Paul McCartney compara o impacto de Taylor Swift ao sucesso histórico dos Beatles
Em entrevista, o músico afirmou que a cantora não precisa de conselhos e se definiu em tom de brincadeira como o avô da nova geração do pop
O sucesso da cantora norte-americana Taylor Swift, atualmente com 36 anos, desperta admiração até mesmo em lendas vivas da história da música. Paul McCartney, de 83 anos, comentou publicamente sobre o fenômeno em torno da artista e estabeleceu uma comparação direta com a trajetória vivida pelo quarteto de Liverpool.
Durante uma conversa veiculada pela plataforma BBC Sounds, o veterano do rock foi questionado sobre a possibilidade de compartilhar orientações de carreira com a estrela do pop. De forma descontraída, ele explicou que consegue enxergar um paralelo muito claro entre a febre mundial que gira em torno de Taylor hoje em dia e o impacto que os Beatles causavam em seu auge. Apesar da comparação de peso, o músico destacou que a jovem artista tem total domínio de sua trajetória e não precisa de conselhos.
O avô da nova geração pop
A relação de McCartney com os grandes nomes da música atual vai além de apenas observar as paradas de sucesso. Ele contou que já esteve pessoalmente com Taylor Swift e com outros destaques da cena pop atual, como Billie Eilish, Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter. Esses encontros costumam acontecer de forma espontânea em celebrações familiares organizadas por sua esposa, Nancy Shevell, e por sua filha, a estilista Stella McCartney.
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Paul McCartney fala sobre novos artistas em entrevista para a BBC (Vídeo: reprodução/Instagram/@bbcradio2)
Ao falar sobre essas interações, ele elogiou bastante as jovens artistas. O músico mencionou que todas são pessoas muito simpáticas e talentosas, destacando que gosta bastante do trabalho vocal de cada uma delas. Ele explicou que, caso elas precisassem de algum direcionamento, ele estaria totalmente aberto a ajudar, mas reforçou que elas sabem exatamente o que estão fazendo. No fim, ele brincou dizendo que se sente como um irmão mais velho ou, pensando bem, como o verdadeiro avô dessa nova leva de artistas.
Discos vendidos e recordes superados
A comparação feita por McCartney ganha força quando olhamos para a história. No auge do sucesso dos Beatles, a comoção do público era tão intensa que John Lennon chegou a afirmar, em uma entrevista de 1966, que a banda era mais popular do que Jesus. Posteriormente, o guitarrista pediu desculpas publicamente por essa fala antes do início da última turnê do grupo pelos Estados Unidos. O quarteto de Liverpool acumulou números impressionantes ao longo das décadas, ultrapassando a marca de 600 milhões de discos vendidos globalmente e mantendo a liderança como o grupo com mais músicas no primeiro lugar da Billboard Hot 100.
No entanto, Taylor Swift tem mostrado força para rivalizar com esses marcos históricos. Em outubro do ano passado, ela quebrou um recorde de longa data que pertencia justamente aos britânicos na parada United World. A cantora norte-americana conseguiu colocar sete faixas de uma só vez no Top 10 do ranking. Até então, a melhor marca era dos Beatles, que tinham conseguido emplacar seis músicas simultaneamente entre as dez mais ouvidas no ano de 1964.
