Paris Jackson expõe medida extrema após tentativas de suicídio e detalha em relato comovente: ‘A dor mais aguda’; veja o vídeo
A filha de Michael Jackson realizou nove sessões em três semanas e usou o procedimento como tema visual para o álbum ‘Happiest Day of My Life’
Paris Jackson abordou sua experiência com terapia eletroconvulsiva (ECT) durante participação no podcast “On Purpose with Jay Shetty”, exibido nesta segunda-feira (19). A cantora revelou que se submeteu a nove sessões ao longo de três semanas após chegar muito perto de tentar tirar a própria vida, enquanto enfrentava depressão severa.
Em conversa com o apresentador, a filha de Michael Jackson descreveu detalhes do procedimento. Seu médico procurou tranquilizá-la antes das sessões iniciais. “Não é tão bárbaro quanto costumava ser. Eles usam anestesia geral. Você fica desacordada quando recebe o choque”, explicou o especialista.
Como a sessão funciona na prática
Paris detalhou o passo a passo do tratamento. Por possuir diversos piercings, precisou retirar todas as peças de metal do rosto antes de cada procedimento. “Tenho muitos metais [piercings], então tive que substituir todo o metal do meu rosto por brincos de plástico. Você entra, veste a camisola hospitalar, eles te anestesiam, te prendem, colocam um protetor bucal na sua boca e te eletrocutam”, narrou.
Ao acordar da primeira sessão, a dor foi intensa. Nos dias subsequentes, havia momentos em que sua consciência não estava plenamente presente. A cantora descreve o impacto: “A dor mais aguda que já experimentei dentro da minha cabeça. É uma dor causada por ser eletrocutada.”
Paris acredita que a ECT funciona alterando a neuroplasticidade cerebral, mudando as conexões neurais afetadas pela depressão. Apesar da experiência árdua, ela relata estar respondendo bem ao tratamento.
Entrevista de Paris Jackson (Vídeo: reprodução/Spotify/on purpose with jay shetty)
Transformando dor em arte
A experiência com o procedimento inspirou a capa do álbum “Happiest Day of My Life”. Na imagem, Paris aparece com protetor bucal na boca enquanto uma mão segura seu queixo, olhando diretamente para a câmera. A escolha traz a realidade clínica para o campo artístico.
Antes da ECT, Paris havia tentado diversos outros tratamentos para a depressão. Utilizou medicamentos convencionais, passou por cinco instituições diferentes e se submeteu a terapia comportamental dialética (DBT), EMDR, aplicações de lidocaína nos nervos do pescoço e estimulação magnética transcraniana (TMS). Também experimentou CBD.
Os resultados foram limitados. A lidocaína ofereceu alívio por cerca de uma semana. Outro tratamento proporcionou alguns meses de benefício. A TMS ajudou com sintomas do TOC, mas não afetou a depressão.
A importância de integrar aprendizados
Paris enfatiza que manter sua recuperação exige mais do que apenas os procedimentos médicos. “Se eu não estiver integrando as coisas que aprendo nesses lugares e nessas experiências, vou voltar a me sentir como antes. Sem integração, eu só continuava piorando cada vez mais”, disse.
Atualmente, ela busca uma abordagem holística de saúde, acompanhada por especialista comportamental para lidar com o TOC. Recentemente, relatou ter chegado a um platô em seu processo terapêutico.
Em 2017, Paris revelou ter tentado suicídio várias vezes durante a adolescência, enfrentando problemas graves de autoestima. Buscou ajuda em escola terapêutica em Utah e mencionou o ódio de si mesma como uma das batalhas daquele período. No podcast “Call Her Daddy”, revelou também ter passado por problemas com uso de drogas e automutilação.
Se você tem pensamentos suicidas, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio 24h pelo número 188.
