Djokovic vira sobre Bu Yunchaokete e avança às quartas em Pequim, igualando a recorde histórico

Sérvio iguala recorde de Nadal ao alcançar marca histórica de vitórias consecutivas em um mesmo torneio e amplia sequência invicta

02 out, 2026
Novak Djokovic agradecendo o aopio da torcida no US Open, em Nova York | Reprodução / Instagram / @djokernole
Novak Djokovic agradecendo o aopio da torcida no US Open, em Nova York | Reprodução / Instagram / @djokernole

Novak Djokovic permaneceu invicto no ATP 500 de Pequim. Na sexta-feira, o ex-número 1 do mundo teve de buscar uma virada para eliminar o anfitrião convidado chinês Bu Yunchaokete, 104º do ranking, com parciais de 4/6, 7/6(2) e 6/2. Atual nº 11 do mundo, o sérvio de 39 anos esticou sua série sem derrotas no torneio para 31 partidas, atingindo o recorde de Rafael Nadal como a maior sequência invicta em um mesmo evento do circuito mundial de tênis. Além disso, Nole avançou às quartas de final em busca do seu sétimo título na capital chinesa.

Djokovic já detinha o recorde de mais vitórias consecutivas no ATP 500 de Pequim. Agora ele igualou Rafael Nadal nas maiores sequências invictas em um torneio da ATP, o espanhol acumula 31 triunfos seguidos em Roland Garros. O sérvio terá a chance de passar à frente nesse ranking pessoal caso vença nas quartas na China, mas possivelmente enfrentará um confronto complicado contra Alexander Zverev. Cabeça de chave nº 1 em Pequim e atual nº 2 do mundo, o alemão vai encarar o convidado chinês Shang Juncheng, 250º do ranking, no sábado.

Mais de uma década longe de Pequim

Após 11 anos, Djokovic retornou ao ATP 500 de Pequim com o objetivo de conquistar o sétimo título e, consequentemente, tentar reintegrar-se ao top-10 mundial, posto que perdera ao ser eliminado na estreia do US Open há um mês. Como não tem pontos a defender na China, já registra um saldo de 80 pontos e permanece como número 11 no “ranking live”, que considera os pontos da semana em curso. Em caso de título em Pequim, ele pode subir até a oitava posição do ranking.


 

 

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Djokovic visitando pontos turísticos de Pequim (Foto: Reprodução / Instagram / @dokernole)


O domínio de Djokovic em Pequim era tamanho que o sérvio não sofria perda de set desde as oitavas de final de 2013, quando enfrentou o espanhol Fernando Verdasco, totalizando quinze partidas consecutivas. Bu surpreendeu ao equilibrar a partida diante do sexto cabeça de chave do torneio, alcançando uma quebra no meio do primeiro set e preservando essa vantagem para vencer a parcial por 6/4.

Djokovic apresentou-se mal nos seus dois últimos jogos, mostrando dificuldade para respirar e aproveitando ao máximo os intervalos entre os saques para recuperar-se. Apesar disso, o sérvio não desistiu. No segundo set ele perdeu a vantagem, que o chinês logo recuperou; essa parcial foi definida no tie-break, quando o ex-número 1 do mundo finalmente desencadeou seu melhor tênis. Venceu o desempate por 7/6(2) e passou a dominar a partida. No terceiro set abriu 4/0 e soube administrar a folga no placar até fechar em 6/2.

Top 10 do ATP rejuvenescido

O choro ao final do quinto set na primeira rodada do US Open pode indicar que o corpo não suporta mais longas disputas nas quadras de tênis. Em uma partida de cinco sets, que durou duas horas e 46 minutos, o sérvio Novak Djokovic, de 39 anos, foi derrotado pelo argentino Mariano Navone, marcando sua eliminação em uma abertura de Major pela primeira vez em 20 anos, sua última derrota na primeira fase de um Slam havia sido no Australian Open de 2006, contra o americano Paul Goldstein.

Além disso, essa saída precoce do torneio fará com que Djokovic saia do top-10 do ranking, algo que não ocorria desde julho de 2018. Com a ausência do sérvio na lista dos dez melhores da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e com a aposentadoria de Roger Federer e Rafael Nadal, o trio renomado não estará presente no top-10 do ranking após 24 anos.


 

 

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Homenagem feita da Amazon Prime a Djokovic para o lançamento de seu documentário (Vídeo: Reprodução / Instagram / @primevideo)


Campeão de 24 Grand Slams, marca que divide com a australiana Margaret Court na era profissional, o sérvio mantém um histórico de aproveitamento elevado em partidas que vão a cinco sets: 76%. Ao todo, triunfou em 42 das 55 ocasiões em que a decisão se estendeu ao quinto set. Hoje, apenas os torneios do Grand Slam adotam o melhor de cinco; outrora, eventos Masters 1000 também eram disputados nesse formato.

Neste ano, Djokovic participou de apenas sete competições, incluindo o US Open, e em três delas foi eliminado na primeira rodada, ele também perdeu na estreia do ATP 1000 de Roma para o croata Dino Prizmic. Ao longo do ano, ele contabiliza 14 vitórias e sete derrotas, resultando em uma taxa de aproveitamento de 66%, abaixo do que possui em sua trajetória: ele venceu 83% dos jogos que disputou.

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