Wagner Moura critica Academia do Oscar e defende prêmio a Kleber Mendonça Filho
Ator questiona regra do Oscar que não limita premiação de diretores internacionais; ele defende maior visibilidade para autores como Kleber Mendonça Filho
O ator brasileiro Wagner Moura criticou uma regra da Academia que limita o reconhecimento direto de diretores na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar, revisitando uma discussão sobre os critérios da premiação americana. A declaração foi feita às vésperas da temporada de prêmios e envolve o longa O Agente Secreto, que figura em categorias importantes da cerimônia.
Segundo Moura, a norma vigente, pela qual apenas o país inscrito recebe formalmente o prêmio, sem reconhecer individualmente o diretor, contraria a ideia de que o cinema é resultado da visão criativa de seus realizadores.
Debate sobre autoria e visibilidade internacional
Na avaliação do ator, a regra expõe uma contradição entre o discurso da Academia de valorizar o cinema global e a prática de não conceder o prêmio diretamente aos profissionais responsáveis pela obra. A crítica se insere em um contexto de debates mais amplos sobre reconhecimento artístico em premiações internacionais.
O Agente Secreto concorre em categorias como Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco — presença que ressalta a relevância da produção brasileira na corrida pelo Oscar.
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho na premiação do Globo de Ouro (Foto: reprodução/ Kevin Winter/Getty Images Embed for Critics Choice Association)
Parceria artística e trajetória
Moura destacou também sua relação de admiração com o diretor Kleber Mendonça Filho, responsável pela direção do longa. O ator afirmou que já acompanhava o trabalho de Mendonça Filho desde O Som ao Redor, reforçando que o êxito de O Agente Secreto está diretamente ligado à visão do cineasta.
Para Moura, permitir que diretores tenham reconhecimento pleno quando um filme vence na principal premiação do cinema fortaleceria a representatividade de obras fora do eixo anglófono e valorizaria mais o cinema autoral internacional.
Matéria por Ana Beatriz
