Confronto de Vasco e Boca decide futuro de seus presidentes
Visando à reeleição e acalmar ânimos da torcida, presidentes de Vasco e Boca podem usar título da Sul-Americana como carta na manga
A semifinal disputada por Vasco da Gama e Boca Juniors promete ser um confronto de ídolos. No entanto, eles não se enfrentam em campo, mas na presidência de seus respectivos clubes. Pedrinho, que ganhou a Libertadores e dois Brasileiros nos anos 90 com o Vasco, e Riquelme, lendário jogador do Boca que ganhou 3 Libertadores com a camisa xeneize, agora buscam ajudar seus times de outras formas.
O que está em jogo
O Vasco já passou por momentos piores na atual temporada. Chegou a passar algumas rodadas na zona de rebaixamento do Brasileirão, mas o time parece ter se encontrado na reta final do campeonato. No último mês, foram 3 vitórias em 4 jogos. Isso posto, ainda amarga uma sequência de 15 anos sem um título de expressão nacional ou internacional e 10 sem nem conquistar o Carioca. No ano passado, chegou à final da Copa do Brasil, mas perdeu no Maracanã para o Corinthians. Conquistando a Sul-Americana, Pedrinho poderia recuperar a confiança da torcida, visando à eleição para presidente do clube, que acontece em 14/11.
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Preparação do Boca Juniors para o primeiro jogo da semifinal, na Argentina (Fotos: Reprodução/Instagram/@bocajrs)
O Boca Juniors, por outro lado, não poderia estar pior. Na última temporada, já sob a presidência de Riquelme, fez um ano para ser esquecido. Caiu cedo no Campeonato Argentino, na Copa Argentina, na Libertadores e foi anulado por um time semi-profissional no Mundial de Clubes. Chegou até a bater recorde negativo: 11 jogos seguidos sem vencer. Esse retrospecto aumenta a pressão para um final feliz em 2026. Ganhar a Sul-Americana, além de ajudar na autoestima, é um passe direto para a Libertadores de 2027.
A polêmica do estádio
Para o jogo de volta, que acontecerá no Rio de Janeiro, a diretoria do Vasco planejava usar o Maracanã. O estádio municipal tem capacidade de quase 80.000 pessoas, quatro vezes a lotação de São Januário, onde o cruzmaltino costuma jogar. O mínimo permitido pela CONMEBOL para uma semifinal é de 30.000 lugares, exigência que o estádio do Vasco já não consegue cumprir.
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Vasco anunciando o jogo no Maracanã, antes de Flamengo e Fluminense recorrerem (Foto: Reprodução/Instagram/@vascodagama)
Apesar de uma liminar favorável ao uso do Maracanã para o jogo do dia 20, Flamengo e Fluminense entraram com um recurso, alegando que precisavam preservar o gramado, e derrubaram a decisão. O Ministério Público do Rio de Janeiro também se manifestou favorável ao Vasco, mas o trâmite continua. Segundo o clube, a entidade máxima do futebol sul-americano deu até a próxima terça-feira, 13, para que a questão seja resolvida.
