Filha de Laís Caldas nasce com condição rara na orelha; entenda o que é
Malformação congênita rara que causa fenda no lóbulo da orelha afeta aproximadamente 1 em cada 15 mil nascidos vivos e é puramente estética
Alice, filha de Laís Caldas e Gustavo Marsengo, nasceu com lóbulo bífido, uma malformação congênita rara que provoca uma divisão ou fenda no lóbulo da orelha. A condição impede o uso de brincos na região afetada, mas não interfere na audição nem compromete a saúde geral da criança.
O caso chamou atenção após a família revelar a alteração, mas especialistas explicam que o problema é considerado uma característica anatômica e estética. A correção pode ser feita por meio de cirurgia plástica, porém somente quando houver indicação e se representar algum incômodo para a pessoa.
Entenda o que é o lóbulo bífido
O lóbulo bífido é uma alteração que acontece ainda durante a gestação, geralmente entre a quinta e a nona semana de gravidez, período em que ocorre a formação das estruturas da orelha. A condição provoca uma divisão no tecido do lóbulo, modificando seu formato natural.
Segundo Marcelo Rudy, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS), a origem exata da alteração ainda não é totalmente conhecida e, na maioria dos casos, ocorre de forma espontânea.
A condição é considerada rara. Estudos citados pelo especialista apontam que aproximadamente um caso de malformação congênita do lóbulo acontece a cada 15 mil nascidos vivos. Além disso, não é considerada uma característica genética, ou seja, não costuma ser herdada dos pais nem apresenta maior incidência dentro de uma mesma família.
“Sobretudo é uma questão anatômica e estética e não compromete a audição”, afirmou Marcelo Rudy.
A explicação tranquiliza os pais, já que o lóbulo bífido não interfere no desenvolvimento auditivo da criança nem está relacionado a outros problemas de saúde. A principal consequência está ligada apenas à aparência da orelha.
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Laís Caldas explica a condição da filha (Vídeo: reprodução/Instagram/@dra.laiscaldass)
Cirurgia depende de avaliação individual
A correção do lóbulo bífido não é obrigatória. A decisão de realizar o procedimento depende do impacto que a alteração causa na vida da pessoa, seja por questões estéticas, emocionais ou pela vontade de utilizar brincos.
Quando indicada, a cirurgia é considerada de pequeno porte e consiste na reconstrução da região dividida. O procedimento utiliza os próprios tecidos do lóbulo para remodelar a área e recuperar um formato mais próximo do natural.
O momento ideal para realizar a intervenção varia de acordo com cada caso. Segundo Marcelo Rudy, a cirurgia pode ser feita a partir dos cinco anos de idade, quando a criança costuma compreender melhor os cuidados necessários durante a recuperação.
“É perfeitamente possível aguardar a adolescência ou vida adulta”, explicou o especialista.
Caso a alteração não cause nenhum desconforto, a família pode optar por esperar ou até mesmo não realizar a cirurgia. A decisão deve considerar o desenvolvimento da criança e sua própria percepção sobre o assunto.

Alice, filha de Laís Caldas com Gustavo Marsengo (Foto: Reprodução/Instagram/@dra.laiscaldass)
Família de Alice decidiu esperar o momento certo
No caso de Alice, filha de Laís Caldas e Gustavo Marsengo, os pais escolheram aguardar o crescimento da menina antes de decidir sobre uma possível cirurgia. A escolha permite que a criança participe da decisão no futuro, respeitando seu tempo e suas vontades.
A indicação de qualquer procedimento deve ser analisada individualmente por um profissional especializado, levando em conta as características do lóbulo, a idade da criança e o impacto emocional causado pela alteração.
Com acompanhamento médico adequado, pessoas com lóbulo bífido podem ter uma vida completamente normal, sem limitações relacionadas à saúde ou à audição.
