F1 tenta corrigir “super clipping”, mas solução ainda divide pilotos e equipes

Pilotos alegam que “super clipping” na F1 2026 tem afetado o desempenho dos carros e o regulamento atual da categoria é alvo de críticas na temporada

30 abr, 2026
Card promocional do GP de Miami | Reprodução/Instagram/@f1
Card promocional do GP de Miami | Reprodução/Instagram/@f1

A Fórmula 1 vive um momento de ajustes em 2026, principalmente por causa do chamado “super clipping”, fenômeno que tem afetado o desempenho dos carros e gerado críticas dentro e fora das pistas. A categoria decidiu implementar mudanças pontuais no regulamento, buscando reduzir os impactos dessa característica técnica, mas os resultados ainda são incertos.

O “super clipping” acontece quando os carros perdem velocidade mesmo com o acelerador no máximo, devido à necessidade de recarregar energia elétrica durante a volta. Isso tem provocado quedas bruscas de desempenho em retas e trechos rápidos, algo que chamou atenção após episódios recentes em corridas e classificações.

Ajustes técnicos miram equilíbrio dos carros

Para tentar amenizar o problema, a FIA reduziu o limite de recuperação de energia em voltas rápidas, o que deve diminuir a necessidade desse alívio de potência durante as voltas. A ideia é permitir que os pilotos mantenham um ritmo mais constante, especialmente em classificações.

As mudanças começam a ser testadas já no GP de Miami, etapa que marca o retorno da temporada após uma pausa. Além disso, o fim de semana contará com formato sprint e ajustes no uso da energia dos motores híbridos, reforçando o caráter experimental desse momento da categoria.

Apesar disso, as alterações são consideradas apenas soluções iniciais. Pilotos e equipes participaram de reuniões recentes com a FIA para discutir melhorias, indicando que novas mudanças podem surgir ao longo do campeonato.


 

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Bortoleto e Hulkenberg em fotos promocionais para o GP de Miami (Foto: reprodução/Instagram/@audif1)


Críticas persistem e dividem o paddock

Mesmo com os ajustes, o clima entre os pilotos segue dividido. Alguns enxergam evolução, enquanto outros consideram as mudanças insuficientes para resolver os problemas dos carros de 2026.

Há críticas sobre a dirigibilidade e até sobre o nível de diversão nas corridas. Parte do grid acredita que os novos carros perderam características tradicionais da categoria, tornando a pilotagem menos natural e mais dependente de gerenciamento de energia. Por outro lado, há quem veja pontos positivos, como o aumento nas ultrapassagens, ainda que alguns considerem esse efeito “artificial”.

O consenso é que a FIA ainda busca o equilíbrio ideal entre inovação tecnológica e espetáculo esportivo. Com novas regras em fase de testes, a temporada 2026 deve seguir como um laboratório a céu aberto para o futuro da Fórmula 1.

Matéria por Felipe Parizzi (Lorena)

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