Vera Fischer fala sobre tragédia na família e relembra trauma: “Eletrocutado”

Atriz contou no Rio Innovation Week 2026 como a perda dos pais e do irmão moldou sua filosofia de vida e como aprendeu a usar as redes sociais

11 ago, 2026
Vera Fischer I Reprodução/Instagram/@verafischeroficial
Vera Fischer I Reprodução/Instagram/@verafischeroficial

No Rio Innovation Week 2026, Vera Fischer, 74, abordou traumas pessoais que marcaram sua infância e adolescência. A atriz revelou como a pandemia a aproximou da tecnologia e do Instagram, plataforma que hoje usa para divulgar trabalhos e conectar-se com fãs jovens.

Vera revela como superou grandes perdas

Perdas significativas moldaram a visão de mundo da atriz. “Eu perdi os meus pais muito cedo. Perdi meu irmão eletrocutado. Eu preciso ser alto astral. Preciso ter essa relação linda com meus filhos. Preciso ter essa relação com meus fãs. Eu falo com o padeiro, com as pessoas na minha vizinhança. E eu me cuido. Tenho dois gatinhos. Preciso ser assim hoje. Eu me amo! Eu amo as pessoas. Se não valer a pena, tudo bem, eu me retiro. Mas eu amo a palavra amor”, disse no evento.

O posicionamento de Vera sobre relacionamentos e autocuidado resume sua abordagem atual da vida. Para ela, o otimismo não é luxo, mas necessidade após as perdas que atravessou.


Vera Fischer com o pai Emil Fischer (Foto: reprodução/ Instagram/@verafischeroficial)


Primeiros passos digitais

Vera passou décadas resistindo à tecnologia. Aos 74 anos, foi introduzida ao celular durante 2020, quando a pandemia a isolou. A pressão veio do filho mais velho, Gabriel, fruto do casamento com o ator Felipe Camargo.

“Eu não queria celular porque achava que aquilo prendia a pessoa de algum jeito. Eu não me interessava por estar presa. Mas quando começou a pandemia, eu fui aprendendo por pressão do meu filho mais velho. Daí, eu descobri o Instagram e como divulgar o meu trabalho lá. Eu não sei falar de mim, mas comecei a falar das coisas que eu gostava. Dos filmes que eu assistia, dos discos que eu ouvia, de arte, e as pessoas iam interagindo e respondendo. Hoje, tenho um fã clube de jovens, e isso é incrível”, relatou.

O impacto superou expectativas. Conteúdo autêntico atraiu seguidores e criou comunidade em torno de seus interesses. A descoberta tardia da rede social provou que reinvenção é possível em qualquer idade.

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