Ex-funcionário pede valor milionário a Kanye West por demissão motivada pelo cabelo; cantor rebate
Ex-funcionário Benjamin Provo alega ter sido demitido em 2022 após recusar cortar dreads; rapper nega responsabilidade direta pela contratação
Benjamin Provo, ex-funcionário de Kanye West, busca indenização de até US$ 23 milhões (cerca de R$ 122 milhões) contra o rapper e a Donda Academy. Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ em 15 de setembro, Provo alega ter sofrido discriminação racial e sido demitido em 2022 após se recusar a cortar os dreads.
Provo, que é negro, afirma ter enfrentado tratamento discriminatório durante seu tempo de trabalho na Donda Academy. Nos documentos, ele argumenta que a questão envolvendo seu cabelo foi determinante para sua saída. O funcionário cita depoimento de Milo Yiannopoulos, ex-chefe de gabinete de Kanye, sobre o ambiente de trabalho da instituição.
Depoimentos
Segundo os registros judiciais, Yiannopoulos teria feito declarações sobre comentários considerados racialmente carregados dentro da empresa. Em depoimento, o ex-assessor afirmou:
“Se alguém for muito sensível a comentários com conotação racial, essa empresa realmente não é para essa pessoa”
Yiannopoulos também teria mencionado a necessidade de aceitar a maneira provocativa como Kanye se expressava sobre religião. Conforme os documentos:
“Se você trabalha na Yeezy entre 2023 e 2024, precisa aceitar a maneira provocativa como Ye [Kanye] falava sobre religião”
Kanye West (Foto: reprodução/Erika Goldring/Getty Images Embed)
A defesa de Kanye West apresenta versão distinta. O rapper argumenta que Provo não era seu funcionário direto. Segundo a documentação, Provo teria sido contratado por empresa terceirizada utilizada por Kanye para recrutar e empregar funcionários. A questão sobre responsabilidade formal pela admissão é um dos pontos a serem esclarecidos no processo.
O caso envolve a Donda Academy, instituição criada por Kanye West, e as alegações incluem um ambiente de trabalho marcado por comentários e comportamentos que Provo classifica como discriminatórios. O processo segue com argumentos de ambos os lados ainda em fase de documentação judicial, conforme divulgado pelo TMZ.
