Kate Middleton revela como livros de colorir ajudaram na névoa mental causada pela quimioterapia
Em visita ao Hospital Christie, a Princesa de Gales conversou com pacientes sobre os desafios cognitivos do tratamento e descobriu na criatividade uma estratégia
A Princesa de Gales abordou publicamente os efeitos colaterais invisíveis do tratamento oncológico durante uma visita recente ao Hospital Christie. Kate Middleton conversou com pacientes sobre as dificuldades de concentração que enfrentou e revelou como encontrou nos livros de colorir uma ferramenta terapêutica para superar esse período.
“Não sei quanto a vocês, mas eu não conseguia ler nem me concentrar em nada”, relembrou Kate em vídeo que circulou nas redes sociais. A confissão ressoa com muitos que vivenciam a mesma jornada oncológica e seus desafios cognitivos.
A solução que a Princesa descobriu foi simples mas efetiva. Colorir se tornou parte essencial de sua rotina durante os meses de quimioterapia. > “[Colorir] era a minha maneira de explorar coisas interessantes e poder fazer algo que não exigisse um produto final ou uma obra acabada. Era apenas uma forma de brincar e se perder.”
O fenômeno médico por trás da dificuldade
O que Kate vivenciou tem denominação clínica: a “névoa mental da quimio” (chemo brain). Segundo a Clínica Mayo, essa confusão e perda de memória temporária resultam de uma combinação entre o estresse, a própria medicação e alterações no sono e na dor. Trata-se de uma complicação mais comum do que se imagina entre pacientes oncológicos, impactando concentração, memória e capacidade de leitura.
A conexão de Kate com a expressão artística vem de origem anterior ao diagnóstico. Formada em História da Arte pela Universidade de St Andrews, concluída em 2005, a esposa do Príncipe William sempre manteve viva sua relação com criatividade. Sua paixão por livros de colorir para adultos ganhou visibilidade pública em 2016, quando o Príncipe William mencionou, durante um evento com a ilustradora Johanna Basford, que a então Duquesa de Cambridge era entusiasta de obras como “O Jardim Secreto”. Durante o tratamento, essa afinidade se transformou em ferramenta terapêutica crucial.
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Kate Middleton visitou o Evelina London Children’s Hospital (Foto: reprodução/Instagram/@princeandprincessofwales)
Criatividade como educação familiar
A Princesa não apenas busca criatividade para si, mas a estimula ativamente entre seus filhos. Com o Príncipe George (13 anos), a Princesa Charlotte (11) e o Príncipe Louis (8), Kate frequentemente incentiva atividades manuais e artísticas. Em compromissos públicos, ela compartilha trabalhos dos três filhos, defendendo a brincadeira artística como ferramenta essencial no desenvolvimento socioemocional infantil.
Kate foi diagnosticada com câncer em janeiro de 2024, concluiu a quimioterapia em setembro de 2024 e anunciou remissão da doença em janeiro de 2025. Desde então, vem retomando gradualmente sua agenda de compromissos públicos. Em aparições recentes, também comentou sobre outras mudanças em sua vida. > “Desde o meu diagnóstico, não tenho bebido muito álcool. É algo com que tenho de ter muito mais consciência agora.” A reflexão marca uma transformação mais ampla em sua rotina após enfrentar a doença.
