Comissão do Esporte no Senado aprova Lei em favor da Copa do Mundo Feminina

Projeto estabelece regras para a Copa Feminina de 2027 no Brasil e define medidas para organização do torneio pela Fifa auxiliando as pioneiras do torneio

27 maio, 2026
Seleção feminina | Reprodução/Flickr Commons/Thais Magalhães/CBF
Seleção feminina | Reprodução/Flickr Commons/Thais Magalhães/CBF

A Comissão de Esporte do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto da Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027, competição que será realizada no Brasil. A proposta define uma série de medidas relacionadas à organização do torneio da FIFA e agora segue para apreciação no plenário da Casa. 

O texto já havia sido aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados e, caso receba aval definitivo do Senado, seguirá para sanção presidencial. A proposta estabelece regras envolvendo direitos comerciais, estrutura para realização dos jogos, deveres da União e acordos firmados entre o governo brasileiro e a Fifa para sediar a competição.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 marcará a primeira vez que o torneio será realizado em um país da América do Sul. A aprovação da lei é considerada uma das principais etapas burocráticas para garantir o planejamento do evento esportivo no país.

Projeto também debate reconhecimento às pioneiras do futebol

Durante a reunião da comissão, os senadores analisaram uma emenda que previa pagamento de premiações para jogadoras que representaram o Brasil em competições femininas organizadas pela Fifa no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. A proposta acabou rejeitada para evitar atrasos na tramitação da Lei Geral da Copa, já que qualquer alteração faria o texto retornar à Câmara dos Deputados.

Apesar da rejeição da emenda, parlamentares se comprometeram a discutir um projeto específico voltado às ex-atletas. A relatora da proposta no Senado, Leila Barros, afirmou que existe um acordo para que a matéria relacionada às pioneiras do futebol feminino tramite em regime de urgência no Congresso Nacional.

O texto original prevê premiação de R$ 500 mil para jogadoras que participaram do torneio experimental da Fifa em 1988 e da primeira Copa do Mundo Feminina, disputada em 1991, ambas realizadas na China. A medida é tratada por parlamentares e integrantes do governo como uma forma de reconhecimento histórico às atletas que ajudaram a consolidar o futebol feminino brasileiro em um período de pouca visibilidade e investimento.

Brasil avança nos preparativos para sediar o Mundial

A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 é tratada pelo governo federal e pela Confederação Brasileira de Futebol como uma oportunidade de ampliar a visibilidade do futebol feminino no país e fortalecer investimentos na modalidade. A expectativa é de que o torneio movimente o turismo, gere empregos temporários e incentive melhorias na infraestrutura esportiva das cidades-sede.


Yasmim, Ary Borges, Angelina, Kerolin e Isa Haas, do Brasil, levantam o troféu de campeãs após vencerem a partida da Série FIFA entre Brasil e Canadá na Arena Pantanal.

Seleção Brasileira Feminina (Foto: reprodução/Instagram/@selecaofemininadefutebol)


Além da estrutura necessária para os jogos, o Brasil também deverá investir em logística, mobilidade urbana, segurança e ações de promoção internacional durante o período da competição. Integrantes do Senado destacaram que a aprovação da Lei Geral representa um passo importante para garantir segurança jurídica e cumprir exigências estabelecidas pela Fifa para a organização do Mundial.

Mais notícias