Fifa tenta conter crise e reforça apoio a Infantino
A proposta envolvendo os direitos comerciais da Copa do Mundo gerou críticas sobre a condução do projeto e a falta de transparência da entidade
A Fifa voltou a se pronunciar sobre a crise envolvendo a proposta de venda de parte dos direitos comerciais ligados à Copa do Mundo. Depois de abandonar o projeto, a entidade reconheceu falhas na condução do processo e reafirmou o apoio ao presidente Gianni Infantino.
O posicionamento foi divulgado após uma reunião realizada em Rabat, em Marrocos, que contou com a presença de integrantes da cúpula da organização. A iniciativa previa a criação de uma nova empresa para administrar ativos comerciais da Fifa, medida que acabou provocando uma onda de críticas entre dirigentes e federações.
Proposta gerou questionamentos
A ideia da entidade era negociar uma participação minoritária da nova divisão comercial com investidores privados. O dinheiro arrecadado seria utilizado em projetos de desenvolvimento do futebol ao redor do mundo.

A presença de Donald Trump e Gianni Infantino na Copa gerou críticas após episódios de interferência externa em decisões relacionadas à arbitragem (Foto: reprodução/Instagram/@gianni_infantino)
No entanto, representantes de diversas organizações afirmaram que a proposta foi apresentada sem um debate mais amplo, levantando questionamentos sobre a transparência do processo e a forma como as decisões estavam sendo tomadas.
A Uefa esteve entre as instituições que demonstraram preocupação com o projeto, defendendo uma participação maior das federações e dos clubes em decisões consideradas estratégicas para o futuro do esporte.
Futuro de Infantino volta ao centro do debate
O episódio aumentou a pressão sobre Gianni Infantino, que ocupa a presidência da Fifa desde 2016. Apesar das críticas, a entidade afirmou que mantém confiança na liderança do dirigente suíço.
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Infantino durante a final da Copa do Mundo 2026 (Vídeo: reprodução/Instagram/@gianni_infantino)
Alguns nomes importantes do futebol também se manifestaram. O ex-jogador português Luís Figo criticou a condução do caso, enquanto Arsène Wenger afirmou que não participou das discussões relacionadas ao projeto.
Por outro lado, países como Marrocos, Catar, Kuwait e Indonésia declararam apoio ao presidente da Fifa. A eleição para definir o próximo mandato da entidade está prevista para acontecer em março do próximo ano.
A crise surge em um momento importante para a Fifa, que trabalha em mudanças estruturais em suas competições e avalia propostas de expansão dos torneios organizados pela entidade.
