Solange Couto avalia sua eliminação e conta como foi o reencontro com filhos

Atriz contou em entrevista como foi o emocionante reencontro com os filhos e ainda falou das dificuldades de ser uma mãe e avó atípica

02 abr, 2026
Solange Couto | Reprodução/Instagram/ @solangecouto
Solange Couto | Reprodução/Instagram/ @solangecouto

Nesta quinta-feira (2), durante o intervalo entre os compromissos oficiais de uma participante eliminada do BBB 26, a atriz Solange Couto deu uma entrevista exclusiva a Quem. E contou um pouco sobre a sua eliminação e compartilhou um pouco das suas reflexões após ter saído com 94,17% dos votos, sendo a maior porcentagem até agora da temporada. Ela também contou como foi o reencontro com seus filhos e netos.

Carinho dos filhos após erros

Solange contou que, após a sua saída, chegou a se questionar muito se entrar no reality foi a decisão correta. Ela não tirou a culpa das costas e admitiu cada erro cometido. “Caramba, será que eu devia realmente ter entrado? Porque meu comportamento foi errado”, ela contou.

A atriz de 69 anos também comentou que se questionou muito por não pensar melhor na maneira que poderia reagir às circunstâncias que o reality coloca os participantes sob pressão psicológica, conviver com várias pessoas desconhecidas. E que, depois da sua participação polêmica e de ver como ela reagiu, ela se perguntou se a decisão foi a correta. “Mas será que eu realmente deveria ter participado sem saber como seria meu comportamento em um confinamento com tantas pessoas estranhas? O apertamento da mente, a condição em que a gente é levado ali dentro”, ela explicou.

Ela ainda contou que, apesar dos questionamentos internos, não conseguiu chegar a uma resposta definitiva. Mas que tem total consciência dos seus erros e pediu desculpas pelas falas problemáticas que teve no programa e que está buscando entender e aprender. “Me perdoem, eu errei. Admitir o erro é a melhor forma de as pessoas entenderem que eu entendi, compreendi e estou aprendendo”, reafirmou. Ela também falou que irá pedir desculpas a cada um dos seus colegas de confinamento com quem teve brigas, desde que eles estejam abertos para escutá-la, inclusive com a Ana Paula Renault.

O tão esperado reencontro com a família também foi comentado na entrevista. Ela contou como foi chegar em casa e ver seus filhos, Márcio de 51 anos, Morena Mariah de 35 anos e Benjamin de 14 anos. Foi um respiro emocional no meio da sua saída difícil. Ela foi muito bem acolhida por eles e não faltaram elogios aos seus descendentes. “O Márcio me abraçou chorando. A Morena é bem mais forte, muito mais forte do que eu, inclusive. E os dois me disseram: ‘Mãe, estamos contigo. Nós te amamos. Seja bem-vinda’”, contou.

Ela também falou que o reencontro com os dois filhos mais velhos foi cheio de amor e que não houve julgamentos nem reclamações, e que eles focaram em matar a saudade sem falar sobre os problemas. “Ainda não paramos para conversar exatamente sobre tudo o que aconteceu… Mas a minha chegada foi muito bonita. Ficamos pelo menos uma hora nessa coisa de: ‘Que bom que você voltou’, sem falar do problema, mas falando do retorno”, explicou a atriz.


Solange Couto e seus filhos Márcio, Morena e Benjamin (Foto: reprodução / Instagram / @morenamariah)


Mãe e avó atípica

Solange também aproveitou que o dia 2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, para aprofundar mais essa pauta que levou para dentro do reality. Ela, que é mãe e avó atípica, contou que aproveitou a sua participação para reforçar a necessidade de empatia e informação. “Quero que as pessoas tenham um olhar mais terno para o autismo. Antes, as pessoas não tinham informação, chamavam a criança de ‘danada’, ‘perturbada’. Hoje sabemos que tem nome, tem diagnóstico. Mesmo assim, as pessoas ainda olham com um olhar feioso”, desabafou.

A atriz ainda contou um relato pessoal sobre como é ser mãe e avó atípica e pediu que a sociedade tenha respeito com essas pessoas e, principalmente, entenda e acolha as mães e avós de um autista, e que isso seja mais aberto e debatido entre as pessoas. “Meu filho mais velho é autista nível 2 de suporte, com depressão e ansiedade. Meu neto, Eric, de 11 anos, é autista nível 3 de suporte, não verbal. Ele está começando a formar frases agora de até quatro palavras. A Morena tem nível 2 de suporte. Não compreendo quando olham para o meu neto com o olhar torto. Então, peço: respeitem, tentem entender, abracem a mãe, a avó de um autista. Não seja rude. Não se afaste. Falemos mais sobre isso”, finalizou.

Matéria feita por Letícia Araújo (LORENA.IG)

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