Argentina e França podem levar técnicos a recorde raro no Mundial
Quinze profissionais tentaram o feito de serem bicampeões em Copas do Mundo; o recorde continua sendo do italiano Vittorio Pozzo, vencedor de 1934 e 1938
Mesmo com a ausência da Itália nesta edição da Copa do Mundo, o torneio segue acompanhado de perto pelos torcedores do país, que são aficionados por futebol. Um recorde histórico estabelecido pelos italianos há 88 anos continua sendo uma das maiores razões de orgulho para a nação.
Pozzo é único técnico bicampeão
O comandante Vittorio Pozzo, que liderou a seleção da Itália nas conquistas dos mundiais de 1934 (sediado em território italiano) e de 1938 (disputado na França), permanece até os dias atuais como o único treinador a faturar o bicampeonato do torneio.
#Filatelia Nel cinquantenario della scomparsa, francobollo appartenente alla serie “lo Sport” dedicato a Vittorio Pozzo. Il #calcio italiano deve molto a Vittorio Pozzo, allenatore che condusse la #Nazionale alla conquista dei suoi primi trionfi ai mondiali del 1934 e del 1938. pic.twitter.com/3P0EpruAYh
— Poste Italiane (@PosteItaliane) December 21, 2018
Vittorio Pozzo (Foto: Reprodução/X/@posteitaliane)
Neste campeonato atual, a chance de alcançar o feito de Pozzo está nas mãos de dois profissionais que venceram as edições de 2018 e 2022. Trata-se do francês Didier Deschamps e do argentino Lionel Scaloni, que superou justamente Deschamps na decisão do Catar-2022 para dar o título à Argentina.
A marca de Vittorio Pozzo esteve sob ameaça real em outros dois momentos do passado. Comandando a Argentina, Carlos Bilardo faturou a taça em 1986 e terminou com o vice-campeonato em 1990.
Tentativas brasileiras frustradas ao longo dos anos
O brasileiro, Mário Jorge Lobo Zagallo esteve à frente da Seleção no tricampeonato de 1970 e, após alguns ciclos, acabou derrotado na decisão de 1998 contra a França, jogo em que o hoje técnico francês Deschamps era o líder do time dentro de campo. Na Copa de 1974, realizada na Alemanha, Zagallo também comandou o elenco canarinho, mas a equipe terminou na quarta colocação.
Alguns tentaram se apoderar do 13, mas o 13 só tem um significado. MARIO JORGE LOBO ZAGALLO!
O Brasil estrear no dia 13, tem uma importância histórica! Que seja como em 70 e 94!VIVA O VELHO LOBO! pic.twitter.com/wFohWOAfLS
— FIFA TRADE BRASIL 🇧🇷 (@FIFATRADEBRASIL) June 13, 2026
Zagallo (Foto: Reprodução/X/@fifatradebrasil)
A mesma chance de alcançar o topo do recorde da Itália já esteve nas mãos de outros três técnicos do Brasil. Vicente Feola, comandante na campanha vitoriosa de 1958, retornou ao cargo no Mundial de 1966, porém o desfecho acabou sendo ruim por marcar a única queda do país na primeira fase da história das Copas.
Uma missão considerada quase impossível foi dada a Carlos Alberto Parreira em 1998 ao assumir a Arábia Saudita, logo no torneio seguinte ao tetracampeonato em que liderou o Brasil, em 1994.
Já Luiz Felipe Scolari ergueu a taça em 2002 e, no torneio seguinte, fez um bom papel conduzindo a seleção de Portugal ao quarto lugar; contudo, Felipão enfrentou um revés marcante em sua terceira Copa, quando o Brasil acabou eliminado em 2014 pela Alemanha no placar de 7 a 1.
Ao todo, a oportunidade de igualar a marca do italiano já esteve ao alcance de 15 treinadores, sendo que cinco deles desfrutaram dessa condição mais de uma vez, lista que inclui Deschamps por ter tido a mesma oportunidade na final do último Mundial.
