X Men: Reboot da Marvel será inspirado na fase inicial das HQs
Novo filme deve estrear em 2028 e se tornou o primeiro da saga a ser desenvolvido totalmente sobre a gestão do presidente Kevin Feige
O universo da Marvel deve ganhar um novo longa, X-Men, que pretende aproximar mais o público de personagens antes não desenvolvidos nas telas. Foi o que foi revelado para os fãs, em entrevistas concedidas por Lee Sung Jin, roteirista, e o diretor Jake Schreier sobre o novo filme, que deve estrear em 2028 nos cinemas.
Novo X-Men
A nova fase parece finalmente ganhar forma. Segundo informações recentes, o reboot dos mutantes dentro do MCU deve apostar em uma abordagem mais emocional e centrada nos personagens, deixando em segundo plano o excesso de ação que marcou algumas produções recentes da Marvel.
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HQ X-Men (Foto: reprodução/Instagram/classic.xmen)
O diretor Jake Schreier, conhecido por seu trabalho em “Thunderbolts”, está à frente do longa e revelou que a principal inspiração para o projeto será a clássica fase dos quadrinhos escrita por Chris Claremont. O autor foi responsável por revolucionar os X-Men entre as décadas de 1970 e 1990, transformando a equipe em um fenômeno mundial ao aprofundar conflitos internos, romances e temas políticos ligados ao preconceito e à exclusão social.
Lee Sung Jin, um dos roteiristas do novo filme, afirmou que o objetivo da equipe criativa é resgatar justamente essa essência mais humana dos mutantes. Segundo ele, os personagens possuem “histórias muito ricas” e relações complexas que podem gerar narrativas mais dramáticas e emocionais.
Além disso, rumores apontam que o longa deve apresentar uma geração completamente nova de atores, marcando uma despedida definitiva do elenco clássico da era Fox, após “Avengers: Secret Wars”. A Marvel também pretende integrar os mutantes de forma permanente à linha principal do MCU, colocando os X-Men no centro das próximas fases do estúdio.
Fase Clássica
Na década de 1970, os X-Men viviam um momento delicado dentro da Marvel. As vendas da revista estavam em queda constante e existia a possibilidade real de cancelamento do título, que já não despertava o mesmo interesse do público desde a criação da equipe nos anos 1960. Foi nesse cenário que o roteirista Len Wein, acompanhado pelo então iniciante Chris Claremont, assumiu a missão de reformular completamente os mutantes.
Trailer X-Men: Fênix Negra (Vídeo: reprodução/YouTube/20th Century Studios Brasil)
A principal estratégia da dupla foi transformar os X-Men em uma equipe mais diversa e internacional. Em vez de concentrar apenas personagens norte-americanos, os roteiristas criaram heróis de diferentes nacionalidades, culturas e personalidades, permitindo que leitores do mundo inteiro se identificassem com o grupo. Assim surgiram personagens que se tornaram alguns dos mutantes mais populares da história dos quadrinhos, como Tempestade, Colossus, Noturno, Wolverine e Solaris, além de Banshee e Pássaro Trovejante.
O que parecia uma aposta arriscada acabou revolucionando os quadrinhos da Marvel. O público rapidamente se conectou com os novos integrantes, principalmente porque eles possuíam histórias mais humanas, conflitos internos e relações complexas entre si. Chris Claremont aprofundou temas como preconceito, intolerância, política, religião e identidade, transformando os X-Men em uma metáfora poderosa sobre exclusão social e aceitação das diferenças.
