Luana Marquezine: quem é a irmã de Bruna que segue carreira nas artes

Com 21 anos, a artista se dedica simultaneamente a dança, teatro e artes visuais, rejeitando a especialização em apenas um campo

19 ago, 2026
Luana Marquezine | Reprodução/Instagram/@luana_rmaia
Luana Marquezine | Reprodução/Instagram/@luana_rmaia

A agência Coolab anunciou nesta quarta-feira a chegada de Luana Marquezine ao seu elenco de talentos. Aos 21 anos, a artista adotou o sobrenome Marquezine como nome de trabalho e segue a formação em Artes Visuais na Belas Artes em São Paulo, enquanto retomou as atividades no teatro. Recusa-se a limitar sua prática criativa a uma única linguagem.

Irmã mais nova de Bruna Marquezine, Luana carrega um sobrenome que a atriz homenageou à avó. A Coolab, mesma agência que representa Bruna e o ator João Guilherme, agora aposta na trajetória multidisciplinar da irmã. João Guilherme reforçou o anúncio nas redes sociais, demonstrando o clima de apoio familiar ao novo projeto de Luana.


 

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Luana Marquezine foi anunciada pela agência Coolab (Foto: reprodução/Instagram/@coolabdigital)


A formação artística desde a infância

A caminhada pelas artes começou ainda na primeira infância. Aos quatro anos, Luana iniciou na dança e rapidamente encontrou no palco uma sensação que marcaria décadas de sua vida. “Eu amava a sensação dos palcos. Achava que era um frio na barriga gostoso e você saía com uma sensação de gratidão”, revelou à revista Glamour. Aos 12 anos, ela começou a fazer aulas de teatro, frequentando-as durante aproximadamente três anos até interromper as atividades cênicas.

Crescer vendo Bruna na carreira influenciou Luana, que acompanhava a mãe nas gravações da irmã quando criança. Contudo, a artista faz questão de diferençar a influência familial da descoberta autêntica de sua própria vontade criativa. “Acho que veio muito dessa inspiração da minha irmã, de trazer a arte para dentro de casa e eu poder ter esse contato. Mas acho que a paixão mesmo veio das experiências próprias”, pontuou em conversa com a Glamour.

A dança ocupou aproximadamente duas décadas da vida de Luana até uma transição crucial. Quando se mudou para São Paulo visando cursar formalmente Artes Visuais na Belas Artes, necessitou pausar a prática. O término da graduação está previsto para o próximo ano, momento a partir do qual espera retomar o trabalho com movimentos corporais.


 

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Luana Marquezine, Irmã de Bruna Marquezine (FOto: reprodução/Instagram/@luana_rmaia)


Convergência entre as linguagens

O teatro reapareceu na rotina de Luana após anos de afastamento. Atualmente, ela busca estabelecer diálogos entre essas diferentes expressões artísticas, combinando elementos cênicos com dança, dança com pintura, pintura com movimento corporal. “Hoje, eu não consigo enxergar um lugar em que eu não converse essas áreas”, afirmou à Glamour. Para ela, a criação não comporta divisões estanques.

As artes visuais surgiram como descoberta durante a pandemia, quando pintar funcionou como refúgio durante o isolamento. Luana passou a produzir telas que mesclavam pintura com bordado, comercializando criações feitas sob encomenda. Bruna e a mãe começaram a incentivar essa exploração, levando Luana a decidir formalizar os estudos em artes visuais de modo estruturado.

Perspectiva e identidade artística

Para Luana, a arte funciona como ferramenta de cura. Serve como modo de proteção, preenchimento pessoal e também de alcançar outras pessoas através de suas criações. As linguagens visuais e cênicas oferecem o espaço onde cicatrização e conexão ocorrem simultaneamente. Suas referências revelam essa multiplicidade: cita Zendaya e Meryl Streep na atuação, Marina Abramović e o coletivo Guerrilla Girls nas artes visuais.

Essa recusa em se fixar a uma única linguagem define sua identidade em construção. O percurso futuro pode conduzi-la para o palco, para as telas, para instalações ou para a síntese de todas essas formas expressivas. Luana não consegue visualizar um mundo onde não experimente alguma faceta da criação artística.

Carregando o sobrenome Marquezine

Luana reconhece que iniciar uma carreira com o sobrenome traz comparações inevitáveis com Bruna, que começou ainda criança e construiu uma trajetória de mais de duas décadas, consolidando-se como um dos nomes brasileiros de maior projeção. A pressão existe, contudo Luana a confronta com clareza sobre seu próprio caminho.

“Assim como ela tem o reconhecimento que tem e que merece muito, eu vou ter o meu reconhecimento também. Isso não me preocupa, porque quero construir uma carreira diferente da dela, que é a minha própria carreira”, declarou à revista.

Seu posicionamento permanece firme quanto ao espaço individual que deseja ocupar. “Acho que a comparação é bem inevitável. Mas acredito que todo mundo tem o seu espaço no mundo artístico. Todo mundo produz, todo mundo tem uma entrega e vai ter uma recepção e o seu devido reconhecimento”, completou.

Neste momento, Luana se prepara para as oportunidades que surgirem. Sem anunciar projetos específicos nos próximos meses, afirma estar acumulando ferramentas para entregar algo consistente quando o momento apropriado chegar. Nas redes sociais, acumula 111 mil seguidores no perfil pessoal e 8 mil na conta dedicada ao trabalho artístico.

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