Viúva de Lito Sousa quebra o silêncio sobre o luto e revela ter recebido ‘sinal’ do amado

Em viagem aos EUA com o filho Malone, ela compartilha a dificuldade de equilibrar o sofrimento pessoal com as demandas profissionais que não cessam

14 out, 2026
Mila Seild | Reprodução/Instagram/@milaseidl
Mila Seild | Reprodução/Instagram/@milaseidl

Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, compartilhou nesta quarta-feira (14) um relato sobre como tem sido viver o luto após a morte do marido, aos 59 anos, vítima de uma doença raríssima. Viajando com o filho Malone, de sete anos, aos Estados Unidos, ela revelou nas redes sociais um sinal que pediu a Lito e como isso a ajudou a melhorar o ânimo durante esse período, segundo a revista Quem.

Decisão de viajar

A decisão de viajar partiu da necessidade de botar a cabeça em ordem. Mila buscava organizar seus sentimentos e acalmar o coração, longe do dia a dia que ainda exige muito dela profissionalmente. A viagem com o filho representa um momento de respiro em meio às demandas que não param.

Em seu relato, Mila contou que pediu um sinal específico a Lito. “Eu recebi um sinal. Falei assim: ‘Lito, eu preciso de um sinal, mas não pode ser um sinal que eu fique na dúvida se era ou não. Ele não falha comigo nunca, por isso que eu estou assim mais animadinha hoje”, disse, segundo a revista Quem. O sinal chegou de forma física e clara, impactando positivamente seu estado emocional naquele momento.


Mila Seidl (Vídeo: reprodução/X/@whatwouldlbdo)


“Porque esse sinal não é para não deixar dúvida, sabe? É tipo, pá! Foi na cabeça. Então melhorou até o meu humor, meu ânimo”

Mila explicou a diferença de postura entre suas redes pessoais e profissionais. No perfil pessoal, ela expõe a tristeza, a depressão e as dificuldades duras do luto que vive. Já nos canais profissionais, precisa manter as atividades em funcionamento. Ela gerencia quatro empresas e tem pessoas que dependem dela, o que exige que siga adiante mesmo nos momentos mais árduos.

Esse contraste emocional marca seu dia a dia. Em um momento está chorando descontroladamente, sentindo a dor que corrói a alma e o corpo. No instante seguinte, precisa entregar demandas profissionais, “desintonizar e sintonizar uma outra pessoa” para trabalhar, como descreveu.

“Numa hora eu estou aqui, chorando, descontrolada. Sentindo dor, doendo a minha alma, doendo fisicamente, porque o luto dói fisicamente, aqui na carne. É uma parada surreal, mas, no momento seguinte, preciso ir lá fazer alguma coisa, uma entrega, preciso desintonizar e sintonizar uma outra pessoa. Depois eu volto e vivo a minha vida”

Sobre superar o que aconteceu, Mila foi clara. Ela afirmou que provavelmente nunca vai superar, mas vai aprender a viver de outra forma e se reinventar. A aceitação da dor como parte do caminho marca sua reflexão sobre o futuro.

A responsabilidade aumentou. Agora Mila precisa continuar não só por si mesma, mas pelo filho Malone, que perdeu o pai. Ela reflete sobre essa nova realidade: a missão dobrada de ser pai e mãe ao mesmo tempo.

“Eu tenho que seguir em frente e fazer o melhor que eu posso. O que o Lito faria e o que eu faria. Tenho agora a missão dobrada. E eu vou encarar essa missão muito bem encarada”

Seu compromisso é fazer o que Lito faria e o que ela faria, encarando a maternidade solo com a determinação que marca sua trajetória. A viagem aos EUA é parte desse processo de reorganização e ressignificação diante da perda.

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