Cinebiografia de Michael Jackson se aproxima de recorde histórico nas bilheterias
Obra promete bater recorde de bilheteria nos cinemas nas próximas semanas; Jafaar Jackson comenta sobre a sua interpretação do artista
A cinebiografia de Michael Jackson segue consolidando seu espaço entre os maiores sucessos recentes do cinema. Prestes a completar dois meses em cartaz, o longa dedicado à trajetória do Rei do Pop se aproxima de um feito histórico: tornar-se a cinebiografia de maior bilheteria da história, reforçando o impacto duradouro do artista mesmo anos após sua morte.
Com números expressivos ao redor do mundo, a produção já arrecadou US$ 888 milhões e aparece cada vez mais próxima de superar “Bohemian Rhapsody“, filme inspirado na trajetória de Freddie Mercury e da banda Queen, que atualmente ocupa a liderança entre as cinebiografias de maior sucesso comercial do cinema.
O fenômeno Michael Jackson nas bilheterias
Além da disputa pelo recorde histórico, o filme já alcançou outro marco importante. A produção se tornou a maior bilheteria já registrada pelo estúdio Lionsgate, ultrapassando franquias consagradas como “Jogos Vorazes: Em Chamas” e “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2“, que arrecadaram aproximadamente US$ 865 milhões e US$ 868,5 milhões, respectivamente.
Do valor total arrecadado até o momento, cerca de US$ 354 milhões foram registrados apenas na América do Norte. Já o mercado internacional foi responsável pela maior parcela do resultado, contribuindo com aproximadamente US$ 543 milhões e demonstrando a força global do legado construído por Michael Jackson ao longo de décadas.
O Brasil também aparece entre os mercados de destaque. O país contribuiu com cerca de US$ 32,2 milhões para a arrecadação total, registrando o melhor desempenho já alcançado por uma produção da Universal Pictures relacionada ao artista. O resultado reforça a popularidade de Michael entre os brasileiros, que continuam consumindo sua obra mesmo mais de uma década após sua morte.
Apesar dos números já impressionantes, a expectativa é de que a arrecadação continue crescendo nas próximas semanas. O filme permanece em cartaz em diversos países e segue atraindo fãs aos cinemas, muitos deles retornando às salas para assistir à produção mais de uma vez.
Trailer Michael Jackson (Vídeo: reprodução/YouTube/Universal Pictures Brasil)
Outro fator que alimenta as projeções otimistas é a estreia ainda pendente no Japão, marcada para o dia 12 de junho. O país é considerado um dos mercados mais importantes para o artista e já demonstrou seu potencial em lançamentos anteriores. Em 2009, por exemplo, o documentário “This Is It” arrecadou cerca de US$ 57 milhões apenas em território japonês, tornando-se um dos locais de maior sucesso comercial da produção.
O impacto do longa também ultrapassou as salas de cinema. Dados divulgados pelo Google Trends apontam que o nome “Michael Jackson” registrou um dos maiores volumes de pesquisa da última década durante o período de lançamento do filme. Entre os temas mais buscados pelos usuários estão curiosidades sobre a produção, informações sobre a vida do cantor, sua idade, caso ainda estivesse vivo, e detalhes sobre sua carreira musical.
O aumento das pesquisas também refletiu diretamente no consumo de sua discografia. Clássicos como Billie Jean, Thriller, Beat It e Smooth Criminal voltaram a ocupar posições de destaque nas plataformas digitais, aproximando novas gerações da obra do artista.
A produção, lançada em abril de 2026, acompanha diferentes momentos da trajetória do Rei do Pop. A narrativa retrata desde os primeiros passos ao lado dos irmãos no grupo Jackson 5 até sua consolidação como uma das maiores estrelas da música mundial, responsável por revolucionar a indústria do entretenimento e influenciar artistas de diferentes gerações.
O legado continua nas telonas
Grande parte da repercussão positiva do longa está relacionada à atuação de Jafaar Jackson, sobrinho de Michael e responsável por interpretar o cantor nas telas. A escolha chamou a atenção do público pela semelhança física e pelos movimentos que remetem diretamente ao artista.
Durante a divulgação do filme, Jafaar comentou que utilizou lembranças pessoais como inspiração para construir sua interpretação. Apesar de ter apenas 12 anos quando Michael Jackson faleceu, em 2009, o ator afirmou que algumas memórias permaneceram marcadas ao longo da vida:
“Uma das minhas favoritas é quando eu o vi pela primeira vez no palco, se apresentando em Nova York, o que foi a melhor experiência para mim“, disse ele à Reuters no tapete vermelho.
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Jafaar Jackson em pré-estreia de Michael Jackson (Vídeo: reprodução/Instagram/@jafaarjackson)
O projeto também conta com a participação do diretor Antoine Fuqua, conhecido por trabalhos de sucesso como “O Protetor“. Sua experiência em grandes produções foi apontada como um dos fatores responsáveis pela dimensão cinematográfica apresentada no filme.
O sucesso alcançado levou a Lionsgate a confirmar rapidamente planos para expandir a história. Poucos dias após a estreia, o presidente do estúdio, Adam Fogelson, revelou durante participação no podcast “The Town with Matt Belloni” que uma sequência já está em desenvolvimento.
Segundo o executivo, as discussões sobre o novo filme estão avançadas e existe a expectativa de que as gravações tenham início ainda este ano, dependendo apenas dos ajustes na agenda de Antoine Fuqua. Embora detalhes da trama ainda não tenham sido divulgados, Fogelson afirmou que o vasto material disponível sobre a vida e a carreira de Michael Jackson oferece conteúdo suficiente para mais de uma produção.
O presidente da Lionsgate também revelou que diversas cenas gravadas durante a realização do primeiro longa não chegaram à versão final exibida nos cinemas. Parte desse material poderá ser aproveitada na continuação, ampliando a narrativa sobre a vida do artista.
Resultado de uma parceria entre Lionsgate e GK Films, a cinebiografia também conta com roteiro de John Logan, profissional conhecido por trabalhos como “Gladiador“, “O Aviador” e “A Invenção de Hugo Cabret“. Com uma combinação de números expressivos, forte apelo emocional e planos para expandir a história nos cinemas, “Michael” caminha para se consolidar não apenas como um sucesso de bilheteria, mas como uma das produções biográficas mais relevantes da última década.
