Cara-de-Barro estreia na liderança com mais de 186 mil espectadores no Brasil

Horror corporal da DC Studios arrecadou cerca de R$ 4,2 milhões durante o fim de semana

27 out, 2026
Tom Rhys Harries como Matt Hagen em Cara-de-Barro (Foto: reprodução/X/@warnerbros)
Tom Rhys Harries como Matt Hagen em Cara-de-Barro (Foto: reprodução/X/@warnerbros)

Mesmo em um fim de semana marcado pelas eleições no Brasil, Cara-de-Barro levou mais de 186 mil espectadores aos cinemas e arrecadou cerca de R$ 4,2 milhões nos primeiros dias em cartaz. Distribuído pela Warner Bros. Pictures, o longa-metragem assinala a estreia da DC Studios no gênero do terror. Com uma aprovação crítica de 75% no Rotten Tomatoes, Cara-de-Barro somou US$ 24,5 milhões nas bilheterias norte-americanas e, somados aos US$ 19 milhões obtidos nos mercados internacionais, os resultados globais da produção praticamente alcançam o orçamento estimado em US$ 44 milhões. Seu desempenho comercial supera o de Tudo Pode Ser Visto, documentário de Lance Oppenheim (Primetime) e Nathan Fielder (O Ensaio) sobre o escândalo de Elizabeth Holmes, que totaliza US$ 45,1 milhões em sua segunda semana de exibição.


Teaser oficial de Cara-de-Barro (Vídeo: reprodução/YouTube/@WarnerBrosPicturesBR)


Sobre o primeiro terror da DC Studios

Dirigido por James Watkins (Não Fale o Mal) com roteiro de Mike Flanagan (A Maldição da Residência Hill), o filme aposta em elementos do horror corporal para contar a história do vilão, que ganhou destaque no arco “Feito de Barro” em Batman: A Série Animada. A adaptação em live-action acompanha Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator em ascensão cuja carreira desmorona após um ataque que o deixa desfigurado. Na esperança de restaurar o próprio rosto, ele se submete a um tratamento experimental da cientista Caitlyn Corr (Naomi Ackie). No entanto, acaba sendo transformado em uma substância semelhante à argila.

Horror corporal segue em alta

Desde a década de 1980, o body horror é sobretudo associado a clássicos da ficção científica como A Mosca e Re-Animator. O sucesso recente de A Substância, porém, fez com que o subgênero voltasse a ser revisitado para provocar discussões em torno de pressão estética, efemeridade e etarismo. Temas semelhantes aparecem em A Meia-Irmã Feia, releitura norueguesa do conto da Cinderela centrada na ambição desmedida pela aceitação social. Cara-de-Barro, por sua vez, incorpora essas inquietações ao universo dos super-heróis, transformando a deformação física do protagonista em um elemento central da sua jornada de autodescoberta.

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