Experiente e decisivo: Alisson garante vaga na Copa do Mundo de 2026
Mesmo em recuperação de lesão muscular, goleiro do Liverpool é confirmado por Carlo Ancelotti entre os 26 nomes que disputarão o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México
A convocação de Alisson Becker para a Copa do Mundo de 2026 consolidou a permanência de um dos atletas mais importantes da Seleção Brasileira na última década. O nome do goleiro apareceu na lista oficial divulgada por Carlo Ancelotti nesta segunda-feira (18), durante evento realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Mesmo afastado dos gramados desde março por conta de uma lesão muscular na coxa direita, o camisa 1 do Liverpool segue como peça considerada essencial dentro do elenco brasileiro. Nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol, a presença do arqueiro era tratada como praticamente certa pela experiência acumulada em grandes competições e pela regularidade apresentada ao longo dos últimos anos defendendo o Brasil.
Recuperação física gera debate sobre titularidade
A condição física de Alisson foi um dos temas mais discutidos nas semanas que antecederam a convocação final. Sem atuar desde 18 de março, quando participou da vitória do Liverpool sobre o Galatasaray pela Liga dos Campeões, o goleiro passou boa parte da reta final da temporada em recuperação médica.
Durante esse período, especulações envolvendo a titularidade da meta brasileira ganharam força. Parte da imprensa internacional apontou que Ederson, atualmente no Fenerbahçe, poderia iniciar o Mundial como titular após avaliações realizadas pela comissão técnica de Ancelotti.
Apesar do debate, o histórico de Alisson com a camisa da Seleção segue como um dos principais fatores que sustentam sua permanência entre os titulares. Desde a estreia na equipe principal, em 2015, ainda sob o comando de Dunga, o goleiro construiu números expressivos.
Ao longo da trajetória pela Seleção, são 76 partidas oficiais, apenas 34 gols sofridos e 47 confrontos sem ser vazado. O desempenho inclui participações em duas Copas do Mundo, três edições da Copa América e o título continental conquistado em 2019, competição em que terminou eleito o melhor goleiro.
Outro dado que reforça a consistência do arqueiro é a regularidade defensiva. Até hoje, Alisson nunca sofreu mais de dois gols em uma única partida vestindo a camisa brasileira.
Trajetória começou no Internacional e alcançou o futebol europeu
Natural de Novo Hamburgo, Alisson Ramsés Becker iniciou a carreira ainda criança nas categorias de base do Internacional. Entre 2013 e 2016, ganhou espaço no elenco profissional e se consolidou como titular da equipe gaúcha antes de se transferir para a Europa.
O primeiro destino no futebol europeu foi a Roma. Na Itália, o goleiro rapidamente passou a chamar atenção pela segurança nas defesas e pela qualidade com os pés, características que despertaram o interesse de gigantes do continente.
Em 2018, acabou contratado pelo Liverpool em uma negociação histórica para a posição. Na época, a transferência transformou Alisson no goleiro mais caro do futebol mundial. Sob o comando de Jürgen Klopp, tornou-se protagonista de um dos períodos mais vitoriosos do clube inglês nos últimos anos.
Com a equipe de Anfield, conquistou títulos importantes, incluindo Liga dos Campeões, Premier League e Mundial de Clubes. Além das conquistas coletivas, também acumulou premiações individuais que o colocaram entre os principais goleiros da geração.
O auge aconteceu em 2019, quando venceu os prêmios de Melhor Goleiro da Fifa, Melhor Goleiro da Uefa, Troféu Yashin e a Luva de Ouro da Premier League. Na mesma temporada, ainda foi eleito o principal goleiro da Copa América disputada no Brasil.
Alisson, do Liverpool, posa com o prêmio Luva de Ouro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Julian Finney)
Mundial de 2026 representa novo desafio na carreira
A disputa da Copa do Mundo de 2026 terá um significado diferente para Alisson em relação aos Mundiais anteriores. Pela primeira vez desde que assumiu a titularidade da Seleção, o goleiro chega pressionado pela questão física e pela concorrência direta no elenco.
Ainda assim, a experiência acumulada em competições internacionais e a liderança exercida nos bastidores mantêm o atleta como um dos nomes de maior confiança da comissão técnica de Carlo Ancelotti. Aos 33 anos, o goleiro disputará sua terceira Copa consecutiva após participar das campanhas na Rússia, em 2018, e no Catar, em 2022.
