete Sangalo | Reprodução/Instagram/@ivetesangalo

Ivete Sangalo revelou em participação no Angélica ao Vivo (GNT) que aos 17 anos trabalhava entregando 150 quentinhas transportadas em isopor nas costas por um itinerário de ônibus. O trabalho surgiu após a família passar por uma crise financeira grave desencadeada por eventos trágicos vividos na infância da cantora.

Tudo começou com duas perdas que marcaram profundamente a trajetória de Ivete. “Meu pai morreu. Cinco meses depois, um irmão meu morreu atropelado. Então, se instaurou, assim, uma decadência emocional mesmo”, contou no programa. Após esses eventos, a situação da casa se deteriorou rapidamente. A mãe da cantora desenvolveu depressão, e as contas começaram a se acumular sem pagamento.

“Não pagava condomínio, não pagava luz, não tinha comida”, descreveu Ivete sobre aquele período. A dificuldade era tal que faltava até dinheiro para pegar ônibus. Diante dessa realidade, a mãe pediu aos filhos que penhorassem um anel de valor. Com o dinheiro arrecadado, a família fez compras e começou a preparar refeições usando embalagens que tinha em casa.

Do improviso à sustentação

Ivete rapidamente se tornou responsável pelas entregas. “Chegou um tempo que eu entregava, assim, 150 quentinhas, só que era de ônibus, no isopor, nas costas”, relatou. As marmitas eram embaladas com papelão entre elas e acondicionadas no isopor que a adolescente carregava pelas ruas. A rotina era organizada e exigia pontualidade: saía às 10h40 e percorria um trajeto fixo de ônibus, descendo nos pontos para fazer cada entrega até o meio-dia.


 

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Ivete Sangalo relembra rotina aos 17 anos (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalibahia)


Aprendizado além da necessidade

Embora gostasse de cantar naquela época, Ivete enxergava o trabalho muito além de uma obrigação de sobrevivência. “Eu sentia que aquilo ali era um aprendizado de construção da pessoa que eu queria ser. Aguerrida, olhando sempre à frente, percebendo sempre o lado bom das coisas”, refletiu sobre aquela experiência.

O negócio das quentinhas se tornou a base para colocar alimento na mesa diariamente. “Então, a quentinha já gerava o nosso almoço. E aí depois foi gerando a janta”, contou Ivete. Aquele período de dificuldade moldou sua formação e deixou marcas profundas em sua visão de mundo.

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