Dirigente da Seleção da Inglaterra vê obstáculos para título na Copa de 2026
Mark Bullingham afirma que as altas temperaturas e a complexa logística do torneio podem impactar a preparação e o desempenho da seleção na Copa
O diretor-presidente da Football Association, Mark Bullingham, demonstrou cautela ao analisar as chances da Seleção da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao podcast Performance People, o dirigente afirmou que fatores como clima, altitude e logística podem representar desafios importantes para as seleções europeias durante a competição. Segundo Bullingham, o histórico dos Mundiais realizados fora da Europa mostra a dificuldade enfrentada pelas equipes do continente. Ele destacou que apenas duas seleções europeias conquistaram o torneio fora de território europeu: a Seleção da Espanha em 2010 e a Seleção da França em 2018.
Clima aparece como principal preocupação
Durante a entrevista, o dirigente ressaltou que muitas seleções estão mais acostumadas a atuar em condições de calor intenso, umidade elevada e altitude, fatores que podem influenciar diretamente o desempenho durante o torneio. Segundo ele, essas características fazem parte da rotina de diversos jogadores ao longo da carreira, o que pode facilitar a adaptação durante a competição.
Para Bullingham, essa adaptação natural pode representar uma vantagem para determinadas equipes ao longo da Copa do Mundo. O dirigente avaliou que o desgaste físico provocado pelas condições climáticas será um dos pontos mais importantes da preparação inglesa para o Mundial. Além disso, destacou que a recuperação entre as partidas e o gerenciamento da carga física dos atletas poderão ter papel decisivo na campanha das seleções que pretendem chegar às fases finais do torneio.
O dirigente também lembrou que o Mundial de 2026 será disputado em diferentes cidades e regiões da América do Norte, cenário que pode exigir constantes mudanças de temperatura, altitude e umidade. Para ele, a capacidade de adaptação a essas variações poderá fazer diferença ao longo da competição.
Logística também preocupa a Inglaterra
Além das questões climáticas, a extensa logística da competição foi apontada como outro desafio. De acordo com Bullingham, a delegação inglesa poderá passar quase 50 dias envolvida na disputa caso alcance a final da Copa do Mundo. “A equipe chegou no dia 1º de junho. Se chegarmos à final, voltaremos no dia 20 de julho. Há muito tempo envolvido. São 18 voos domésticos, 6.500 milhas, muitos hotéis diferentes e assim por diante”, afirmou.
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Imagem dos grupos da Copa (Foto: reprodução/Instagram/@fifaworldcup)
A equipe está no Grupo L e fará seus compromissos da primeira fase em diferentes cidades dos Estados Unidos. O calendário prevê partidas contra a Seleção da Croácia, a Seleção de Gana e a Seleção do Panamá. Caso avance às fases eliminatórias, a Inglaterra ainda poderá viajar para locais como a Cidade do México, Miami, Atlanta e Nova Jersey. Segundo Bullingham, o grande número de deslocamentos, voos internos e mudanças de hospedagem torna a campanha ainda mais complexa para qualquer seleção que pretenda chegar à decisão do torneio.
