Entenda a convocação do volante Éderson para a Copa do Mundo 2026

Com corte do lateral Wesley, Ancelotti decide aumentar opções de meio campistas e mantém apenas Ibañez e Danilo para o lado direito da defesa

08 jun, 2026
Éderson, volante da seleção | Reprodução/Instagram/@ederson99
Éderson, volante da seleção | Reprodução/Instagram/@ederson99

Uma semana antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o lateral-direito Wesley, foi cortado por uma lesão na coxa esquerda, forçando Carlo Ancelotti a convocar outro jogador para compor o grupo que joga no próximo sábado (13), às 19h, contra o Marrocos. Para a posição, Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo, estavam entre os 55 nomes da pré-lista oficial, porém, o treinador italiano optou pela convocação de mais um meio campista, o volante Éderson, de 26 anos, da Atalanta, da Itália.

Escolha do jogador de outra função

A decisão da convocação de Éderson após o corte de Wesley foi discutida pela comissão técnica logo após o amistoso contra o Egito. A escolha foi feita principalmente pela necessidade de mais opções ao elenco, devido a alta intensidade dos jogos e as temperaturas elevadas dos Estados Unidos, além do nível que os atletas cotados poderiam chegar para a disputa do torneio.

Apesar de ter sido convocado apenas uma vez por Ancelotti, Éderson sempre esteve no radar da Seleção. O meio-campista, que está próximo de trocar a Atalanta pelo Manchester United, agrada pela combinação de vigor físico, qualidade técnica e capacidade de atuar em mais de uma função, atuando como primeiro ou segundo volante. Na Atalanta, já foi utilizado pelo lado direito do campo, à frente de uma linha de três defensores. Andrey Santos era o principal nome da posição, estando presente em quatro das cinco convocações de Ancelotti, mas ficou de fora pela queda de rendimento do Chelsea e do próprio jogador pelo clube e seleção. 


Andrey Santos, volante do Chelsea (Foto: reprodução/ Getty Images Embed/ Shaun Botterill)


Antes mesmo do anúncio dos 26 convocados para a Copa do Mundo, Ancelotti considerava levar um meio-campista a mais na lista. No fim, optou por cinco nomes para o setor: Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo Santos, Fabinho e Lucas Paquetá. Com a saída de Wesley, surgiu a oportunidade de reforçar novamente a posição, podendo alterar a escalação inicial, atuando com três meio-campistas ou pela própria necessidade para os jogos intensos.

Como fica a defesa do Brasil

Mesmo sem convocar outro lateral, Ancelotti entende que a Seleção está protegida no setor. Atualmente, a lateral direita conta com Danilo e Ibañez, dois jogadores com perfil mais defensivo e que atuam como zagueiros em seus respectivos clubes. Além deles, o volante Fabinho já desempenhou a função durante boa parte da carreira no Monaco, podendo ser uma improvisação em casos extremos.

Outras alternativas analisadas foram Vitinho, do Botafogo, e Paulo Henrique, do Vasco. Ambos chegaram a ser observados recentemente pela comissão técnica, mas perderam espaço por não viverem boa fase e terem deixado a condição de titulares em seus clubes nos últimos meses. Um nome que agrada a Ancelotti e seus auxiliares é Vanderson, do Monaco. No entanto, uma lesão na coxa sofrida em março o tirou dos planos, e o jogador sequer apareceu na pré-lista de convocados.


Paulo Henrique e Vitinho, laterais direitos que estavam na pré-lista (Foto: reprodução/ Instagram/ @canaldoempolgacao)


A troca de um jogador cortado por outro de posição diferente não é novidade na história da Seleção. Em 1998, Romário deu lugar ao volante Emerson. Em 2002, o próprio Emerson foi cortado e substituído pelo meia Ricardinho. A última mudança às vésperas de uma Copa havia ocorrido em 2006, quando Edmilson deixou a lista e foi substituído por Mineiro.

Éderson já integra o grupo que disputará a Copa do Mundo. O Brasil está no grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia. A seleção estreia no próximo sábado, diante do Marrocos, às 19h, no Estádio MetLife, em Nova Jersey, Estados Unidos.

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