Velório de Gracindo Jr. no Rio será aberto ao público
Figura icônica da dramaturgia brasileira e fundador da teledramaturgia nacional deixa viúva Daisy Poli e quatro filhos. Despedida pública ocorrerá quinta-feira no Caju
O ator Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (1º) no Rio de Janeiro aos 83 anos. Figura central na história da TV Globo desde sua inauguração em 1965, quando participou de A Moreninha, uma das primeiras novelas da emissora, ele deixa a esposa Daisy Poli, casada com ele há mais de 50 anos, e os filhos Yan, Daniela, Gabriel e Pedro. O velório será aberto ao público na quinta-feira (3), a partir das 12h10, na Capela 4 do Cemitério da Penitência, bairro do Caju. A cremação está agendada para 14h10 do mesmo dia.
Nos últimos anos, Gracindo Jr. residia na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde vivia com o apoio da família. Pai de sete netos, o ator havia se afastado dos compromissos profissionais e passava a maior parte do tempo recluso, enfrentando limitações físicas que exigiam uso de cadeira de rodas.
Da rádio ao teatro: os primeiros passos
Nascido em 21 de maio de 1943 com o nome de batismo Epaminondas Xavier Gracindo, o ator iniciou sua jornada na dramaturgia em 1961, quando estreou na peça A Escada, de Oswald de Andrade. Antes de consolidar sua presença na televisão, trabalhou como ator e redator na Rádio Nacional, onde ganhou experiência que o prepararia para os grandes palcos.
Sua formação acadêmica incluiu um curso em Psicologia, profissão que nunca exerceu profissionalmente. A escolha pela carreira artística o colocou ao lado do pai, Paulo Gracindo (1911-1995), lendária figura da dramaturgia brasileira conhecido por marcar presença como Odorico Paraguaçu. Pai e filho compartilharam os holofotes em produções memoráveis da Globo, entre elas O Bem-Amado (1973) e Os Ossos do Barão (1973/1974).

Gracindo Jr. (Foto:Reprodução/Instagram)
Trajetória que atravessou décadas
Gracindo Jr. acumulou parcerias memoráveis na TV Manchete, onde formou dupla romântica com a atriz Maitê Proença em duas produções que marcaram época. Na minissérie Marquesa de Santos (1984), interpretou Dom Pedro I, enquanto em Dona Beija (1986) viveu a personagem Antônio. Esses trabalhos consolidaram sua presença nas produções da emissora.
Sua carreira se estendeu por mais de meio século em teatro, cinema, rádio e televisão. Pela Globo, participou de Celebridade (2003) e Como uma Onda (2004). Pela Record, atuou em Cidadão Brasileiro (2006) e Rei Davi (2012). Ouro Verde, produzida pela portuguesa TVI em 2017, marcou sua última novela. Depois disso, trabalhou em produções menores: Magnífica 70 (HBO, 2018) e Homens? (Prime Video, 2019). Desde então, dedicou-se exclusivamente à vida privada.
