Oscar 2026 premia três categorias de curtas e registra empate em live action

A Academia premiou “A Garota que Chorava Pérolas” e “Quartos Vazios”, enquanto o live-action teve estatueta dividida entre “Os Cantores” e “Duas Pessoas Trocando Saliva”

16 mar, 2026
Jack Piatt e Sam A. Davis, dois dos vencedores do prêmio de melhor curta-metragem em live action | Reprodução/Instagram/@jack_piatt_
Jack Piatt e Sam A. Davis, dois dos vencedores do prêmio de melhor curta-metragem em live action | Reprodução/Instagram/@jack_piatt_

No próximo domingo (15), Hollywood volta a ser palco da principal noite do cinema mundial com a realização do Oscar 2026. A cerimônia reúne importantes nomes da indústria — entre atores, diretores e equipes criativas — para reconhecer os filmes e profissionais que mais se destacaram ao longo do último ano nas telas.

Promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a premiação marca o encerramento da temporada de grandes prêmios do cinema e celebra produções, performances e trabalhos técnicos que conquistaram destaque tanto entre o público quanto na crítica especializada.

Melhor curta-metragem de animação

A produção canadense A Garota que Chorava Pérolas foi a vencedora da categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação. A estatueta foi recebida pelos diretores Chris Lavis e Maciek Szczerbowski, conhecidos pelo trabalho artesanal em stop-motion e por histórias que transitam por atmosferas de fábula sombria.


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Os vencedores Chris Lavis e Maciek Szczerbowski da categoria de melhor curta-metragem de animação (Foto: reprodução/Getty images Embed/Mike Coppola)


Com cerca de 17 minutos de duração, o curta apresenta uma narrativa delicada e melancólica. A trama acompanha um garoto pobre que conhece uma menina que, de forma misteriosa, chora pérolas todas as noites. Encantado por ela, o jovem passa a compreender o valor daquelas lágrimas preciosas, desencadeando um conflito que envolve amor, empatia e ganância.

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A Garota que Chorava Pérolas — vencedor

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Vencedores de melhor curta-metragem em live action

A categoria de Melhor Curta-Metragem em Live Action chamou atenção durante a cerimônia ao registrar um empate inédito nesta edição. As produções Os Cantores e Duas Pessoas Trocando Saliva dividiram a estatueta — a sétima vez que isso acontece na história do Oscar.

Em Os Cantores, produção lançada pela Netflix, a narrativa acompanha um grupo de homens que costuma se reunir em um bar para afogar as mágoas. Apesar de frequentarem o mesmo lugar, eles pouco interagem, até a noite em que são desafiados a participar de um concurso de canto que oferece um prêmio de 100 dólares.

Dirigido por Sam Davis — que também assina a montagem, fotografia e produção — o curta envolve o público ao revelar as camadas emocionais de cada personagem sem depender de uma narrativa complexa ou de diálogos extensos.

Já em Duas Pessoas Trocando Saliva, dirigido por Alexandre Singh e Natalie Musteata, a proposta estética experimental chamou atenção ao longo da temporada de premiações. A trama se passa em uma sociedade distópica onde beijar é proibido e pode resultar em punição com a morte, enquanto outras interações sociais seguem regras igualmente absurdas.


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Jack Piatt, Sam A. Davis, Natalie Musteata e Alexandre Singh, vencedores do prêmio de melhor curta-metragem em live action (Foto: reprodução/Getty images Embed/Mike Coppola)


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Os Cantores — vencedor

Duas Pessoas Trocando Saliva — vencedor

Vencedor de melhor curta-metragem documentário

O curta Quartos Vazios, dirigido por Joshua Seftel e distribuído globalmente pela Netflix, conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem Documentário.


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Conall Jones e Joshua Seftel, vencedores do prêmio de melhor curta-metragem documentário por “Quartos Vazios” (Foto: reprodução/Mike Coppola/Getty Images Embed)


Com aproximadamente 30 minutos de duração, o documentário aborda um tema profundamente sensível ao resgatar memórias das vítimas de tiroteios em escolas nos Estados Unidos. A produção acompanha o jornalista Steve Hartman e o fotógrafo Lou Bopp enquanto visitam famílias que perderam filhos nesses ataques.

Em cada residência, o projeto registra os quartos preservados das crianças, transformando esses espaços silenciosos em verdadeiros memoriais carregados de emoção.

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Matéria de Julia Volken

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