Estádio bilionário aumenta tensão nos bastidores do Chelsea
Divergências entre os donos do clube sobre o futuro de Stamford Bridge colocam o projeto do novo estádio no centro da crise interna
Um estádio avaliado em cerca de R$ 35 bilhões está no centro da disputa de poder entre os donos do Chelsea. Segundo reportagem do jornal inglês The Sun, a construção de uma nova casa para o clube figura entre os motivos que podem precipitar a saída de Todd Boehly do grupo que controla os Blues.
Boehly e a Clearlake Capital, acionista majoritária da BlueCo, concordam que os Blues precisam deixar o Stamford Bridge e construir um estádio moderno, capaz de aumentar as receitas do clube. O conflito, porém, reside no desenho do empreendimento e — sobretudo — em quem deterá o comando sobre um aporte estimado em 5 bilhões de libras.
De acordo com o The Sun, os dois lados têm visões diferentes sobre o futuro do complexo. Cada facção adota uma posição distinta quanto ao projeto do complexo, e nenhuma estaria disposta a desembolsar sua parcela enquanto a outra conservar influência sobre a obra e sobre as decisões do clube.
Confronto pelo comando
A Clearlake possui 61,85% da BlueCo, enquanto Boehly e Mark Walter detêm, individualmente, 12,8% cada por meio de uma holding compartilhada. Mesmo com a participação majoritária da Clearlake, Boehly conserva poder de veto sobre decisões estratégicas.
Os dois grupos vêm negociando há aproximadamente dois anos a possibilidade de adquirir a participação um do outro.
Todd Boehly, um dos donos do Chelsea (Foto: Reprodução | Getty Images Embed / Jonathan Moscrop)
O término do mandato de Boehly na presidência do Chelsea, ao final da temporada, eleva a expectativa de alterações na estrutura de comando. A situação também ganhou força com a possível saída de Walter, que é alvo de uma investigação de autoridades americanas. O quadro se intensificou após a perspectiva de saída de Walter, atualmente sujeito a apurações por parte de autoridades dos Estados Unidos.
Bilhões já desembolsados
A disputa acontece após aplicações bilionárias no clube. Em 2022, a BlueCo desembolsou R$ 17,7 bilhões para comprar o Chelsea de Roman Abramovich, valor correspondente a 2,5 bilhões de libras. O grupo também se comprometeu a investir outros R$ 12,4 bilhões em jogadores, infraestrutura e no futebol feminino.
Stamford Bridge visto de cima (Foto: Reprodução | Getty Images Embed / Ryan Pierse)
Agora, segundo o The Sun, tanto Boehly quanto a Clearlake evitam assumir novos projetos de grande porte sem garantia de controle sobre a aplicação dos recursos. Assim, o novo estádio deixou de ser apenas um projeto de infraestrutura e passou a representar um dos principais pontos de conflito sobre o futuro do Chelsea.
