Viúva de Lito Sousa relata emoção ao voar pela primeira vez após morte do marido

Nos Stories, a viúva revela o peso de voar com o filho Malone rumo a Houston e imagina as palavras que o marido lhe diria para superar o medo e o luto

11 out, 2026
Mila Seidl | Reprodução/Instagram/@milaseidl
Mila Seidl | Reprodução/Instagram/@milaseidl

Mila Seidl compartilhou reflexões emocionadas sobre o luto nos Stories na noite do último sábado (10). A viúva do influenciador e ex-piloto Lito Sousa, morto aos 59 anos em 1º de outubro, abordou pela primeira vez a perspectiva de embarcar em um avião após a morte do marido, marcada para o dia seguinte com destino a Houston, onde reside parte de sua família, acompanhada pelo filho Malone.

A dificuldade em retomar rotinas aparentemente simples move a narrativa de Mila. Ela reconhece que comprou as passagens e já deveria estar preparada, mas sente-se paralisada diante do momento. A paralisia não é apenas física, mas também emocional: arrumação da mala e coragem para o embarque se tornaram símbolos de um enfrentamento maior.

“Tinha falado para vocês, né, que eu provavelmente fosse viajar. E cheguei a comprar passagem, comprei a passagem, né, para mim e pro Malone, para a gente ir amanhã pra Houston [Nos Estados Unidos], onde eu tenho família e ficar um pouco fora. E estou aqui parada, sem conseguir arrumar mala, meio paralisada, sabe? Como se eh eu não pudesse fazer esse resgate. É uma coisa assim estranha que passa na cabeça. Estou indo pelo meu filho, sabe? Quando as pessoas me encontram, perguntam como que eu estou e tem aquele riso amarelo, às vezes eu tento desviar. Não tem o que responder. Se não tá bem, também é chato falar ‘não estou bem. E espero que amanhã eu tenha coragem de ir”.

Lito Sousa foi mais que influenciador. Ex-piloto, mecânico de aeronaves e especialista em segurança aérea, ele fundou o canal Aviões e Músicas ao lado de Mila. Os dois construíram também a Lito Group. O filho deles, Malone, tem 7 anos. Antes da morte do marido, Mila já havia viajado de avião sem ele. Desta vez, porém, cada detalhe carrega peso diferente.


 

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Mila Seidl e Lito Sousa (Foto: reprodução/Instagram/@milaseidl)


O que Lito diria

Para se animar, Mila evoca mentalmente a voz do marido. Ela conhece bem seus pensamentos e antecipa respostas dele para suas dúvidas. A imaginação se torna estratégia de sobrevivência emocional.

“Eu tenho vivido assim, sempre pensando: o que que o Lito falaria para mim, sabe? O que que ele iria me dizer? E eu conheço ele, eu sei que ele falaria: ‘não, é para você ir, para você ir com o nosso filho, com certeza. Você e o nosso filho, imagina!. Já aconteceu, tem que ir, tem que espairecer. Vocês têm que voltar fortes’. É o que ele me falaria. Então eu estou com isso na cabeça. Mas te falar que ir para um aeroporto, entrar num avião, dureza, hein? Não sei como é que vai ser. Não que eu não tenha viajado já sem ele várias vezes, mas vocês entendem, né? Tenho pensado muito na possibilidade de criar um instituto, de alguma forma ajudar outras pessoas que passaram ou vão passar pelo que eu passei. Só que com menos recurso. De que forma que eu posso ajudar, tentar estudar melhor isso daí. Tenho algumas ideias, mas não sei assim o que é viável, né? Quero tentar fazer da minha dor assim alguma coisa de útil para as pessoas. Deve ter algum propósito, algum significado nisso tudo. Mas são só ideias ainda, pequenas, embrionárias.”

Luto e propósito

Mila vislumbra transformar sua perda em ação. Segundo a revista Quem, ela cogita fundar um instituto que honre o nome de Lito com o objetivo de acolher outras pessoas enlutadas. Os planos ainda estão em fase inicial, mas refletem seu desejo de ressignificar a dor.

A instabilidade emocional segue presente. Mila afirma estar vulnerável, com sentimentos à flor da pele. Ela reconhece que em breve precisará falar publicamente sobre aspectos do luto que ainda não compartilhou.

“Eu ainda estou emocionalmente muito instável, traz muito sentimento, muita emoção. E em algum tempo vou ter que fazer isso daí, sabe? Porque preciso falar algumas coisas.”

A viúva menciona também que flutua entre crenças e dúvidas existenciais neste momento de transição. Ela já sinalizou sua intenção de desmentir boatos e revelar detalhes sobre o tratamento que Lito recebeu, mas aguarda o momento certo para essa abertura.

Permanecer na casa onde tudo recorda Lito se tornou insuportável. Mila não consegue remover sequer os objetos que ele organizou. A viagem a Houston surge como respiro necessário, esperança de que a distância física ajude na reconstrução emocional enquanto aprende a navegar a vida sem o marido.

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