Empresária brasileira de Haaland celebra sucesso do norueguês na Copa

Rafaela Pimenta trabalha com o jogador desde o início da carreira, que agora vem se destacando dentro e fora de campo com sua seleção

30 jun, 2026
Erling Haaland | Reprodução/ Instagram/ @erling
Erling Haaland | Reprodução/ Instagram/ @erling

A estreia de Erling Haaland em uma Copa do Mundo ampliou seu alcance muito além dos gramados. Em entrevista para o GE, a empresária brasileira Rafaela Pimenta, responsável pela carreira do atacante desde os 18 anos, falou sobre o camisa 9 da Noruega e o boom de patrocinadores e milhões de seguidores nas redes sociais, impulsionado pelo desempenho em campo e pelo carisma espontâneo. Em apenas dois jogos, com quatro gols marcados, o jogador saltou de 40 milhões para quase 45 milhões de seguidores durante o torneio, superando grandes nomes do esporte, como David Beckham. 

Trabalho em Copa do Mundo

Na quarta Copa do Mundo, como agente, Rafaela Pimenta diz que a preparação nunca é suficiente: “É como se não tivéssemos preparado nada. Continuamos na mesma loucura”. Além do suporte estrutural e logístico para atletas, familiares e da articulação com federações, ela afirma que o torneio exige uma estratégia específica de exposição e negócios. 


Rafaela Pimenta na Forbes (Fotos: reprodução/Instagram/@forbesmulher)


No caso de Erling Haaland, o trabalho incluiu selecionar patrocinadores alinhados à Copa e ao mercado americano para ampliar alcance e visibilidade: “Hoje ele tem aproximadamente 10 patrocinadores até o fim da Copa do Mundo. Terminando o torneio, passamos para a carteira da próxima temporada, com alguns novos que já estão assinados e outros que saem, porque há marcas que só se interessam pelo período da Copa.” Segundo Rafaela, o entorno comercial do jogador foi pensado para aproveitar o peso do torneio nos Estados Unidos, com marcas interessadas especificamente no período da competição e uma gestão que combina imagem, audiência e oportunidades comerciais.

Carisma de Haaland

O carisma de Erling Haaland nas redes não é resultado de estratégia calculada, mas da decisão de preservar traços que já fazem parte da personalidade do atacante. A agente diz que o trabalho foi evitar artificializar a imagem do jogador para seguir tendências e apostar justamente na espontaneidade que aproxima o público. “A gente simplesmente pegou o que é orgânico e mostrou para o mundo, porque também se fosse artificial não ia vingar. O orgânico dele combina, então é um match perfeito.” Segundo ela, Haaland ganhou espaço ao combinar humor, ironia e naturalidade, sem perder o filtro sobre o que funciona ou não diante da audiência.


Haaland fazendo propaganda de bebida chinesa (Vídeo: reprodução/Instagram/@erling)


Além da relação das redes com o público americano, Rafaela também vê na relação com a seleção da Noruega um elemento importante para explicar a conexão do jogador com os torcedores. Para ela, grandes atletas passam boa parte da carreira longe de casa e encontram no período com a seleção um momento raro de reencontro com a própria identidade. Mais do que disputar uma Copa do Mundo, vestir a camisa do país representa voltar à língua, à comida e à convivência com pessoas da mesma cultura, um sentimento de pertencimento que diferencia a experiência em relação ao futebol de clubes e ajuda a fortalecer a identificação do público com Haaland.

Brasil ou Noruega

Nesta terça-feira, Rafaela Pimenta acompanha de perto o jogo da Noruega contra a Costa do Marfim pela segunda fase da Copa do Mundo, mas admite que o envolvimento emocional com o torneio vai muito além do trabalho. Entre compromissos profissionais e a ligação pessoal com o Brasil, ela descreve um cenário de torcida dividida, especialmente depois da classificação brasileira sobre o Japão: “Eu confesso que eu já remei, já pus sombreiro, hoje estava torcendo para o Brasil, minha cachorra está com roupinha do Brasil. Estou aqui com o coração dividido.”

A agente admite que uma eventual oitavas de final entre Brasil e Noruega seria um dos cenários mais difíceis da carreira para acompanhar do lado de fora. Enquanto celebra o desempenho brasileiro, mesmo à distância, ela também acompanha a trajetória de Haaland e da seleção norueguesa de perto. Tanto que brinca que prefere nem estar no estádio caso o confronto aconteça. Ainda assim, vê o encontro com entusiasmo: seria a chance de acompanhar o Brasil em um grande palco, enfrentando o principal jogador que representa.

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