Príncipe Harry e Meghan Markle decidem retornar ao Reino Unido após anos de afastamento familiar

Casal montará residência privada no país enquanto preserva propriedades na Califórnia e Portugal; rei Charles foi comunicado e aprovou a decisão

19 ago, 2026
Príncipe Harry e Meghan Markle I Reprodução/Instagram/@sussexbrasil
Príncipe Harry e Meghan Markle I Reprodução/Instagram/@sussexbrasil

O príncipe Harry, aos 41 anos, e Meghan Markle, aos 45, pretendem estabelecer residência no Reino Unido ainda em agosto com os filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet Diana, de 5 anos. A mudança representa uma das maiores transformações na trajetória do casal desde que deixou as funções reais em 2020. O anúncio foi feito pela revista People nesta quarta-feira (19).

As crianças estão previstas para ingressar em uma escola britânica quando o ano letivo começar em setembro. A decisão, porém, não encerra a vida que o casal construiu nos EUA: ambos manterão a casa em Montecito, Califórnia, onde residem desde 2020, além da propriedade de lazer em Portugal. A mudança expande o portfólio habitacional da família sem desmontar os alicerces que já possuem.

O retorno sem vínculos com a Coroa

Segundo a revista People, o estabelecimento no Reino Unido ocorrerá de forma totalmente privada, sem qualquer ligação com as instituições da monarquia. Trata-se da primeira residência que Harry e Meghan terão no país desde que saíram de Frogmore Cottage, em Windsor, propriedade que havia sido cedida pela rainha Elizabeth II.

O casal recebeu o aviso para desocupar o imóvel em 2023, após o lançamento de Spare, a autobiografia de Harry em que revelou detalhes internos da vida familiar real. A publicação agravou significativamente o afastamento entre o príncipe e seu irmão, o príncipe William, próximo sucessor ao trono. Agora, com a mudança para uma propriedade privada, Harry e Meghan buscam estabelecer um novo capítulo sem envolvimento direto com as estruturas reais.

O rei Charles III foi informado dos planos do casal no último domingo (16) e recebeu bem a notícia, enxergando nela uma oportunidade de ver a família Sussex mais reunida no âmbito privado e pessoal.

Pouco antes do anúncio, o casal visitou o Reino Unido com os filhos. Durante esse período, Archie e Lilibet tiveram o primeiro encontro com o avó em mais de quatro anos. O reencontro transcorreu em Highgrove House e foi conduzido longe dos olhares públicos, marcando uma aproximação que agora se concretiza com a mudança.


Príncipe Harry e Meghan Markle (Foto: reprodução/ Asanka Ratnayake/ Getty Images Embed)


Vida privada sem status real

A decisão não implica retorno às atividades da monarquia. Conforme declarado pela revista People, a mudança não traz consigo qualquer restauração de funções oficiais. O casal permanecerá como cidadão privado enquanto residente no Reino Unido, mantendo sua condição de desvinculado da Coroa.

O retorno ao Reino Unido não está vinculado à realeza britânica; sendo assim, a família se estabelecerá em uma propriedade privada.

A mudança, porém, não significa um retorno às funções reais. O casal segue sem papel oficial na monarquia e a nova residência não terá vínculo com a Coroa.

O endereço exato da casa e o nome da instituição de ensino das crianças permanecem confidenciais, justificados por questões de segurança e privacidade. Harry e Meghan pretendem construir uma rotina familiar afastada da exposição pública em seus aspectos mais pessoais.

Para os filhos, a mudança representa uma oportunidade de enraizamento no país que marca a história da família. Archie nasceu no Reino Unido, enquanto Lilibet pouco o conhece. A transferência permite que ambos desenvolvam vínculo com raízes históricas que a família carrega. Há anos, a relação entre Harry e William permanece desgastada, enquanto a comunicação com Charles agora demonstra sinais de abertura com o estabelecimento no país.

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