Samuel L. Jackson comenta racismo em jogos da Argentina na Copa do Mundo

Ator de 77 anos se manifesta nos stories do Instagram sobre histórico de racismo; reação de seguidores aponta contrastes com situação dos EUA

20 jul, 2026
Samuel L. Jackson | Reprodução/ Instagram/ @samuelljackson
Samuel L. Jackson | Reprodução/ Instagram/ @samuelljackson

O ator Samuel L. Jackson usou o Instagram no último domingo (19) para fazer um apelo direto a pessoas negras: não torcer pela Argentina na final da Copa do Mundo 2026. A justificativa apresentada foi a história de racismo do país. O post gerou polêmica imediata entre seus seguidores.

A mensagem foi divulgada nos stories de seu perfil, plataforma de conteúdo efêmero. Jackson acompanhou o pedido com uma imagem manipulada, na qual aparecia caracterizado como Stephen, personagem de “Django Livre” (2012), de Quentin Tarantino, usando a camisa da seleção argentina. No filme, o personagem é um homem escravizado que se sentia superior aos demais negros e buscava aprovação de brancos.

“Caras pessoas negras… Por favor não torçam para a Argentina ganhar a Copa do Mundo da Fifa. A Argentina foi e tem sido um dos mais racistas países do mundo, se não o maior deles.”


Samuel L. Jackson comenta racismo em jogos da Argentina na Copa do Mundo

Publicação de Samuel L. Jackson (Foto: reprodução/ Instagram/ @samuelljackson)


Os episódios que motivaram a declaração

Durante os jogos da Copa do Mundo 2026, a seleção argentina registrou vários momentos marcados por atos de racismo dentro dos estádios. O influenciador IShowSpeed foi alvo de hostilização e teve objetos arremessados contra ele por torcedores argentinos enquanto assistia aos jogos in loco.

O caso que gerou maior repercussão aconteceu durante o jogo Argentina x Egito. Um torcedor foi capturado pelas câmeras da transmissão da Fifa imitando um macaco na direção de IShowSpeed. O incidente levou a organização a abrir processo para investigar as condutas de racismo registradas na partida.

Críticas e contradições apontadas pelos seguidores

Os stories de Jackson desapareceram naturalmente conforme a funcionalidade da plataforma, mas seguidores aproveitaram para comentar sobre a mensagem no feed do ator. Muitos apontaram contradições na declaração.

Os críticos ressaltaram que Jackson, sendo cidadão americano, qualificava a Argentina como o país mais racista do mundo enquanto residia em uma nação com escravidão documentada, segregação legal que perdurou até a década de 1960 e problemas contínuos de racismo estrutural e crimes de ódio. Seguidores mencionaram também as dezenas de intervenções militares dos Estados Unidos em outros países ao longo da história, questão que apareceu em vários comentários.

Outros questionaram a generalização sobre 45 milhões de habitantes baseada nos atos de poucos torcedores. Conforme os comentários registrados, argumentaram que estender responsabilidade a uma nação inteira por comportamentos isolados carece de precisão.

 

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