Do onze inicial na estreia ao esquecimento na Copa: o destino de Ibañez e Igor Thiago

Ibañez e Igor Thiago começaram como titulares na Copa, mas perderam espaço na Seleção Brasileira após ajustes táticos e concorrência no elenco

04 jul, 2026
Ibañez e Igor Thiago | Reprodução/Instagram/@brasil/@ibanez41oficial
Ibañez e Igor Thiago | Reprodução/Instagram/@brasil/@ibanez41oficial

Ibañez e Igor Thiago foram algumas das principais surpresas na escalação de Carlo Ancelotti para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Até então pouco utilizados pelo treinador, a dupla acabou sendo escolhida para iniciar como titular no empate por 1 a 1 diante de Marrocos, há três semanas, em uma decisão que chamou atenção da comissão técnica e da torcida. A aposta em ambos refletiu a tentativa de Ancelotti de testar novas peças no elenco logo no início da competição, em meio a ajustes táticos e observações sobre o desempenho do grupo.

Titulares perdem espaço na Seleção e ficam fora dos últimos jogos da Copa

Desde a estreia na Copa do Mundo, Ibañez e Igor Thiago perderam espaço na Seleção Brasileira e não voltaram a ser utilizados. O zagueiro, que chegou a ser improvisado na lateral direita, e o centroavante ficaram fora das últimas três partidas do Brasil contra Haiti, Escócia e Japão sem sequer saírem do banco de reservas, evidenciando a mudança de preferência da comissão técnica ao longo da competição.

Para o próximo compromisso, diante da Noruega pelas oitavas de final, a tendência é que a dupla siga como opção no banco de reservas no estádio de Nova York/Nova Jersey às 17h (horário de Brasília). O “sumiço” dos dois jogadores é atribuído principalmente a ajustes táticos promovidos pela comissão técnica e ao melhor desempenho dos concorrentes diretos nas respectivas posições que acabaram ganhando prioridade nas escolhas da equipe.


Quem será o substituto de Lucas Paquetá contra a Noruega  (Video: reprodução/Youtube/@getv)


Ancelotti promove mudanças e dupla perde espaço

O zagueiro de 27 anos já vinha sendo utilizado por Carlo Ancelotti em testes anteriores, incluindo o amistoso contra a Croácia, quando atuou improvisado como lateral-direito e teve boa atuação, passando a ser considerado uma opção para suprir a ausência de Éder Militão, lesionado antes da Copa do Mundo. Ele também foi utilizado no amistoso contra o Egito, desta vez na zaga, reforçando sua versatilidade dentro do sistema defensivo da Seleção.

Na estreia do Mundial, Ancelotti o escalou como titular no empate com Marrocos, em uma escolha motivada por desempenho nos treinos e por critérios táticos, mas a atuação foi discreta e com pouca participação na construção de jogo, o que abriu espaço para Danilo assumir a posição nas partidas seguintes. Já o centroavante, convocado pela primeira vez em março após grande temporada no Brentford, foi titular contra Marrocos por seu perfil físico e presença de área, mas teve atuação abaixo do esperado e acabou perdendo espaço após a mudança de esquema, que favoreceu atacantes mais móveis como Matheus Cunha, Endrick e Martinelli.

A trajetória de Ibañez e Igor Thiago na Copa do Mundo sintetiza o processo de ajustes constantes da comissão técnica ao longo do torneio, em que ambos começaram como titulares, mas perderam espaço após as primeiras partidas devido a questões táticas e ao desempenho dos concorrentes. O cenário reforça a alta disputa por posições na Seleção Brasileira e como oportunidades iniciais nem sempre se consolidam diante da evolução do time e das mudanças de estratégia durante a competição.

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