Mick Jagger desabafa sobre envelhecer: “Não há nada de bom em envelhecer”
Em entrevista ao New York Times, o vocalista dos Rolling Stones critica a idade e revela ritual para manter normalidade apesar da fama
Mick Jagger abriu o jogo sobre o envelhecimento em entrevista ao The Interview, do The New York Times. Aos 82 anos, o vocalista dos Rolling Stones afirmou que não vê aspectos positivos na passagem do tempo e rebateu a ideia de que a idade traz mais sabedoria.
Além de falar sobre as mudanças físicas provocadas pelo envelhecimento, o cantor também comentou como a fama influencia sua rotina e revelou detalhes da experiência da banda com inteligência artificial em um videoclipe recente.
Mick Jagger fala sobre limitações da idade e efeitos da fama
Durante a entrevista, Jagger foi categórico ao avaliar o envelhecimento. Para o músico, a experiência está longe de ser positiva e não representa, necessariamente, um acúmulo de conhecimento.
“Não há nada de bom nisso. Nada. Você não adquire sabedoria. Você esquece tudo. Esqueci toda a minha sabedoria.”
O artista explicou que o avanço da idade trouxe limitações físicas que impactam sua rotina e tornam algumas atividades mais difíceis do que no passado.
“Não é particularmente agradável e, claro, você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria, e fisicamente não consegue fazer coisas que gostaria de fazer.”
Apesar disso, o vocalista destacou que continua realizando muitas dessas atividades, embora com mais cautela e atenção aos próprios limites.
Jagger também comentou que a fama acumulada ao longo de décadas à frente dos Rolling Stones influencia sua forma de viver. Segundo ele, a notoriedade cria um certo distanciamento da vida comum, motivo pelo qual procura manter hábitos simples para preservar uma sensação de normalidade.
“Você sai e caminha pela rua sozinho e faz coisas normais.” Para o cantor, atitudes como essa ajudam a manter uma conexão com a realidade, mesmo sendo uma das maiores estrelas da história do rock.
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Vocalista Mick Jagger (Foto: reprodução/Instagram/@mickjagger)
Rolling Stones apostam em deepfake em novo videoclipe
Mesmo após mais de seis décadas de carreira, Mick Jagger e Keith Richards seguem explorando novas tecnologias. Em um videoclipe recente da música “In the Stars”, os integrantes dos Rolling Stones utilizaram inteligência artificial para recriar versões mais jovens de si mesmos.
Jagger afirmou que a experiência foi divertida e fez questão de explicar que apenas os rostos dos músicos receberam tratamento digital, enquanto toda a performance foi gravada de forma tradicional.
“Nos divertimos muito com isso. Só os rostos dos músicos são diferentes. Eles não são pessoas falsas em uma sala falsa; eles estão todos em uma sala, tocando juntos de verdade.”
Segundo o cantor, o uso da tecnologia não substituiu a atuação da banda, já que todos os músicos participaram presencialmente da gravação e executaram a música ao vivo durante as filmagens.
Keith Richards também comentou o projeto em entrevista à Rolling Stone Brasil. Em tom de brincadeira, o guitarrista disse que gostaria de ter atualmente a aparência exibida pelo deepfake no videoclipe. Ele classificou a iniciativa como um experimento interessante com inteligência artificial, mas ressaltou que esse tipo de recurso funciona melhor em produções audiovisuais, como videoclipes.
A entrevista evidencia um Mick Jagger disposto a refletir sobre os desafios da idade sem deixar de acompanhar as transformações tecnológicas da indústria musical, mantendo a disposição para inovar mesmo após décadas de carreira.
