Torcidas do Corinthians protestam contra diretoria e Memphis Depay
Organizadas do Corinthians levam cobranças ao Parque São Jorge, pedem mudanças na administração e criticam o desempenho de Memphis Depay
A insatisfação de torcedores organizados do Corinthians ganhou espaço na sede social do clube na noite de sexta-feira (16). No Parque São Jorge, em São Paulo, faixas expuseram reivindicações relacionadas à administração alvinegra, ao planejamento do futebol e ao desempenho do atacante Memphis Depay. A manifestação ocorreu durante a reta final do Campeonato Brasileiro, quando a equipe ainda buscava se afastar das últimas posições da tabela.
Uma das mensagens direcionadas ao jogador holandês chamou atenção pela comparação entre a renovação contratual e o rendimento em campo. A faixa dizia: “Memphis renovação em dia, futebol em atraso”. A frase expressou a insatisfação dos manifestantes com o desempenho do atacante e colocou o camisa 10 entre os alvos das cobranças.
As críticas ao jogador, porém, não foram o único assunto levado ao Parque São Jorge. Outras mensagens questionaram o planejamento esportivo e a condução administrativa do clube, ampliando o alcance das reivindicações apresentadas pelas torcidas organizadas.
Dirigentes são alvos de pedidos de saída
A manifestação também teve como foco o presidente Osmar Stabile, o vice-presidente Armando Mendonça e o executivo de futebol Marcelo Paz. Os torcedores pediram a saída dos três dirigentes por meio de faixas expostas na sede social.
Uma das mensagens trazia os dizeres “Fora Osmar Stabile e Armando Mendonça”. Outra era direcionada ao executivo de futebol e pedia: “Marcelo Paz, fora já”. As manifestações tornaram públicas as cobranças por mudanças na condução do Corinthians.
Protesto 🏴🏳️
Torcedores estenderam faixas de protesto no Parque São Jorge na noite desta sexta-feira (16).
📹 Henrique Vigliotti/ Central do Timão https://t.co/7zOSKLZkXg
— Central do Timão (@centraldotimao) October 16, 2026
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Torcida do Corinthians protesta contra Memphis Depay e Diretoria do Timão ( Vídeo: reprodução/X/@centraldotimao)
O Conselho Deliberativo também foi mencionado durante o protesto. Uma faixa classificava o órgão como “ineficiente e omisso”, enquanto outra questionava a falta de planejamento com a frase “Cadê o planejamento?”. Os dizeres representam a posição dos torcedores que participaram do ato e não constituem, por si só, uma avaliação independente sobre o funcionamento dos órgãos do clube.
Outra cobrança abordou o chamado transfer ban, restrição que pode impedir uma equipe de registrar novos jogadores. A faixa perguntava “Transfer ban, até quando?”, indicando que o tema também fazia parte das preocupações apresentadas pelos manifestantes.
Reunião anterior já havia registrado cobranças
O protesto de sexta-feira ocorreu depois de uma reunião realizada na quinta-feira (15), quando lideranças de torcidas organizadas estiveram com Osmar Stabile no Parque São Jorge. Na ocasião, os representantes pediram a demissão de Marcelo Paz e o afastamento de Memphis Depay das atividades técnicas da equipe.
A manifestação pública do dia seguinte deu continuidade às cobranças feitas no encontro com o presidente. Enquanto a reunião reuniu representantes das torcidas e integrantes da administração, as faixas levaram as reivindicações a outros espaços da sede social e tornaram os pedidos visíveis.
As demandas envolveram tanto decisões relacionadas ao departamento de futebol quanto questionamentos sobre a gestão. A repetição dos pedidos de saída de dirigentes e das críticas a Memphis demonstrou quais eram os principais alvos escolhidos pelos manifestantes durante os dois dias de mobilização.
Dívida da Neo Química Arena entra na agenda
A situação financeira do Corinthians também esteve em pauta na sexta-feira. Representantes da Gaviões da Fiel acompanharam integrantes da diretoria em uma reunião na sede da Caixa Econômica Federal, em Brasília, para tratar da dívida relacionada à construção da Neo Química Arena.
Além de Osmar Stabile, participaram da agenda o diretor jurídico Pedro Soares e o diretor cultural Rafael Castilho. A reunião com o banco aconteceu no mesmo dia do protesto no Parque São Jorge, colocando a questão financeira entre os assuntos relevantes para o clube naquele momento.
A dívida do estádio é um tema distinto das cobranças dirigidas ao desempenho esportivo, embora ambos façam parte do cenário enfrentado pela administração. Na manifestação, as faixas abordaram questões relacionadas ao planejamento e à gestão, enquanto a agenda em Brasília teve como foco o compromisso financeiro com a Caixa.
Corinthians enfrenta reta final sob pressão
Na atualização publicada pelo ge em 16 de outubro, o Corinthians ocupava a 16ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 32 pontos. A equipe tinha a mesma pontuação do Internacional, que aparecia como o primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. Naquele momento, restavam oito rodadas para o encerramento da competição.
O próximo compromisso previsto era contra o Vitória, na segunda-feira (19), às 20h, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada. A partida representava mais uma oportunidade para o Corinthians somar pontos e tentar melhorar sua posição na tabela.
A proximidade do fim do campeonato aumentava a importância dos resultados seguintes. Para o clube, a disputa envolvia a necessidade de se afastar da zona de rebaixamento enquanto a administração também lidava com cobranças públicas sobre suas decisões.
O protesto no Parque São Jorge reuniu, assim, reivindicações dirigidas a diferentes áreas do Corinthians. Memphis Depay, integrantes da diretoria e o Conselho Deliberativo foram citados nas faixas, enquanto o planejamento esportivo e a dívida da arena permaneceram entre os assuntos que cercavam o clube. As próximas rodadas do Brasileirão seriam importantes para a situação da e na tabela.
